Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

domingo, 5 de junho de 2016

Visitando a Ong Viva Pires:




Visitando a Ong Viva Pires:
Alunos do Sesi 149 estiveram visitando a Ong Viva Pires, na seman em que se comemora o meio ambiente. Lá eles puderam participar do projeto de educação ambiental, da oficina de compostagem, com foco na  importância do reaproveitamento dos resíduos além, de uma visita a mata ciliar do ribeirão dos Pires para entendimento da importância das interações ecológicas. Saíram de lá todos alegre por mais essa experiência eco-prática.

Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

A EDUCAÇÃO NA ZONA RURAL E A AGRICULTURA:




No Brasil, as Constituições até 1891 não contemplavam a educação da zona rural. Este tema só foi tratado a partir de 1934, isto porque o Brasil foi considerado um país de origem eminentemente agrária. Evidencia-se aí o descaso dos dirigentes com a educação do campo.
A taxa de escolaridade da juventude urbana ainda é 50% maior do que a da rural. Hoje, no Brasil, dos jovens que vivem no campo, a taxa de analfabetismo entre 15 e 29 anos chega a 9%. A maioria deles é homem e possui renda per capta abaixo de meio salário mínimo. Na cidade, o índice de analfabetos nessa faixa etária é bem menor: 2%. A diferença também está no tempo que esses jovens passam na escola. Enquanto na cidade homens e mulheres estudam, em média, 8,7 anos, no campo esse tempo cai para 6 anos.
Se a situação do ensino da zona rural melhorou nos últimos dez anos, mesmo assim, ainda não é a mais adequada. Muitos estudantes do ensino médio ainda precisam se deslocar até a cidade para assistir às aulas, fator que não só tem desestimulado os jovens como contribuído para o êxodo rural. A escola no meio urbano certamente não está preparada para este aluno; vai ter conteúdo voltado para a situação da cidade e não do campo.
Mas não são apenas as poucas escolas na zona rural que limitam o acesso dos jovens do campo à educação. Transportes precários e falta de infra-estrutura também dificultam a vida de quem quer aprender.
É preciso que se preserve os saberes do campo, que são fundamentais para que a própria família entenda e veja naquilo, naquela estrutura escolar, uma coisa poderosa para ajudar na sua vida.
Temos enormes potencialidades produtivas, tanto na agricultura como na pecuária; se soubéssemos explorá-las racionalmente, elas nos permitiriam gerar as riquezas que tanto necessitamos para reduzir a  pobreza  rural e também para solucionar  vários dos  nossos grandes problemas nacionais.
Dispomos de tecnologias e experiências bem-sucedidas que são necessários para fazer uma muito eficiente produção, transformação e comercialização de produtos agropecuários. Infelizmente tais conhecimentos estão sendo adotados apenas por uma minoria de produtores rurais mais eficientes. Tal exclusão é solucionável porque muitas das mencionadas tecnologias e experiências são de baixo custo e fácil adoção; e graças a essas características, poderiam e deveriam estar beneficiando todos os produtores rurais do país. Temos à nossa disposição quase todos os requisitos necessários para fazer uma agricultura que, ao ser muito mais eficiente e mais produtiva, poderia gerar as riquezas que tanto necessitamos. Mas a maioria dos nossos agricultores não possui as competências necessárias para corrigir as suas próprias ineficiências produtivas, gerenciais e comerciais, pois lhes faltam conhecimentos, habilidades, atitudes e até valores orientados ao empreendedorismo e ao autodesenvolvimento. E é principalmente por esta razão que muitos deles são tão dependentes do paternalismo estatal porque os conhecimentos que os seus pais lhes transmitiram já estão desatualizados e são insuficientes para que eles possam sobreviver economicamente na agricultura moderna e globalizada; porque as escolas fundamentais rurais, que normalmente são a única oportunidade de aprender algo útil para a vida e o trabalho no campo, ensinam às crianças muitos conteúdos irrelevantes que em pouco ou nada contribuem a que eles se tornem produtores, administradores das suas propriedades e comercializadores das suas colheitas; porque os serviços estatais de extensão rural estão contaminados pelas interferências político-partidárias, burocratizados e excessivamente centralizados; porque, com poucas exceções de louváveis iniciativas inovadoras, as faculdades de ciências agrárias estão excessivamente urbanizadas e desconectadas da realidade concreta dos produtores rurais e dos potenciais empregadores dos seus egressos, com uma formação divorciada das necessidades dos agricultores e dos empregadores. O desemprego nesta área existe não necessariamente porque a demanda é insuficiente e sim porque a oferta das faculdades é inadequada às reais necessidades dos demandantes do mundo moderno.
Corrigir as distorções e ineficiências deve ser a grande prioridade. Enquanto não introduzirmos as modificações necessárias no nosso sistema de educação rural, todos os grandes projetos de combate à pobreza rural continuarão fracassando e os gigantescos recursos neles aplicados continuarão sendo desperdiçados, pela razão de que os afetados pela pobreza rural não podem solucionar os seus problemas muitíssimo mais devido à inadequação e insuficiência de seus conhecimentos que à suposta insuficiência dos seus recursos materiais e financeiros.


Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Citricultura Paulista:

Marcos Souto Urso

O engenheiro agrônomo Marcos Souto Urso inicia a coluna mensal “Citricultura Paulista”, que pretende traçar um panorama do atual cenário da atividade. Valendo-se da história e de experiência do cultivo de citros está coluna pretende ser mais uma ferramenta na mão do produtor rural. Dicas sobre temas, críticas ou sugestões podem ser enviadas para a redação do jornal Pires Rural, através do e-mail: jornal@dospires.com.br. Boa leitura! 



Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável:

Foi realizado no dia 26 de junho, na cidade de Artur Nogueira, o 5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável. Apoiado pela CATI – EDR Mogi-Mirim – com parceria do Grupo Gestor de Integração e Planejamento ligado à  prefeitura do município. Foram convidados mais de 700 produtores rurais que, ao longo do dia,  puderam conferir técnicas de subsolagem, curvas de níveis, amostras de solo, além da realização de debates entre os presentes, sobre temas que envolvem a agricultura. Para José Antônio Bertaglia Sobrinho que esteve presente no 3° Encontro de 2007 e que agora retorna para adquirir maior conhecimento. Ele conta “Daquela vez, foi explicado como fazer um bom terraceamento; nesse aqui, teve explicação de como retirar amostras de solo para análises. Falaram também como devemos agregar valores aos nossos produtos”. José ainda disse que participa de eventos como esse “para aprender mais e buscar uma solução” para melhorar o sustento com o trabalho do sítio.
No final do evento, divididos em grupos, os agricultores explanaram suas discussões sobre os temas abordados e apresentaram também as soluções que enxergaram para cada item (veja texto ao lado).
Também estava participando do 5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável, o prefeito de Artur Nogueira, Marcelo Capelini, que ouviu com atenção a explanação de cada produtor rural e logo em seguida dirigiu a palavra aos presentes, dizendo como o poder publico vai trabalhar para ver a união dos produtores rurais.

 Marcelo Capelini


O prefeito Marcelo Capelini concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Pires Rural, onde falou que quer transformar a cidade de Artur Nogueira em celeiro para abastecer a região metropolitana de Campinas; leia a seguir trechos dessa entrevista;

JORNAL PIRES RURAL: Sendo o atual prefeito de uma cidade essencialmente agrícola, como o Sr. enxerga os temas discutidos aqui pelos produtores rurais?
MARCELO CAPELINI: Procuro analisar Artur Nogueira pelo contexto em que ela se encontra. Estamos localizados em um ponto onde  as cidades a nossa volta estão no mínimo a 10 km. Isso é viver numa região metropolitana, facilita a busca por peças e serviços e, também gera demanda por produtos agrícolas. Se  não fizermos a opção por ter um crescimento controlado, Artur Nogueira vai perder a parcela rural e virar tudo zona urbana. Acho que é o momento, não só em relação à Artur Nogueira, de se perguntar: o que queremos para a nossa cidade?

JORNAL PIRES RURAL: Como o Sr. trata esse tema?
MARCELO CAPELINI: Estou tentando não descaracterizar a condição rural do município. As duas vertentes, rural e urbano, existem e se completam. Quero buscar um investimento industrial de maneira estruturada, não adianta trazer uma indústria e criar uma demanda de 100 ou mil moradias sem estruturas, para depois ter que arcar com saneamento básico e qualidade de vida para as pessoas. Sai muito mais em conta, pela nossa característica agrícola, investir em mão-de-obra para esse setor do que capacitar trabalhadores para o setor industrial. O Brasil não diz querer ser o celeiro do mundo? Então, eu quero que Artur Nogueira, seja o celeiro da região metropolitana de Campinas (RMC).

JORNAL PIRES RURAL: De que forma o Sr. pretende alcançar esse objetivo?
MARCELO CAPELINI: Como eu disse agora há pouco, faço um governo pensando em 2020. E pra isso, é preciso tomar atitudes agora pensando nesse futuro. A região metropolitana de Campinas “importa” comida de outros estados. Por que não produzir alimentos de qualidade aqui em Artur Nogueira?. Temos que cuidar de nossas terras porque elas são boas para a produção de alimentos. Para isso nós precisamos que os produtores rurais percam o medo de investir, achando que irão perder a terra. Isso só acontece se for sozinho. Se for um movimento ordenado, conjunto, um protege o outro.

JORNAL PIRES RURAL: Seu governo pretende apoiar o produtor rural? De que maneira?
MARCELO CAPELINI: Vamos buscar investimentos conjuntos. Vamos buscar carteira de produção com qualidade e gestão de produção e através do governo fazer a inserção desses produtos no mercado. Se eu juntar os nogueirenses, organizações da sociedade civil, organismos públicos e elaborarmos um plano para as soluções de problemas, podemos ter um município transformado na indústria da agricultura.

JORNAL PIRES RURAL: Qual é o norte a seguir para a sustentabilidade dos produtores rurais?
MARCELO CAPELINI: É implantar em Artur Nogueira o cooperativismo da produção agrícola. Tenho certeza que se investirmos na produção agrícola vamos melhorar a geração de emprego no município. Então, a nossa condição de investir em produção de qualidade, busca de tecnologia para produção o ano todo, é  investir na união do produtor,  para a montagem de uma cooperativa para buscar grandes mercados. O importante é a união para iniciar a parceria com a prefeitura. Mas, a barreira está  no produtor, não no governo. Por enquanto, eu vejo que eles não querem se unir, querem ficar sozinhos.

JORNAL PIRES RURAL: Mas isso é viável?

MARCELO CAPELINI: Sim, é viável. Existem  muitas informações que comprovam que o associativismo, cooperativismo, ou seja, a luta conjunta é a saída para se produzir com qualidade, ganhando mais e vendendo tudo. A pessoa sozinha vai apresentar problemas e reclamar do governo. É preciso parar de reclamar do governo e participar do governo. O evento de hoje (5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável) é uma ação do meu governo, que abre espaço para as pessoas manifestarem suas críticas. No momento que a pessoa traz a fúria do protesto, também traz a discussão do problema. Porque a solução não está  no governo, ele apenas faz a integração da sociedade. É quem gira a manivela do motor, representado pela sociedade. É o que estamos tentando fazer.


Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

sábado, 21 de maio de 2016

Grupo de Artur Nogueira visita granja caipira de Limeira



Grupo de Artur Nogueira visita granja caipira de Limeira

A engenheira agrônoma responsável pela CATI de Artur Nogueira, Roseli Paes solicitou uma visita a uma granja de criação de aves no sistema caipira com o intermédio da Ong Viva Pires. Na ocasião cerca de 30 interessados estiveram presente na Ong para em seguida se dirigir ao local da granja. Chegando à propriedade de Zelinda Costa Ferreira, ela contou como é o seu procedimento no cuidado com as aves onde cria desde pintinhos até a engorda para revenda. No grupo estava presente o veterinário Dr. Alexandre Pissarra Scatena que esta fomentando um grupo para a futura formação de uma associação que terá o objetivo de criar e vender as aves ao mercado da região. No sítio, houve muita conversa sobre o sistema de criação de aves e os possíveis caminhos que poderiam seguir na regulamentação do grupo. Quem quiser saber mais detalhes desse grupo pode entrar em contato com a Casa de agricultura de Artur Nogueira pelo fone (19) 3877-1070 ou email: ca.arturnogueira@cati.sp.gov.br.

Matéria publicada originalmente na edição 75 Jornal Pires Rural, 15/06/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Milho transgênico ou convencional? Qual é o melhor para o produtor?




Liberado para plantio pelo Governo Federal através de normas impostas pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, maior autoridade em biossegurança do país) o milho de tecnologia Bt (sigla para Bacillus thuriengensis), pela qual um gene não existente na planta é inserido no DNA de algumas variedades de milho está sendo plantado pela primeira vez no município de Limeira.

De acordo com Gilberto Carlini da Carlini Assessoria em Agronegocios de Artur Nogueira, “Quem plantou milho transgênico em nossa região está fazendo testes com o produto, pois será a primeira safra com esse grão. Acredito que houve uma adesão de 9 a 10% de produtores a essa tecnologia. Em minha opinião, o produtor vai se dar bem e não vai querer trocar porque ele rende 20% a mais. Esse milho chega num momento em que o produtor esta descapitalizado, quem tem laranja sofre com o preço de venda, quem plantou milho sofre com a alta no preço dos adubos”.



Visitamos uma propriedade no bairro Nova Campinas, área rural de Limeira, divisa com Cosmópolis, e lá encontramos o agricultor Neuton Bratfisch que contou sua recém experiência com o milho de tecnologia Bt. São ao todo 46 anos lidando com a roça de milho e há 16 anos fazendo plantio direto em uma área vizinha a sua residência. Neuton plantou 50 alqueires de milho transgênico e 6 alqueires de milho convencional como borda, seguindo as normas passadas pelos fornecedores de sementes. Na hora da colheita, foram misturadas as duas variedades e entregue a um comprador de Sumaré. Ele conta, “eu uso adubo comum, plantadeira comum, tudo o meu negocio é comum. Estamos no sistema antigo, não fazemos aplicação de venenos e esse ano não foi diferente, tive uma quebra de 100 sacos no milho convencional e zero no transgênico. Estou calculando que gastei cerca de R$12,00 para produzir cada saco. O milho colhido é robusto, bonito, um ótimo resultado de 400 sacos por alqueires, enquanto do outro foi 340”.
Neuton está bem contente com o resultado obtido com a nova variedade, espera plantar novamente na próxima safra. Na opinião do consultor Gilberto Carlini diz “ao meu ver não existe outro caminho, se o produtor quiser ter ganhos. Quem não plantar (a variedade de milho Trangênico) em 3 anos está fora do mercado. Não terá uma safra rentável e nem sucesso economicamente”.

Ação transgênica
A missão dessa nova tecnologia é que a proteína Bt possa criar toxinas inseticidas que matam três tipos de lagarta quando elas ingerem qualquer parte da planta. Mas o assunto se torna polêmico quando levanta questões que a tecnologia promete reduzir o número de aplicações de veneno nas lavouras, e os riscos sobre os milhões de toneladas que não são transgenicos e vão entrar na cadeia de produção de alimentos.
Um problema detectado na lavoura foi o risco real de contaminação de plantações convencionais ou orgânicas por plantas transgênicas. A possibilidade de uma planta polinizar outra cria dúvidas sobre as garantias reais de que a lavoura convencional não receberá pólen transgênico.
O assunto traz também uma enorme ameaça para boa parte da indústria de alimentos, cujo esforço tem sido de evitar a rotulagem de seus produtos com o selo indicador de existência de transgênico, se enquadrando nos limites de até 1% de organismos geneticamente modificados (OGM) na composição dos alimentos processados.
O tema ainda envolve risco de perda de contratos (o que já ocorreu com produtores de soja) e até o direito de produtores que não queiram adotar a tecnologia de companhias multinacionais de biotecnologia, como Monsanto, Syngenta, Bayer e outras.

Milho foi proibido na Alemanhã
O milho Bt Mon 810, tecnologia de propriedade da multinacional Monsanto, teve a autorização de cultivo revogada recentemente na Alemanha. Esse foi o sexto país da União Europeia, região que já havia aprovado o uso da tecnologia, a revogar a autorização para o plantio. Além de proibido em solo alemão, a autorização para o cultivo também foi suspensa em Luxemburgo, Hungria, Áustria, Grécia e França. O milho vetado pelo governo alemão possui o mesmo gene inserido no DNA de variedades de milho cultivado neste momento no Brasil. Em algumas regiões do Paraná, o plantio de milho com a tecnologia atingiu 40% da área plantada.

A verdade é que não há tecnologia nova livre de risco. A biotecnologia agrícola tem mostrado até agora que seus benefícios superam seus riscos, com um detalhe, como cada transgênico é diferente do outro, o passado não garante o futuro.


Matéria publicada originalmente na edição 75 Jornal Pires Rural, 15/06/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Sub-bacia do Ribeirão dos Pires é classificada área periurbana

A sub-bacia do Ribeirão dos Pires foi objeto de estudo para o Prof.  Ricardo José Contijo Azevedo para tese de mestrado concluída em 2008. A determinação da sub-bacia do Ribeirão dos Pires como objeto de estudo, partiu de uma série de condicionantes favoráveis, como a importância histórica que a área possui para os imigrantes, sobretudo os alemães; a relevância ambiental da área para a manutenção do abastecimento de água em Limeira; e principalmente, as constantes transformações sócio-espaciais apresentadas nos últimos anos em virtude do crescente processo de urbanização disseminado pelos loteamentos de chácaras de recreio.
O recorte temporal da pesquisa está compreendido entre os anos de 1978 a 2006. Como ponto de partida, para a realização dos mapeamentos, foi definido o ano de 1978 em virtude da disponibilidade de fotografias aéreas do referente ano.
Para o desenvolvimento do trabalho foram utilizados diferentes instrumentos de pesquisa como a revisão bibliográfica, realização de trabalhos de campo, aplicação de entrevistas, e ainda a utilização do software ArcGIS, versão 9.1. Dentre os materiais utilizados na pesquisa pode-se citar: imagens de satélite, fotografias aéreas, cartas topográficas, GPS, entre outros a compreensão dos processos sócio-espaciais vigentes. Assim, foram entrevistadas pessoas em diferentes pontos da sub-bacia, na parte urbanizada localizada no interior do perímetro urbano, e na parte que transcende a delimitação, nas porções localizadas no interior da bacia, como os moradores mais antigos do bairro; os donos de estabelecimentos comerciais nas vias de comunicação da sub-bacia; produtores de laranja; arrendatários de áreas destinadas ao cultivo de cana-de-açúcar e os donos das chácaras de recreio. Além disso, tornou-se necessária a entrevista com representantes do poder público, como forma de subsidiar a compreensão do processo de expansão urbana da sub-bacia.
Não sendo interesse da pesquisa delimitar tipos específicos de culturas, optou-se por separá-las somente em cultivo temporário e perene. Para que se analisasse a dinâmica de expansão urbana, os tipos de uso urbano foram subdivididos em consolidado e não consolidado.
Analisando o mapa de ocupação e uso da terra de 1978, percebe-se a predominância dos cultivos perenes (de ciclo longo), representados principalmente pelos citros, o equivalente a 45,97% do total da área. Em seguida vinham as pastagens, representadas por 27,51% da área, localizadas principalmente próximas à parte urbanizada da cidade. Observa-se que os cultivos temporários, em especial da cana-de-açúcar, possuíam baixa representatividade com 7,24% da área. O uso urbano consolidado representava 2,24% da área, enquanto o percentual de urbano não-consolidado era inexpressivo, com apenas 0,26%  da área total.
Já o mapeamento de ocupação e uso da terra de 1988 evidencia algumas tendências sócio-espaciais se delineando, como a redução dos cultivos perenes e das pastagens, aumento do cultivo temporário e o expressivo crescimento do uso urbano, tanto consolidado quanto o não-consolidado. Entretanto, o cultivo perene manteve sua hegemonia com 44,13% de ocupação da área total, seguido pela pastagem, com 23,45% da área de estudo. No mapeamento de ocupação e uso da terra de 1998 evidencia algumas tendências sócio-espaciais se delineando, como a redução dos cultivos perenes e das pastagens, aumento do cultivo temporário e o expressivo crescimento do uso urbano, tanto consolidado quanto o não-consolidado. Analisando os dados da tabela de evolução do uso da terra, percebe-se que o cultivo perene perdeu áreas sobretudo para o cultivo temporário que, por sua vez, ganhou áreas principalmente das pastagens e do próprio cultivo perene (tabela 6). Entretanto, o cultivo perene manteve sua hegemonia, com 44,13% de ocupação da área total, seguido pela pastagem, com 23,45% da área de estudo. No mapeamento de 1998 constata-se também o expressivo crescimento da classe urbano consolidado, ganhando áreas principalmente da pastagem que encontrava-se  à sua volta, nas imediações do loteamento Parque Egisto Ragazzo, nas proximidades da Rodovia Anhanguera. Percebe-se que o urbano não-consolidado ganhou áreas principalmente do cultivo perene e da pastagem.
Através do mapeamento de 1998 verificou-se também o expressivo crescimento do cultivo temporário sobre o cultivo perene, que por sua vez só ganhou áreas sobre a pastagem. Observa-se neste mapeamento que a pastagem perdeu áreas para praticamente todos os usos da terra, com exceção da água, onde curiosamente teve um ganho de menos de um hectare, possivelmente associado a algum açude que diminuiu sua área de cobertura. Assim, a demanda por novas áreas para introdução da cana-de-açúcar, bem como para implantação das chácaras de recreio reduziu o uso da pastagem, intensificando a utilização da terra por atividades mais lucrativas na sub-bacia.
Na mudança do século as transformações sócio-espaciais na sub-bacia se tornaram ainda mais acentuadas, consolidando assim as tendências verificadas nos anos anteriores. O mapeamento da ocupação e uso da terra em 2006 revelou que o cultivo temporário, representado principalmente pela cana-de açúcar, ultrapassou o cultivo perene,  que já vinha apresentando queda desde a década de 1970. O uso urbano não-consolidado, embora não tenha obtido um crescimento como na década anterior, manteve-se com a tendência de crescimento, mesmo com a legislação municipal restringindo esse uso no final da década de 1990.
A classe definida como mata ocupa, em 2006, cerca de 15,58% da sub-bacia, tendo sua localização restrita às margens dos canais fluviais e fundos de vale. Apesar de ter havido um pequeno aumento das áreas de mata, em comparação com o mapeamento anterior, pode-se observar, através da distribuição do uso da terra na área de estudo, que a cobertura vegetal foi retirada em várias propriedades, para a implantação de atividades agrícolas ou criação de loteamentos em situação irregular, tendo em vista a lei municipal nº 222 de 1999, que restringe o parcelamento do solo para fins residenciais na maior parte da sub-bacia. Constata-se assim a necessidade de uma maior preocupação do poder público em preservar as matas da sub-bacia, como condição para a manutenção dos recursos hídricos da área, que possui grande relevância ambiental, em virtude dos vários mananciais ali presentes.
Atualmente, a classe estabelecida como urbano não-consolidado, com 7,5% da área, mostra um considerável processo de urbanização na localidade. O cultivo perene mostra-se uma atividade decadente na área de estudo, tendo em vista que em 1978 ocupava 45,97% da área e em 2006 atingiu 27,02% da sub-bacia. De acordo com um produtor rural, com longa tradição no plantio da laranja, a cana-de-açúcar também não se mostra um cultivo promissor, primeiramente em virtude dos baixos preços de mercado.
Quanto ao cultivo temporário, representado principalmente pela cana-de-açúcar, observa-se um constante crescimento em sua área de extensão. De 1978 à 2006 o cultivo de cana-de-açúcar na sub-bacia aumentou de 7,24% para 34 ,77%, sendo o último período analisado (1998-2006).
O mapeamento de evolução das mudanças de uso da terra (mapa 6) evidencia que 37,7% da área de estudo teve uma mudança já no período compreendido entre 1978 e 1988, sendo considerado como o de maior proporção em relação as mudanças estabelecidas. Uma grande proporção constatada, de 29,6% da sub-bacia, refere-se às áreas onde não houve mudança de uso nos quatro mapeamentos realizados, ocupando áreas como uma porção dentro do perímetro urbano, representadas pelo uso urbano consolidado, pelos extensos cultivos de laranja, localizados em partes distintas da sub-bacia e pelas matas ciliares que permaneceram no local ao longo de 28 anos analisados. Para a década seguinte, estabelecida entre 1988 e 1998, foi observada uma mudança menor das classes de uso, com 20% da sub-bacia. Por fim, o último período analisado, entre 1998 e 2006, obteve uma proporção ainda menor de mudança de uso, com 11,9% da sub-bacia, mas foi nesse período que se constatou o mais expressivo crescimento da classe urbano não-consolidado, representado principalmente pelos loteamentos de chácaras de recreio.

Expansão urbana na sub-bacia

Dentre os motivos que justificam o crescente processo de urbanização da sub-bacia destaca-se a grande quantidade de vias de transporte existentes na área de pesquisa. Observa-se que empresas de pequeno e médio porte estão sendo instaladas na sub-bacia. É válido ressaltar que a implantação de “condomínios” fechados e chácaras de recreio na sub-bacia, vêm favorecendo o processo de expansão urbana classificando a sub-bacia como área periurbana. O autor da pesquisa acredita que o processo de expansão urbana na sub-bacia tende a aumentar, favorecendo os agentes dominantes e privando a população, das camadas mais populares, de apropriação efetiva do espaço, que se torna cada vez mais hostil às suas expectativas.

Matéria publicada originalmente na edição 74 Jornal Pires Rural, 31/05/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

sábado, 30 de abril de 2016

Segurança na área rural




Dia 07 de março de 2009, a sede da Ong Viva Pires foi palco para um encontro entre diretores de associações de moradores existente na área rural como o bairro dos Pires, bairro monte alto, Areias, Frades entre outros e  o comandante do 5º BPM de Limeira, Capitão Sorge. O encontro foi mediado pela Ong Viva Pires pois surgiu da iniciativa do comercio local elaborar um abaixo assinado para trazer mais segurança para área rural. De posse do abaixo assinado Capitão Sorge veio até a reunião dizer aos presentes como é o funcionamento da Policia Militar. O primeiro passo, segundo ele, diante de qualquer furto ou roubo é necessário o registro de um boletim de ocorrência (B.O.), esse documento pode ser feito na delegacia (3º distrito, que atende a região do bairro dos Pires), e é imprescindível o registro no posto policial da Policia Militar, no caso da área rural o local indicado é na rua São Sebastião, no bairro da Boa Vista, na frente da escola Leovegildo. “Eu já orientei os policiais que trabalham naquela base para fazerem  boletim de ocorrência, pois esse documento vai servir como estatística para podermos aumentar o patrulhamento na área rural, mais especificamente o bairro dos Pires, Frades e Água Espraiada que é a nossa região de atuação”, disse aos presentes Capitão Sorge.



“O registro do B.O. para a Policia Militar são estatísticos para a realização de nosso trabalho para o envio de viaturas, patrulhamentos e realização de blitz, para a Policia Civil é o B.O. é para a investigação de crimes”, salientou Capitão Sorge.

Como houve uma mudança de região geográfica na atuação da Policia Militar, desde julho de 2008, Capitão Sorge orientou aos presentes para divulgar o registro do B.O. na Policia Militar para aqueles que possuem copia do documento registrado na Policia Civil, desde a data acima citada, para fazerem número as estatísticas de orientação do patrulhamento. O trabalho preventivo da Policia Militar hoje é feito com patrulhamento de viaturas em locais e horários esporádicos e sem direcionamento porque não existe registro estatístico.

 Matéria publicada originalmente na edição 73 Jornal Pires Rural, 31/03/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

domingo, 24 de abril de 2016

IBS Mudas



A empresa IBS Mudas realizou evento para produtores de hortaliças no dia 9 de março em suas dependências com o objetivo de transmitir as tecnologias especificamente nas áreas de mudas, sementes e produção de hortaliças. O evento contou com a parceria do Sebrae, Cati, Esalq e Casa do Produtor Rural e empresas do setor de hortaliças. A programação contou com a presença de Mauricio Bicudo Sampaio, IBS Mudas, na palestra Processo de Produção de Mudas, Sebastião Wilson Tivelli, Instituto Agronômico de Campinas na palestra Transplante de Mudas x Semeadura Direta, no Cultivo de Hortaliças; Profª. Drª. Simone da Costa Mello, Esalq/USP.

Para Marcos Bicudo Sampaio, diretor da empresa IBS, o objetivo do evento é trazer o produtor de hortaliças para conhecer a estrutura e qualidade para valorização do produto final, a muda. “A maior preocupação do produtor do nosso cliente hoje são as pragas e doenças, pois é motivo de prejuízo na produção, como por exemplo, a maior preocupação do produtor há três anos era o mosaico na alface e hoje o mercado já oferece opções como uma variedade resistente a esse mal que tirava o sono do produtor”, afirma.
Para o produtor Fabio José Correia da Silva, Itapuí, SP, consumidor das mudas IBS há 6 anos, a qualidade das mudas de hortaliças o deixa mais seguro, a produção rende porque o enraizamento da muda é forte. “Eu vim buscar novidades sobre técnicas e variedades”, afirma.
O produtor Antonio Lembo, Ipeuna, SP, a importância da participação em eventos só traz vantagens. “Eu cheguei ao evento e, de cara já conheci a variedade de alface americana gloriosa, que resolve o problema que vem tirando o meu sono, porque eu não consegui colher alface americana neste verão”, afirma.


Matéria publicada originalmente na edição 73 Jornal Pires Rural, 31/03/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Citrosuco encerra produção e demite




A Citrosuco, segunda maior processadora de suco de laranja do mundo, anunciou o encerramento da produção na unidade de Bebedouro/SP. A unidade foi adquirida em 2004 no processo de compra, pela Citrosuco e pela Cutrale, dos ativos de produção de suco de laranja da Cargill no Brasil. Os mais de 200 funcionários da unidade já começaram a ser demitidos.

Em nota encaminhada pela empresa diz que manterá funcionários trabalhando nos serviços de recebimento de laranjas, armazenamento e movimentação de sucos. Outros trabalhadores serão transferidos para as duas unidades localizadas nas cidades de Limeira e Matão. “Comprometida com o desenvolvimento da citricultura brasileira e com o dinamismo socioeconômico da região de Bebedouro e do Estado de São Paulo, a Citrosuco confia plenamente no revigoramento das taxas de crescimento do consumo mundial de suco de laranja e continua a investir no aprimoramento de processos organizacionais e tecnológicos”, destaca o texto da assessoria.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bebedouro (SP) divulgou comunicado no qual repudia as demissões ocorridas na unidade da Citrosuco. Segundo o documento, o Grupo Fischer, controlador da empresa, agiu com "desrespeito" com o sindicato e "principalmente com os trabalhadores da referida empresa, dispensando os mesmos com uma fria carta recebida em sua residência, trazendo um grande transtorno e desconforto para seus familiares", informa José Antonio Janotta, presidente da entidade.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu que o Ministério da Fazenda e o governo paulista tentem encontrar uma fórmula para que a unidade volte a funcionar. Ele leu nota do sindicato dos empregados, onde eles lamentam a forma como a empresa comunicou as demissões. De acordo com o senador, há grande preocupação também entre os produtores de laranja da região, pois eles não sabem como poderão escoar sua produção. A Citrosuco, informou que pretende processar nas unidades de Matão e Limeira, as frutas da região de Bebedouro, mas os fazendeiros temem que isso acabe resultando em redução do preço que eles recebem.

A Citrosuco pertence ao Grupo Fischer e tem ainda uma fábrica de suco em Lake Wales, na Flórida (EUA) e outra em Videira (SC), onde também produz suco de maçã. A companhia possui o maior terminal do mundo de escoamento de suco, em Santos (SP), o maior terminal europeu, em Ghent (Bélgica), além de terminais em Wilmington (EUA) e Toyohashi, no Japão. A Citrosuco produz também óleos e essências, álcool a partir do bagaço e polpa cítrica.

A carência de matéria-prima, aliada a um processo interno de rearranjo na produção de suco de laranja, seriam os motivos


Matéria publicada originalmente na edição 72 Jornal Pires Rural, 15/02/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Logo

Logo
Um Jornal a serviço da comunidade