Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

terça-feira, 23 de julho de 2013

Sempre melhorando seu trabalho - Hortitec 2013




Holambra está na agenda de todas as pessoas que de alguma forma tem suas ligações com o campo, com a área rural. Quer tenha uma simples chácara de recreio ou mesmo um produtor gabaritado. A vocação da cidade de Holambra foi desenvolvida para atuar com agricultores e agricultura de ponta, tecnificada, informatizada, genialmente pensada.
Devido a esse fato, a cidade recebe anualmente a Hortitec - Exposição Técnica de Horticultura, Culturas Intensivas e Cultivo Protegido, organizada pela RBB Promoções e Eventos, a feira está na sua vigésima edição, por atrair um público acima de 24 mil pessoas e ao reunir 400 empresas expositoras, pode ser considerada a  maior e mais importante mostra da horticultura brasileira. A Secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, marcou presença na exposição e afirmou ter ficado impressionada com a dimensão e magnitude do evento. 



Novidades
Neste ano pudemos verificar a internacionalização da feira com a presença de profissionais e empresas estrangeiras, novos cultivares de tomate apresentando produtos com alto potencial genético, excelente aparência e garantido ótima produtividade, e a integração de piscicultura e cultivo hidropônico de hortaliças, além do visitante se impressionar pelos coloridos das flores, com destaque para a Petúnia Sophistica, que impressiona pela sua cor negra.



Aquaponia = criação de peixes + cultivo de vegetais
A Sansuy, empresa fundada em 1966 na cidade de Embu em SP, atua em diversos segmentos, e no agronegócio desenvolve produtos para armazenagem, horticultura, irrigação e aqüicultura. Ela trouxe para a Hortitec a Aquaponia, que une a criação de peixes ao cultivo de vegetais sem solo (hidropônico). Esse sistema permite o cultivo de plantas utilizando a água dos tanques, onde são criados os peixes, para fertilizar e nutrir os vegetais, integrando as duas culturas. Depois de abastecer os viveiros de peixes a água passa por filtros especiais, que recuperam sua qualidade, sendo bombeada para a base hidropônica, e retornando novamente para os peixes. Como vantagem adicional, os dejetos dos organismos aquáticos são captados pelo sistema de escoamento e passam por um decantador, onde são separados os sólidos em suspensão, podendo também atender a horta tradicional como fertilizantes. De acordo com Bruno Pereira, vendedor técnico da empresa, “a Sansuy é bem conhecida no mercado e essa tecnologia da Aquaponia, já foi apresentada só dessa vez ela teve sua estrutura melhorada. O diferencial de nossa empresa é que o produtor não precisa escavar o solo para o tanque, pois o nosso material é pré moldado, podendo servir como reservatório de água, ainda. Ele é feito com laminado de PVC flexível, reforçado com fios de poliéster de alta tenacidade, com formulação específica para produção de organismos aquáticos. Isso facilita a atividade na produção de peixes, pois o produtor só precisará da outorga da água” esclareceu.



Solução decorativa
As Petúnias foram desenvolvidas para um melhor desempenho nos jardins ou em vasos, as variedades de cores são para atrair diversos compradores. As Petúnias são plantas versáteis, combinam com a beleza da multiflora nos grandes ou pequenos jardins. Os produtores manipulam espécies para controlar seu crescimento e ganhar tempo para toda a cadeia, desde o produtor até o consumidor. Ultimamente as pesquisas para seu desenvolvimento, além das cores, ficam na ramificação para um melhor fluxo de ar, diminuindo a chance de doenças e gerar menos descartes. A Petúnia Sophistica Blackberry só está disponível na América do Norte, por enquanto, e foi a escolhida pela empresa Ball como diferencial para mostrar nessa edição da Hortitec, as Petúnias Blackberry, juntamente com as Petúnias Sophistica Lime Green e as Petúnias Sophistica Lime Bicolor estavam por todos os cantos decorando os ambientes.


Capa da edição 133 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 133 do Jornal Pires Rural, 02/07/2013 - www.dospires.com.br]




Cooprafan já movimenta setor produtivo

Treinamento para novos cooperados


A cooperativa de agricultores de Artur Nogueira (Cooprafan) iniciou o treinamento para novos cooperados na última semana de junho. O treinamento, além de representar uma exigência para a filiação, orienta os agricultores com conceitos e reflexões sobre o trabalho coletivo com o tema “Noções básicas em Cooperativismo”.

Com apoio técnico da Cati do Escritório de Desenvolvimento Rural de Mogi Mirim e incentivo da Prefeitura de Artur Nogueira a cooperativa publicou um convite no qual se inscreveram 11 agricultores interessados em se filiar a Cooprafan. O treinamento teve como atividades mostrar as noções básicas do cooperativismo com suas regras e atuação, seu planejamento estratégico e as formas de como será comercializada a produção dos agricultores familiares sócios da cooperativa. Os técnicos da Cati estiveram o tempo todo orientando os diretores da cooperativa no cronograma do treinamento, interagindo com os novos cooperados com dinâmicas, palestras e depoimentos tratando de como será fazer parte da cooperativa. Após esse treinamento, o próximo passo para a filiação é uma avaliação realizada pelo conselho administrativo da cooperativa e o pagamento da contribuição da cota parte. Segundo Rosimaldo José Magossi, presidente da Cooprafan, “a cota parte é um valor exigido para entrar na cooperativa, pois já tivemos vários gastos e agora alugamos esse galpão, que será a sede da cooperativa. Conseguimos uma verba do Governo do Estado que aplicaremos na montagem do escritório e na compra de equipamentos para beneficiamentos de nossos produtos, aí a cooperativa já estará pronta para vender no atacado e varejo”.

O objetivo da Cooprafan é comercializar os produtos de seus cooperados além de contribuir para diversificar e melhorar a produção local. Trabalhando de forma organizada para poder gerar melhor renda aos agricultores familiares dando condições econômicas para plantarem e permanecerem no campo. A cooperativa vai fomentar a demanda de produtos na cidade e região com funcionários contratados para o escritório e na parte de vendas. Sua receita virá da taxa de serviço sobre as operações.


Cooperados participam da dinâmica do cabide.


Capa da edição 133 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 133 do Jornal Pires Rural, 02/07/2013 - www.dospires.com.br]


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Projeto Reflorestar:100 mil novas árvores em área de Abastecimento de Cosmópolis


Novas mudas em área de manancial de Abastecimento de Cosmópolis


Através de uma busca por ampliar parte de seus projetos de compensação ambiental e desenvolvimento sustentável, a Katoen Natie (leia-se catô nasse ) uma companhia multinacional de produtos químicos com sede em Antuérpia, Bélgica e filial em Paulínia, SP, criou o Projeto Reflorestar, que tem o ambicioso objetivo de plantar cerca de 100 mil árvores nativas às margens da represa do Rio Pirapintigui, beneficiando diretamente 90 mil pessoas das cidades de Cosmópolis e Paulínia e tornando-se o maior projeto de reflorestamento em área contígua do Estado de São Paulo.

O projeto é uma compensação ambiental pela ampliação da área do Centro de Distribuição Multimodal da Katoen Natie está sendo realizado em parceria com a Usina Ester, que cedeu um terreno de 58 hectares na cidade de Cosmópolis onde o projeto teve início com um evento de apresentação no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho.

“Estamos muito felizes em encontrar um parceiro como a Usina Ester. Para a Katoen Natie, o cuidado com o meio ambiente é um valor, mas não foi fácil encontrar uma área com os requisitos necessários e a Usina Ester cedeu a área e vem participando ativamente neste projeto. Estamos mais felizes porque a Katoen Natie pode continuar seu crescimento no Brasil, contribuindo, cada vez mais na conservação da biodiversidade do país”, relata o diretor presidente da Katoen Natie, Erik Klönhammer.


O local onde será feito o reflorestamento é, atualmente, manancial de abastecimento da cidade de Cosmópolis (e uma parte de Paulínia), ou seja, a única fonte de água para os moradores da cidade. O plantio irá recuperar mais de 580 mil metros quadrados de mata original, o equivalente a 12 km de árvores se alinhadas, com 114 espécies de árvores nativas no entorno da represa.

Tiago Souza Barros(Diretor Usina Ester), Didie Vanderhasout
(Consul da Bélgica), Dr. Paulo Nogueira (Ambientalista), Erik
Klönhammer (diretor-presidente Katoen Natie)

Capa da edição 132 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 132 do Jornal Pires Rural, 17/06/2013 - www.dospires.com.br]


Cidades Resilientes: Limeira assume compromisso

Uma cidade resiliente é aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente aos efeitos de um desastre e, de maneira organizada, prevenir que vidas e bens sejam perdidos. O objetivo é aumentar o grau de consciência e compromisso em torno das práticas de desenvolvimento sustentável, como forma de diminuir as vulnerabilidades e propiciar o bem estar e segurança dos cidadãos.

A cidade de Campinas obteve classificação em setembro 2012. No Brasil 45 cidades aderiram à Campanha da ONU, destas (55%) estão localizadas no estado de São Paulo. Na última semana de maio Iracemápolis, Atibaia e Limeira foram as três últimas cidades da região de Campinas a receber a certificação "Construindo Cidades Resilientes: Minha cidade está se preparando", da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Certificado de compromisso com a Resiliência Frente aos Desastres é entregue a cidades em que o Prefeito, Defesa Civil e organização da sociedade civil, em Limeira Ong Viva Pires assumem o compromisso da campanha para redução dos desastres e alcançarmos 10 passos colocados como metas pela Organização das Nações unidas, ONU.

"Limeira conta com um Plano de Prevenção de Riscos, o mesmo justifica projetos para requerer verbas como as bacias de contenção (antigos piscinões) na área urbana nas regiões do Tiro de Guerra, jardim Aeroporto, Cecap, saída para Cordeirópolis e a limpeza da bacia de contenção do Parque das Nações", afirma o diretor da Defesa Civil em Limeira Aparecido Severo Xavier dos Santos.

O apoio das comunidades é muito importante para que o município possa obter resultados na prevenção em conjunto com a Defesa Civil no caso de possíveis catástrofes. "O objetivo é que as comunidades aprendam a lidar com os próprios problemas como, por exemplo, quando assistimos a população do Japão sendo treinada para agir na ocorrência de terremotos, até a chegada dos primeiros socorros a comunidade já tomou as devidas precauções para minimizar o número de vítimas", salientou Aparecido. 

Capa da edição 132 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 132 do Jornal Pires Rural, 17/06/2013 - www.dospires.com.br]



Momento delicado da citricultura e seus desafios e perspectivas



Maurício Lemos Mendes (foto) da Agra FNP teve a difícil tarefa em levantar o moral da citricultura na 35ª Semana de Citricultura, realizada em Cordeirópolis no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, no início do mês de junho.
Em suas primeiras palavras, Maurício Mendes,  parabenizou o Centro de Pesquisa por manter durante 35 anos ativa a Semana de Citricultura e disse estar num ano complicado para o setor existindo um clima de preocupação e desanimo dos produtores e quer deixar todos animados com os dados abordados. O foco abordado em sua palestra foi mostrar como tudo ocorreu para chegar ao momento atual e o que espera para o futuro.

Do começo ao fim
Segundo a sua abordagem, Maurício descreve que as grandes mudanças nos últimos 20 anos começou com os furacões do segundo semestre de 2004 na Flórida, Estados Unidos, “isso teve como consequência a queda das frutas e o arranquio de plantas, espalhando o cancro cítrico e o greening por toda a Flórida”. De acordo com ele foi o marco inicial do “advento do greening nas duas principais localidades mundiais de produção de laranja: Flórida e São Paulo”, mudando todo cenário da citricultura. Outro fato importante desse período foi a perda de área plantada com citros e a mudança da geografia da citricultura no estado de SP passando a ser cultivada nas extremidades sul e sudoeste e voltando ao norte depois do ataque de CVC porém a região está mais protegida do greening. Esse panorama provocou a mudança no sistema de produção com a elevação no custo das operações mecanizadas, na quantidade de aplicação de insumos, na elevação do custo de mão-de-obra, para a colheita, tendo que concorrer com outras culturas e com a construção civil, indústria e comércio aumentando o custo de investimento nos pomares.

As notícias boas
Nosso potencial de mercado interno é muito grande. Se transformarmos as 100 milhões de caixas que ficam no país em suco teremos 400 mil toneladas da bebida. Mauricio aponta que “desde 2005, 50 milhões de pessoas deixaram classes sócias mais baixas (D,E) e aumentaram o consumo em todas as ordens. Acredito que o suco de laranja deveria aproveitar essa oportunidade. 400 mil toneladas da bebida, nenhum país importa essa quantidade. O que temos que fazer é sair de uma produção precária para oferecer um produto de qualidade ao nosso mercado. Repito, suco de qualidade! Não dá para tomar o que esta sendo oferecido aí, porque isso não é suco de laranja”.
Com a constante queda na oferta de laranja mundial, em torno de 40%, cerca de 1.500 milhão de tonelada de caixas Maurício acredita que isso soe positivo porque “se houver uma recuperação da economia nos Estados Unidos podendo haver um aumento no consumo de suco aí o mercado passará a ser demandante novamente”, disse.

Os 4 principais desafios:
Controle do greening e cancro cítrico
Preços correspondentes com o mercado e ao custo de produção
Produção acima de mil caixas por hectare para ser rentável
Estimular o consumo de suco tanto no mercado interno quanto externo 

Painel da exposição estimulando os citricultores



Capa da edição 132 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 132 do Jornal Pires Rural, 17/06/2013 - www.dospires.com.br]

Turismo na cidade; uma estratégia de planejamento paisagístico



Na primeira semana de junho, a Prefeitura de Limeira articulou a primeira Conferência sobre Turismo de Negócios em nossa cidade. A meta era reunir representantes de vários setores para elaborar, em conjunto, um plano de desenvolvimento de ações para o turismo de negócios no município.
Reunidos no Centro de Ciências Osvaldo Roberto Leite estavam secretários do governo e o Prefeito Paulo Hadich (PSB) juntamente com a equipe da secretaria de Turismo e Eventos recebendo os representantes dos setores de jóias e bijuterias, turismo rural e histórico, setor de mudas e plantas, faculdades e escolas técnicas, bares, hotéis, restaurantes, associações, entidades e sindicatos, que após a fala das autoridades se dividiram em grupos temáticos para planejar o turismo no município e o crescimento do setor em bases sustentáveis, em curto, médio e longos prazos.

No grupo que abordou Turismo Rural as questões levantadas como prioridades fizeram parte da infra-estrutura como um mapa de localização da área rural, melhoria e manutenção constantes das estradas rurais, um planejamento para segurança envolvendo Guarda Municipal, Polícia Cívil e Militar e coleta de lixo englobando uma campanha de conscientização de moradores e da população flutuante que aluga chácaras nos fins de semana. A criação de um site que mostrará os atrativos e locais para o turismo rural em Limeira também foi proposta.


Uma nova Limeira
Na abertura o presidente da Câmara Municipal, Ronei Martins (PT) disse que “somos capazes de pensar uma cidade, que dê condições para todos, somente se todos nós assumirmos a responsabilidade por essa construção, aí com certeza nós construiremos uma nova Limeira”.  
Paulo Hadich durante sua fala tocou na questão sobre as conferências que estão acontecendo nesse seu primeiro ano de governo, “devemos discutir tudo aquilo que permite construir o planejamento que vai ser o governo como um todo. A participação popular é uma das linhas mestras de nosso governo” e sobre turismo relatou o que já pode sentir nestes 5 meses de governo; “Limeira era uma cidade muito fechada para o turismo, com potencial pouco explorado e descoordenado é necessário que comecemos a apoiar os investimentos em um parque hoteleiro, por exemplo, pois as oportunidades de sediar alguns eventos estão aparecendo e estamos perdendo. Precisamos também entender a importância de nossa localização e construir um conjunto de atividades para o setor de turismo para recebermos empreendimentos que estão sendo concebidos em nossa região. Nosso setor industrial tem muito a ser explorado e o setor de serviço de turismo vem junto com esse nosso potencial. Devemos extrair ao máximo aquilo que temos”, destacou o prefeito.

Ronei Martins, Antonio Lima, Paulo Hadich, Wlademir dos Santos, Florisvaldo de Moura, Bruno Bortolan


Porque uma pessoa visitaria Limeira
Paulo Hadich também comentou que está se orientando pela tese da arquiteta e urbanista Alessandra Natali Queiroz, convidada como palestrante na Conferência onde abordou o tema “Turismo Regional e sua nova tendência”, que faz parte de sua pesquisa de 4 anos e está inserido em sua tese de doutorado: “Parque agroambiental em quadrilátero do interior paulista: uma estratégia de planejamento paisagístico ambiental”. Na palestra Alessandra contou que vem estudando Limeira, a cidade onde mora e como poderia contribuir criando instrumentos para desenvolver nossa cidade e região na sua área profissional. Para estimular as conversas dos grupos, Alessandra colocou 3 perguntas para as discussões: “Qual o futuro desejável? Porque uma pessoa visitaria Limeira? O que a cidade oferece de atraente?”. “Essas questões ajudam a vencer alguns obstáculos, através das respostas podemos criar um cenário e visualizar os meios de concretizá-lo” disse ela.

Representando o Conselho de Turismo

Após as discussões que durou em torno de uma hora e meia, todo o grupo presente, cerca de 70 pessoas, se reuniu novamente e expôs suas propostas, elegeram-se os representantes para o Conselho do Turismo além de votar 36 ações para serem realizadas até 2017. 

Capa da edição 132 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 132 do Jornal Pires Rural, 17/06/2013 - www.dospires.com.br]

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Brunela, o alface da copa no Brasil

Brunela o alface 'sucrilhos'


Brunela também pode ser conhecido como o alface ‘sucrilhos crocante”. Explico; o consumidor brasileiro esta acostumado a comprar dois tipos de alface; o crespo por sua característica visual e também o alface americano, devido sua “crocância”. Fato que levou a queda no consumo do alface crespo. O pesquisador Dr. Cyro Paulino da Costa constatou esse fato e começou a buscar a solução no desenvolvimento de uma nova qualidade inovadora e diferenciada que fosse de encontro com a vontade do consumidor, assim nasceu a Brunela.

Em 2010 o professor Fernando César Sala iniciou seus trabalhos no Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), do campus de Araras da Universidade Federal de São Carlos, a UFSCAR, que recebeu como doação o banco de germoplasma desenvolvido pelo Dr. Cyro Paulino da Costa, que estava se aposentando. Juntamente com esse banco de sementes estava sendo iniciada a pesquisa da nova variedade Brunela.

O professor Fernando deu prosseguimento as pesquisas que duraram mais quatro anos, até chegar ao mercado. “Dia 22 de maio fez um ano que disponibilizamos as sementes para os produtores testarem. E o resultado foi excelente, a aceitação está sendo boa, o preço de venda é o mesmo do que as outras qualidades de alface”, destaca Fernando.

A pesquisa
O foco do Centro de Ciências Agrárias é ter uma tecnologia UFSCAR para desenvolver alfaces tropicais para o Brasil. O alface Brunela é a primeira variedade que está sendo disponibilizada ao mercado das mais de 10 espécies ainda em pesquisas. “O projeto não visa só uma variedade, nossa ideia é fazer uma alface mimosa, uma lisa, uma romana, uma roxa crocante, assim sucessivamente”, aponta o pesquisador que tem como ajudantes técnicos da área experimental da faculdade, Eduardo Amaral, 30 anos de experiência no campo e o técnico agrícola Samuel Chiodi, morador do bairro dos Pires.
A nova variedade de alface acrescenta o conceito gourmet, muito usado no setor de gastronomia, para denominar sabores únicos, por isso a Brunela tem uma característica com tipologia de folha grossa, crocante e muito saborosa. “Isso foi feito através de cruzamentos de flores de diversas variedades de alface. Com financiamento do governo brasileiro e pesquisadores também brasileiros”, disse Fernando.

Cruzamento
Cinqüenta por cento do mercado brasileiro consome a alface crespa (Vanda) e o alface tipo americano, com formação de uma cabeça parecido com um repolho, esse ocupa uma fatia de 30% de nosso mercado. O professor Fernando conta, “a principal característica do alface americano é a sua crocância, entretanto é um alface que tem muitas limitações de cultivo pelo fato de quando está formando a cabeça e há ocorrências de chuvas ela acumula água em seu interior, perdendo a planta”.
Ele continua, “qual foi a ideia da Brunela? Foi fazer uma alface com a arquitetura da crespa, aberta, que não acumula água, com a textura e crocância da americana, sem a cabeça. Ao consumir uma salada, com a Brunela, a pessoa irá comer algo que lhe dá prazer, sabor. Sua crocância lhe confere suculência. Na época da copa, quando um estrangeiro chegar ao Brasil e querer saborear uma salada típica, que opção ele teria? A salada simples com alface crespa amarga e com tomate sem sabor e a salada completa, que é uma fortuna e vem palmito, alface, tomate, milho e ervilha. A Brunela veio para acrescentar sabor a mesa do brasileiro”, apontou.

Produção
A Brunela tem o mesmo ciclo de produção das outras variedades de alface, porém ela é uma mini crocante, a maior das espécies, com número de folhas igual da crespa, mas seu porte é bem menor. Sua vantagem é que pode ser cultivada com cinco linhas no canteiro, colocando até 50% a mais de planta numa mesma área ocupada pela alface crespa. O cultivo hidropônico também apresentou excelentes resultados, assim como o cultivo orgânico.
Há um ano a Brunela esta sendo validada de forma comercial em 7 estados brasileiros. “Com o seu lançamento oficial ocorrido dia 22 de maio, último, estaremos agora licenciando empresas no setor de sementes interessadas em vendê-la para que o produtor tenha acesso comercialmente a semente, e a universidade receberá royalty´s por essa venda” pontuou Fernando Sala.

Por enquanto, o produtor que estiver interessado no cultivo da variedade de alface Brunela é só entrar em contato com a UFSCAR, pois a universidade está doando sementes aos interessados. O contato pode ser feito pelo telefone 19 – 3543.2660, dizer sua demanda para receber as sementes.


Os alfaces podem ser plantados em linha de 5 pés.



Capa da edição 131 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 131 do Jornal Pires Rural, 31/05/2013 - www.dospires.com.br]

Orçamento Participativo: transportes, segurança e saúde foram os temas mais citados pela população






Os conselheiros do Orçamento Participativo (OP) 2013-2016 foram empossados em cerimônia realizada no Teatro Vitória. São 29 titulares e 24 suplentes, que terão mandato voluntário de dois anos. “Nosso plano de governo tem como pilares gestão, transparência, qualidade de vida e participação popular”, afirmou o prefeito Paulo Hadich durante a cerimônia. O OP, disse, vem ao encontro desses preceitos.

O chefe do Executivo lembrou que várias ações estão sendo tomadas por esta administração para aproximar a população do governo. “Esta união se consolida com a posse dos conselheiros do OP”, frisou. “Juntos, vamos fazer Limeira voltar a ser uma referência para a região, uma cidade pujante, uma liderança política capaz de agregar os seus vizinhos”.

O vice-prefeito Antonio Carlos Lima ressaltou a importância histórica da posse do Conselho do Orçamento Participativo (COP). “Esta é a primeira composição do primeiro COP de Limeira”, destacou. “Estamos provando que nosso plano de governo não é um livro que fica na estante. No nosso governo, a população realmente participa e decide o futuro de nossa cidade”.

Necessidades da popular
Antes da posse dos conselheiros, foi apresentado um levantamento das necessidades apontadas pelos moradores das 15 regiões em que a cidade foi dividida, durante as 22 assembleias realizadas, entre os dias 2 de abril e 15 de maio. Transportes (34%), segurança (22%) e saúde (20%) foram os temas mais citados pelos participantes desses encontros em relação ao município como um todo.
Na região Rural I, que envolve os bairros dos Pires (de cima, de baixo e do meio), Pinhal, Água Espraiada, Frades, Horto Florestal, Jaguari, Jerônimo, Laranja Azeda, Loiolas, Lopes, Pereiras, Pinhalzinho e Tabajara elencou com 47% infraestrutura, seguido de Saúde com 29% e segurança com 28%.  Os Conselheiros que foram empossados e representarão essa região no COP são Marcel Menconi, Rosemeire Santarosa, José Domingues da Silva e Roberto Aparecido Peccinin.

Rodadas
Na primeira rodada das assembleias, os moradores das 12 regiões urbanas e três rurais puderam entender o funcionamento do OP. Na segunda, foram levantados e priorizados os problemas de cada região. Os participantes puderam priorizar até dois problemas para sua região e indicar um para a cidade como um todo. Além disso, também foram escolhidos 106 representantes dos 120 bairros que se fizeram presentes nas reuniões. Eles acompanharão o encaminhamento e a execução do que for decidido por meio do Fórum de Representantes de cada região.

Eleição
A assembleia para a escolha dos conselheiros aconteceu no dia 22 de maio, no Palacete Levy. Titulares e suplentes passarão por treinamento para aprender o processo administrativo no poder público visando a questão orçamentária do município e participarão de discussões nas secretarias para avaliação dos problemas apresentados durante as assembleias em cada uma das regiões.

Arrecadação
A Secretaria Municipal da Fazenda realizou dia 28, a avaliação do cumprimento de metas fiscais do 1º quadrimestre de 2013. Nos quatro primeiros meses de 2013, a expectativa era que a receita chegasse a R$ 165,6 milhões. Na prática, no entanto, impostos e repasses renderam R$ 162,6 milhões aos cofres públicos. As principais receitas do município são o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) com R$ 24,3 milhões arrecadados no quadrimestre, e o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), que rendeu R$ 32,6 milhões ao município de janeiro a abril.

Segundo o secretário da Fazenda, João Carrasco, o que mais chama a atenção nos números demonstrados é o quão foi superestimada a previsão de arrecadação pela administração anterior. “O total de receitas no 1º quadrimestre deste ano cresceu 14% em relação ao mesmo período de 2012 e, mesmo assim, ficou R$ 3 milhões abaixo do previsto”, justificou. Em números absolutos, o crescimento, se comparados os dois períodos, foi de R$ 20 milhões.

Capa da edição 131 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 131 do Jornal Pires Rural, 31/05/2013 - www.dospires.com.br]


sábado, 13 de julho de 2013

União Europeia financiará estudos de longo prazo sobre milho da Monsanto

A publicação do edital que investirá 3 milhões de euros em pesquisa sobre efeitos carcinogênicos do milho NK 603 vem em resposta à polêmica gerada pela publicação de estudo inédito mostrando que este produto (com e sem glifosato) aumentou a mortalidade e multiplicou a incidência de tumores em ratos.
Aqui no Brasil, 15 integrantes e ex-integrantes da CTNBio demandaram ao órgão uma revisão da decisão que em 2008 liberou essa variedade de milho para plantio e comercialização. Cheio de soberba, o órgão votou e recusou o pedido, apoiando-se no quase místico conceito do “histórico de uso seguro”.
Com informações do GM Watch

Pacotes bancários sofreram reajustes até 79% acima da inflação

Nos últimos cinco anos, a maioria dos pacotes de tarifas bancárias foi substituída por serviços mais caros, e os que sobreviveram tiveram aumentos de até 111% 


Após cinco anos da padronização das tarifas bancárias, o Idec fez uma pesquisa para avaliar o comportamento dos preços dos pacotes de tarifas dos seis maiores bancos do país, com mais de um milhão de clientes, que juntos respondem por cerca de 70% das operações de crédito no país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander). 

O levantamento constatou que, em maio de 2013, o número de pacotes de tarifas bancárias disponíveis mais do que dobrou em relação a 2008. Passou de 35 para 78 a soma de todos os pacotes ofertados por esses bancos.

Sindicato Rural de Limeira divulga


Passeata em Limeira uniu jovens idealistas

Link p/ o vídeo: http://youtu.be/B5BST1UqV9Y

As manifestações realizadas em todo o Brasil, no dia 20 de junho, levaram cerca de 1 milhão de pessoas às ruas. Em Limeira os dados dão conta de que 6.000 pessoas estavam nas ruas por volta das 18 h.

Matéria completa na edição impressa nº 133 do Jornal Pires Rural. 



quarta-feira, 10 de julho de 2013

A principal figura de todo o “esquema” de venda de chácaras é o proprietário da terra, o sitiante

Felipe Penedo de Barros, secretário de Planejamento de Limeira

O nome que está registrado na matrícula do imóvel no cartório é a figura principal do parcelamento do solo em chácaras. Ele é o responsável por protocolar e ir atrás da regularização na Prefeitura. É também o responsável que irá receber os processos, multas e ação demolitória.

Em recente reportagem publicada na edição 127 do Jornal Pires Rural, “Secretário informa que vai regularizar as chácaras consolidadas até 2005”, alguns leitores nos solicitaram mais esclarecimentos sobre a regularização de loteamentos de chácaras na área rural de Limeira. Para tanto voltamos a entrevistar Felipe Penedo de Barros, secretário de Planejamento de Limeira. Felipe solicitou a presença de Simone Batistussi, arquiteta da Secretaria de Planejamento, responsável por analisar os projetos encaminhados pelas associações de chácaras que pretendem se regularizar.
Segundo Felipe informou a Secretaria de Planejamento não tem planos para regularizar as chácaras ainda este ano, “não acredito que tenhamos “pernas” para regularizar isso (as chácaras). Porque o problema foi ocorrendo ao longo dos anos e a Prefeitura não foi suprindo essa demanda. São 128 núcleos para regularizar”.

128 núcleos
Levantamos com o setor o nome dos núcleos interessados em regularizar-se de acordo com a Lei Complementar 357 de novembro de 2005, que estabelecem diretrizes e normas para a regularização de loteamentos que comprovadamente tenham sido implantados antes de 08 de junho de 2001 na cidade de Limeira. A lista completa está disponível no site do Jornal Pires Rural (www.dospires.com.br), são 4 páginas e as datas nelas contidas diz respeito ao último documento expedido da Prefeitura solicitando a continuidade do processo de regularização, de acordo com Simone Batistussi; “Por exemplo, na data de 2006 existem 12 núcleos que entraram com o pedido e nunca mais ninguém apareceu para dar continuidade nos projetos” comentou a arquiteta. “Isso mostra que a Prefeitura notificou esses interessados, mas ninguém teve a intenção de regularizar (a documentação). O que pode ocorrer com esses núcleos? Correm o risco de sofrer uma ação demolitória. E nós já estamos providenciando isto porque eles estão em desacordo com a legislação”, evidenciou o secretário Felipe.

Responsável
De toda essa história de parcelamento irregular na área rural quem é a principal figura de todo o “esquema”: é o proprietário da terra, no popular “o sitiante”, o nome registrado na matrícula do imóvel no cartório que, por alguma razão, vendeu suas terras. Ele é o responsável por protocolar e ir atrás da regularização. É a pessoa que vai receber os processos, multas e ação demolitória. Para a Prefeitura as chácaras não existem. Essa subdivisão de lotes não existe. Felipe orienta que “o sitiante precisa tomar muito cuidado na hora de vender suas terras e fazer a devida transferência do imóvel. Se ele não tiver essa preocupação e quem comprar parcelar em chácaras, a culpa recai sobre aquele que vendeu. Seu CPF pode ficar sujo para o resto da vida”. As informações registradas no cartório e na Prefeitura são sobre o proprietário da gleba, cuja responsabilidade é regularizar a situação, as associações de moradores das chácaras é a interessada, mas não é responsável legalmente. Felipe complementa “A Prefeitura foi morosa até aqui com esses sitiantes que venderam as terras, eles estão por enquanto “tranquilos”, mas estamos nos estruturando e tomando fôlego para executar cada um deles. Talvez para alguns possa ser tarde demais, sem condições de regularização”, diz. As chamadas “frações ideais” não são registradas na matrícula, então, a pessoa não é proprietária. O mesmo ocorre com as associações, elas não serão notificadas por não serem proprietárias da terra.

“Sítio familiar”
Outro indício de fracionamento de terras, segundo os profissionais, são as propriedades que constroem mais de uma residência, independente de cercas ou do tamanho da área. “Porque a gleba rural é uma unidade unifamiliar e não multifamiliar,” destaca Simone. “Mesmo se o proprietário rural construir para os filhos que casaram, é a partir do momento que indica novas construções, em uma gleba, está tendo indícios de parcelamento. Pode até acontecer na ingenuidade, mas pela Lei 6.766 de 1979, isso não é permitido e está irregular e quando ocorrer a fiscalização e o laudo apontar parcelamento a medida será ação demolitória ou multa que pode até perder o sitio” completou.

Prazos regulamentares
“Quanto a prazos, eu dependo mais dos proprietários e dos responsáveis técnicos pelos projetos darem andamento nos processos do que a dependência do pessoal daqui da secretaria”, afirmou Felipe. Mesmo com as ações estabelecidas pelo novo governo municipal, Simone diz que continua nas analises dos processos de regularização das chácaras; “Nos casos das chácaras a Lei 357, exige a constituição da associação de moradores e a contratação de um responsável técnico para tocar o projeto de regularização. Eu percebo uma morosidade dos profissionais contratados pelas associações e o pensamento - por parte de algumas associações - de que protocolando a intenção de regularização tudo se resolveria. Sabemos que as associações de moradores periodicamente trocam sua diretoria e perdemos o contato. Colocamos que isso nos seja informado para mantermos atualizado o contato das associações para que assim que emitirmos um documento para o responsável técnico seja enviado uma cópia ao responsável da associação cuidando do prosseguimento aos processos de regularização do loteamento”, orienta.
Outro fato é que a Prefeitura vem tomando ações de fiscalização pela área rural, com a presença da Polícia Militar, Civil, Guarda Municipal além de várias secretárias envolvidas como Agricultura, Meio Ambiente e o Planejamento são as blitz nos recentes parcelamentos irregulares que estão sendo denunciados pelo telefone 153, onde a Prefeitura pede a colaboração da população com denuncias.

Capa da edição 130 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 130 do Jornal Pires Rural, 16/05/2013 - www.dospires.com.br]



"Vamos ‘trazer’ nossos meninos de volta e fortalecer nossas famílias", diz Raquel Nunes.

Raquel Oliveira Nunes, responsável pelo Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente

 
O Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cedeca, começou com um movimento de pastorais sociais coordenado pelo padre Geraldo Rondeli. Na época, há 16 anos, as dificuldades com as crianças e adolescentes de Limeira envolvia reclamações da Casa Transitória do Menor, onde, segundo afirmou Raquel Oliveira Nunes, responsável pelo Cedeca, acontecia diversos tipos de violações contra as crianças ali presentes, como estupros e o impedimento da visita de mães. Quando o adolescente era transferido para a FEBEM, as famílias não tinham recursos e não conheciam o sistema de internação para viajar até São Paulo visitar seus filhos. O grupo de Defesa da Criança e do Adolescente emprestava uma perua para transportar as mães no dia de visita até a FEBEM. Esse trabalho se intensificou com o foco de fechar a antiga Casa Transitória. Conseguiram eleger o primeiro Conselho Tutelar. Nesta época já executavam o trabalho de um Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, atuando na Defesa da violação de direitos da criança e do adolescente.
Hoje, o Cedeca quer a transferência dos adolescentes limeirenses internos da Fundação Casa de outros municípios paulistas para as unidades recentemente inauguradas em Limeira. Até dia 24 de abril o número desses adolescentes internos eram 117. "É difícil atingir a precisão dos números porque quando existe a internação, normalmente acontece a liberação de outros adolescentes internos. Nós estamos reivindicando a transferência dos adolescentes para as unidades de Limeira porque acreditamos que é imprescindível o envolvimento com a família durante o tempo que o menor permanece na Fundação Casa. Não existe recuperação se a família não estiver envolvida", declara Raquel.
A recuperação do adolescente infrator não se restringe ao tempo de reclusão na Fundação Casa, para isso o município deve oferecer políticas públicas que efetivamente envolva o adolescente infrator e dessa forma promova a prevenção e reincidência dos atos infracionais. "A nossa luta é a aplicação das políticas públicas. Quando as escolas não oferecem qualidade nos serviços prestados, sem funcionários capacitados, faltam vagas nas creches, a criança e o adolescente é afetado diretamente no desenvolvimento. Quando a família não tem onde deixar as crianças e adolescentes, eles ficam nas ruas a mercê do tráfico de drogas. Sem um responsável, o adolescente ocioso na rua será aliciado. Os adolescentes de 14 anos querem fazer cursos técnicos, mas o município não tem uma política municipal voltada diretamente para os adolescente que atenda toda a demanda. Nós não temos pra onde encaminhar", apontou Raquel.
O Cedeca acredita que o ideal é funcionar todos Centros Comunitários e Cras e a mobilização da população limeirense com o assunto que não deve ser ignorado. "A população limeirense deve ter consciência do que está acontecendo com crianças e adolescente no município. É muito importante a discussão das dificuldades que envolvem a condição dos adolescentes, hoje. Acredito que quando existe abertura para diálogo sobre os assuntos com envolvimento da população, passamos a não ignorar o tema. Esse assunto é ignorado pela população como se o problema não pertencesse a nós todos. O Cedeca atende mães que se dirigem ao Centro de Defesa para desabafar porque não tem com quem falar sobre o que está acontecendo com o filho, ninguém acolhe", observou Raquel.
Os delitos cometidos por adolescente apresentam características bem diferentes de 16 anos atrás quando o Grupo de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente iniciou. Naquela época os adolescentes eram encontrados em situação de rua, em fuga, não estava situado no núcleo familiar. Os problemas sócios econômicos das famílias eram classificados como miseráveis. Os adolescentes cometiam pequenos furtos no centro da cidade. Enfrentar a dificuldade em chegar até a família do adolescente de rua dependia da habilidade do profissional e autoridade, ou a confiança no trabalho do Grupo de Defesa. No inicio do trabalho do Conselho Tutelar existia um empenho em levar adolescentes de volta ao lar todos os dias. A venda e uso de drogas estava localizado em apenas uma região do município, o adolescente e a criança precisava sair do bairro para ter contato com o tráfico.
Segundo relato de Raquel, hoje, esse cenário é muito diferente. A criança e adolescente estão inseridos numa família, desestruturada muitas vezes. Estão matriculados na escola. Estão localizados. Quando o adolescente é internado e volta da Fundação Casa, encontra o mesmo cenário em seu bairro, na sua rua, no qual ele foi envolvido e acabou por ir parar na Fundação Casa. A ociosidade, a falta de inclusão em escolas profissionalizantes faz crescer o numero de reincidência dos delitos. O adolescente é prejudicado e a sociedade também. Ela diz que a situação é barbarizante, “nossas crianças estão sendo aliciadas desde os 5 anos de idade pelo tráfico. A criança não entende o que está acontecendo com ela, mas o adulto sabe e está se aproveitando da situação. A maior dificuldade das famílias é que o tráfico não está localizado, como há 16 anos atrás. Hoje, a criança e o adolescente não precisam sair do seu bairro para correr riscos e violações aos seus direitos, eles são aliciados na comunidade em que vivem", conclui.



Capa da edição 130 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 130 do Jornal Pires Rural, 16/05/2013 - www.dospires.com.br]

Preparativos dos Conselhos Agrícolas Municipais visando a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário

ENTREVISTA

Roberto Machado, engenheiro agrônomo extensionista da CATI


Como noticiado na edição 129 do Jornal Pires Rural, os preparativos para a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (2ª CNDRSS), já começaram em todo o Brasil, os estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Acre realizam encontros regionais preparatórios para os eventos territoriais, estaduais e nacional, previstos para setembro deste ano. Em São Paulo, na nossa região, mais precisamente no EDR de Mogi-Mirim, o engenheiro agrônomo extensionista da CATI, Roberto Machado (foto) foi eleito representante estadual para participar da 1ª Conferência ocorrida no ano de 2008 na cidade de Olinda-PE. Entrevistamos Roberto para sabermos como estão os preparativos dos Conselhos Agrícolas Municipais visando o encontro na 2ª Conferência. Leia a seguir:


Jornal Pires Rural: Você tem articulado algo para as pré-Conferências regionais com vista a participar da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário?
Roberto Machado: Ao nível regional não recebemos, até o momento, nenhuma informação ou instrução a respeito da realização destas Conferências e da nossa participação nelas.


Jornal Pires Rural:Sua articulação está em nível municipal ou regional?
Roberto Machado: Em 2008, para a 1ª Conferência cuidamos da articulação e realização da  Conferência regional e da participação regional na Conferência estadual, onde após participar como representante da extensão fui indicado a participar da Conferência Nacional. Praticamente não houve tempo para a realização das Conferências municipais. Faltou o trabalho de base, apesar de termos realizado bom trabalho a nível regional na época.

Jornal Pires Rural: Como a CATI está orientando seus profissionais quanto a essa segunda Conferência?
Roberto Machado: Como disse não fomos ainda comunicados. Temos um trabalho constante e intenso em alguns municípios no que se refere a representação dos Conselhos Agrícolas Municipais e na elaboração participativa dos Planos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável que são, ou deveriam ser, a base de trabalho para as Conferências Municipais. Dessa forma é que deveríamos conduzir a Conferência nos municípios, ou seja, fortalecendo a representação nos Conselhos Agrícolas Municipais. 

Jornal Pires Rural: De que forma o pequeno agricultor pode participar e possa ter suas demandas levadas em consideração?
Roberto Machado: Organizar-se pela Conferência a nível municipal seria a primeira providencia. Acredito que fomentar a participação do agricultor é uma tarefa importantíssima, mas de forma articulada e consequente, pois não vimos resultados práticos das Conferências realizadas em 2008, mesmo que eles existam pela "influência" destas ações nas posteriores ações políticas de envolvimento de seus representantes. Se o produtor da nossa região não coloca suas demandas, produtores de outras regiões colocarão as suas, e perdemos a possibilidade de ver as diferenças regionais, e mesmo culturais, influenciar as políticas para o Plano Nacional a serem propostas.


Jornal Pires Rural: Em sua opinião como o poder publico (prefeituras) deve estimular o envolvimento dos produtores para essa 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário? Essa é uma tarefa de responsabilidade do poder publico?
Roberto Machado: Acredito ser uma tarefa da extensão rural e das organizações ligadas ao desenvolvimento rural, o que inclui as Prefeituras e seus departamentos. A Conferência a nível municipal deve servir de base para novas políticas ou alteração das  existentes. Afinal é no município que as políticas são colocadas em pratica.


Jornal Pires Rural: Quem perde quem ficar de fora dessa ação?
Roberto Machado: Todos, pois ela se realizará de qualquer forma e quanto menos participação, menos representativa será a Conferência, o seu resultado e menos abrangente serão suas proposições e bandeiras, mantendo a visão sempre distorcida que a sociedade tem dois diferentes atores do Desenvolvimento Rural Sustentável.

Capa da edição 130 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 130 do Jornal Pires Rural, 16/05/2013 - www.dospires.com.br]

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma nobre iguaria na culinária internacional.



Tiago Pereira trabalha há 3 anos na Truticultura Cachoeirinha em Campos do Jordão, propriedade de Cesar Shimizu Brisighello. O inicio da criação dos peixes se deu a 20 anos em um bairro afastado 15 km do agito de Campos do Jordão, o bairro Parque Ferradura. A intenção do proprietário foi encontrar um lugar sossegado para iniciar a criação da truta arco-íris, na época o local não tinha acesso à energia elétrica e nem existia vizinho, mas era ideal para a criação das trutas, pois era rico em água corrente de excelente qualidade e na temperatura ideal. Começaram a construção dos tanques e o represamento das águas de seis nascentes existente na propriedade que enche os 9 tanques e depois corre pra formar o Rio da Prata. Os primeiros peixes foram adquiridos para terminar a engorda e mais tarde começou a fazer reprodução com as desovas do peixe manualmente em seu criadouro. Em cada tanque existe um tamanho de peixe que ficam nadando contra a correnteza e se alimentam de 4 a 6 vezes ao dia com rações especiais produzidas em Penha, Santa Catarina.
Com o tempo ganhou o apoio da Estação de Salmonicultura de Campos do Jordão que iniciou a pesquisa com as trutas, podendo oferecer alevinos e ovos fecundados. Localizada no Horto Florestal, essa Estação Experimental de Salmonicultura de Campos do Jordão, é vinculada ao Pólo Regional do Vale do Paraíba, da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, produz cerca de 2 milhões de ovos do peixe por ano.
Segundo Tiago, este ano irão adquirir ovos fecundados da Estação de Salmonicultura, “vamos comprar os ovos em 3 etapas para que os peixes não cresçam todos iguais. Chegando aqui separamos em aquários com 2 dedos de água e vamos retirando os ovos que não se desenvolveram. Esse trabalho dura uns dois meses, quando os alevinos atingem 30 gramas levamos para os tanques. Após 11 meses a truta atinge o peso de 350 gramas, que é ideal para consumo. Com a limpeza retirando vísceras e espinhos ela perde quase 55% de seu peso, sendo uma refeição com aproximadamente 280 gramas”. Outras características relatadas por Tiago são que a truta em seu ambiente natural chega ao peso de 15 quilos e desde que foi introduzida no Brasil, por volta da década de 50, ainda não conseguiu se reproduzir em nossos rios de forma natural.





A área da Truticultura Cachoeirinha tem 50 mil metros, porém apenas 15 mil são usados para a criação das trutas e lago para pesca. No local você pode saborear a truta fresca que acabou de fisgar ou escolher uma para o preparo na hora de deliciosos pratos. Tiago destaca que a finalidade da Truticultura é “manter o próprio restaurante e o pesque e pague. Eventualmente vendemos para restaurantes amigos. Nossa capacidade de produção é cerca de 1 tonelada por ano. A truta se tornou um peixe muito conhecido, porém o nosso público maior são os turistas das capitais. Devido às características da truta; ser exigente na qualidade e temperatura da água, se alimentar no mínimo 4 vezes ao dia, levar um ano para atingir o peso para abate, nadar contra a correnteza, queimando muita caloria, assim gerando uma carne muito saudável e muito saborosa ela é um peixe de preço mediano, o quilo é vendido por cerca de R$15,00”, completou Tiago Pereira.

[Matéria publicada originalmente na edição 129 do Jornal Pires Rural, 02/05/2013 - www.dospires.com.br]


Capa da edição 129 do Jornal Pires Rural

O convívio entre os homens e os mamíferos na Região Metropolitana de Campinas

Elildo Carvalho Junior do Cenap


Entrevistamos Elildo Carvalho Junior do Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos e Carnívoros), que esclareceu sobre o convívio entre os homens e os mamíferos na Região Metropolitana de Campinas: “historicamente a relação do homem com a fauna tem sido de conflito. Os carnívoros como a onça tem sido visto como ameaça. Nos quase 300 anos de ocupação nessa região, nunca tivemos um ataque de onça às pessoas, mas todo mundo tem medo. Percebemos que apesar de existir o conflito temos que aprender a conviver com ela. Uma das primeiras coisas que temos que saber é que eles precisam de áreas grandes para viver. Com nossas cidades, casas e plantações ocupamos o lugar deles, o que o criador pode fazer estando na área que era da onça? Descartamos a hipótese de eliminar o carnívoro por duas razões; primeiro porque é ilegal e segundo estão em extinção. Mantendo a área de floresta preservadas na propriedade é ter habitat e presas para a onça permanecer lá e diminuir a chance de caçar o rebanho. Por isso é importante proibir a caça de animais silvestres na propriedade como paca, caititu, veado, capivara porque são as presas da onça. Outra medida é cercar a área de mata para que seu animal não entre e também dificulte a passagem da onça até o rebanho. Se for possível fazer um confinamento noturno dos bezerros. Manter animais agressivos como touros e burros misturados ao rebanho”.  Segundo Elildo a onça tem hábitos noturnos, é um animal experto e pode acostumar com medidas rotineiras. Se há relatos de onça na região o proprietário deve variar ao tomar medidas para evitar o conflito com a onça por isso os cães guardiões são úteis para espantá-la com seus latidos, lâmpadas perto dos currais e outras fontes de barulho como rádio de pilha e rojões se você perceber que ela está por perto. O ataque aos animais domésticos é exceção a dieta dela são animais silvestres que estão na floresta.

Encontrando a onça
O pesquisador diz que será “muita sorte” se deparar com uma onça. “É muito difícil, ela não se deixar ser vista, com certeza a onça já viu várias vezes o criador, mas o criador não viu a onça nenhuma vez. Porque ela fica na mata olhando e se percebe que tem barulho se esconde. E as pessoas que eu conheço que viram uma onça, mesmo sentindo medo disseram que foi uma experiência emocionante, porque é um animal selvagem, poderoso”. Elildo cita algumas medidas a serem tomadas; “em primeiro lugar dificilmente ela vai atacar, o que pode acontecer é ela fugir ou ficar parada observando curiosa. Precisamos manter a calma, não fugir, porque para onça quem foge é a presa, além disso, o homem tem o dobro da altura de uma onça, então parecemos um gigante, se possível levante os braços parecendo maior, assim ela não percebe o homem como uma presa. Não se abaixe, não vire as costas, fique olhando de frente, se tiver criança junto, ponha no colo do adulto e se for se afastar vá andando pra trás encarando o animal. Você também pode tomar uma atitude ameaçadora para se impor diante dela como bater palmas ou gritos. Se ela continuar em sua direção deixe-a passar sem dar as costas. Isso deve ser o suficiente para onça ir embora e evitar um ataque. Caso ocorra o ataque, que a chance é nula, lute com ela com socos, murros, mordidas e chutes. Temos que usar a nossa melhor arma que é o cérebro”, explica o especialista.

Conviver é preciso

As onças são animais de topo de cadeia que ainda estão ameaçadas. O desequilíbrio ecológico favorece o aparecimento de problemas de saúde pública como é o caso da febre maculosa, a onça nos presta um serviço ambiental, chamado serviço ecossistêmico. A presença da onça ajuda a manter um ambiente mais equilibrado, controlando populações de capivaras, lebres e outras espécies, evitando danos econômicos à lavoura além dos relacionados à saúde publica e zoonoses.

[Matéria publicada originalmente na edição 129 do Jornal Pires Rural, 02/05/2013 - www.dospires.com.br]


Seminário “Corredor das Onças e a propriedade rural”



Recuperar cursos d´ água, nascentes, bordas de mata e áreas florestais está na mão dos agricultores, que além de fazer esse investimento em termos monetário, também tem que disponibilizar trechos de suas propriedades para tal ação.
Essa atitude vai beneficiar tanto agricultores quanto as populações que vivem nas cidades que usam para seu abastecimento a captação de água através do serviço das concessionárias, portanto não é justo que o agricultor sozinho arque com o custo total de reflorestamento e preservação em sua propriedade, mas que toda a sociedade também contribua com a sua parte financeiramente.

Munidos desse pensamento foi realizado dia 17 de abril o seminário “Corredor das Onças e a propriedade rural”, em Campinas. O debate ocorreu no Salão Nobre da Faculdade de Educação da Unicamp, teve como coordenação o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ARIE Matão de Cosmópolis, com apoio do Núcleo de Economia Agrícola e do Meio Ambiente do Instituto de Economia da Unicamp. Além de agricultores das cidades de Cosmópolis, Artur Nogueira, Paulínia, Holambra e Campinas estava também presente o vice-prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, o secretário municipal do Verde e do Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, e o subprefeito do distrito de Sousas, Wander Vilalba, engajados no tema do projeto “A propriedade rural e o Corredor das Onças: como podemos ajudar”.

Pagamento por serviços ambientais
O seminário foi dividido em 3 palestras com foco na orientação aos agricultores, os temas foram sobre o Novo Código Florestal por Isabela Kojin Peres, água e a propriedade rural pelo professor Marcos Folegatti da Esalq e fauna, biodiversidade e conservação por Elildo Carvalho Junior do Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos e Carnívoros).
De acordo com o coordenador do Núcleo de Economia Agrícola e do Meio Ambiente da Unicamp, Prof. Dr. Ademar Ribeiro Romeiro, “quando um agricultor deixa de produzir em uma área para recuperar a mata ou muda suas práticas para uma gestão mais sustentável tem um custo, e esse custo tem que ser de alguma maneira repartido com quem se beneficia desse serviço. Nesse sentido, o custo de “recuperação da natureza” partilhado com a sociedade de maneira geral é o chamado pagamento por serviços ambientais (PSA), é uma nova forma de política ambiental, visa remunerar os agentes econômicos que contribuem para preservação e recuperação dos recursos naturais. Recentemente fizemos uma pesquisa sobre a disposição da população da Região Metropolitana de Campinas em pagar por esse tipo de serviço, e a resposta da população foi de que está disposta a pagar R$10,00 por mês na conta de água durante 10 anos. Isso dá margem para concluirmos que podemos continuar com os nossos trabalhos porque o ambiente geral é propicio, em função da consciência ecológica mostrada” acrescentou o pesquisador.

Cadastro ambiental rural
Para Márcia Gonçalves Rodrigues, analista ambiental da ARIE Matão de Cosmópolis/ICMBio, organizadora do seminário, o objetivo do evento é viabilizar a melhoria da qualidade ambiental da região como um todo, isso envolve melhoria na qualidade do ar e da água; “a nossa proposta aqui é implantar o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse cadastro é como se fosse uma “declaração do Imposto de Renda” da propriedade rural e queremos preparar os agricultores para isso. Essa exigência nunca aconteceu à pequena propriedade e isso tem um resultado positivo se cada propriedade rural tiver uma pequena nascente e protegê-la. Precisamos aumentar a produção de água em nossa região e isso vai influenciar no clima, na qualidade do ar e no aumento de nossa biodiversidade. Pretendemos fazer a adequação ambiental das pequenas propriedades com os plantios compensatórios das empresas de nossa região, amenizando o custo do produtor. Ao mesmo tempo estaremos formatando e implementando o corredor de conexão da fauna silvestre para ela circular em segurança” explicou Márcia.

[Matéria publicada originalmente na edição 129 do Jornal Pires Rural, 02/05/2013 - www.dospires.com.br]


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