Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A prática humana está na contramão do desenvolvimento rural sustentável

Mesa redonda "Tecnologia Social e Economia Verde –  convívios possíveis”


Para seu debate no fórum sobre "Tecnologia Social e os conceitos de Economia Verde: propondo convívios possíveis ...e desejáveis”, Mohamed Habib, engenheiro agrônomo ligado ao Instituto de Biologia da UNICAMP, trouxe uma realidade: a prática humana está na contramão do desenvolvimento rural sustentável.
Abordando a questão da agricultura empresarial que se instalou no Brasil para a produção em larga escala de grãos e cana-de-açúcar, o consumo exagerado de agrotóxicos e a produção de alimentos transgênicos para atender a indústria de agrocombustíveis, etanol e óleo de soja, afirmou que essa agricultura ocupa 60% da área privada no Brasil, mas está na mão de apenas 3% de proprietários e vem exercendo uma prática bastante agressora e impactante em todos os sentidos; ambiental, saúde, social, político, ético, direitos humanos, portanto uma prática totalmente antagônica ao conceito de economia social de agricultura sustentável.

Desenvolvendo ecossistemas sustentáveis
O compromisso de uma agricultura sustentável é abastecimento e amparo socioeconômico do agricultor, preocupado com estado psicológico e emocional do cidadão, manutenção da biodiversidade, garantindo a qualidade ambiental, a qualidade de vida, ante aos recursos naturais, juntamente aos valores éticos e culturais de todo os setores sociais. Os requisitos para obter esse desenvolvimento rural sustentável passa pela qualificação da sociedade, instrução e capacitação do agricultor e sua distribuição no campo. Os agricultores têm o direito de serem informados, são necessárias políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável, não apenas da parte do governo, mas sim de todos os poderes da sociedade (por exemplo, Câmara dos Vereadores) para se envolver, participar e elaborar ações que devem assumir o compromisso sustentável de abastecimento, conjuntamente com uma legislação ambiental funcional.

A agricultura empresarial
Em contra ponto, a agricultura empresarial não surgiu para a produção de alimentos. Ela veio atender o mercado global, os mercados de commodities, produzindo matéria prima de exportação para as indústrias multinacionais. Produz agroenergia, agrocombustíveis, erroneamente chamado de biocombustíveis ou biodiesel, o correto é dizer agrodiesel, agrocombustíveis. A agricultura empresarial se baseou em ciências extremamente sofisticadas como engenharia mecânica, engenharia química com a síntese de moléculas, economia agrícola de alto nível, biologia genética, houve um investimento científico muito forte. O prof. Dr. Mohamed Habib expôs que agricultura empresarial é totalmente dependente de agrotóxicos e antibióticos e “não falam das consequências geradas na natureza pelo uso desses produtos”. Ele afirmou, “Este modelo de agricultura dizem que esta sustentando o Brasil. É o agronegócio brasileiro, exportando grão sem agregação de valor nessa matéria prima. Não conheço nenhum país desenvolvido que exporta matéria prima, água e energia. O Brasil exporta os 3. Compare com as exportações da China, veja se exportam matéria prima, energia ou água”. Mohamed continua “estive nos Estados Unidos, eles estão proibindo o plantio de qualquer cultura para produzir etanol. Perguntei por que isso acontece e a resposta foi de que estavam comprando etanol a cinqüenta centavos por litro e quem produzia ficavam com os litros de vinhoto e poluentes gerados na produção”.

Estudo que teve sua colaboração sobre pesquisas de modificações genéticas em animais e plantas


Tecnologia incompetente
Para afirmar suas colocações, de que estamos na contra mão de desenvolvimento sustentável, o professor abordou 3 realidades vividas e comprovadas cientificamente.
O Brasil de 4 anos para cá, é o maior consumidor de venenos do planeta. A cota de consumo de agrotóxicos está acima de 5 kg para cada brasileiro. Seis empresas multinacionais controlam 80% da produção desses venenos. Mohamed fala: “a aplicação desses venenos é uma tecnologia extremamente incompetente, apenas 0,1% atinge a praga alvo. Ninguém fala para onde vão 99,9% do veneno. As conseqüências são visíveis; aumento a resistência aos agrotóxicos, surgimento de novas pragas, efeitos sobre o metabolismo das plantas, impactos sobre a biota não alvo e efeito na saúde humana e animal”, exemplificou.

Seleção e melhoramento
O perfil da agricultura empresarial esta sendo cultivar grandes áreas, sendo excludente socialmente e tratar o solo como um substrato, tentando tirar dele o máximo de produtividade, trabalhando com variedades precoces tanto vegetais quanto animais. “Trabalhei intensamente com pesquisadores do mundo todo e publicamos artigos científicos explicando a ausência total do princípio de agricultura sustentável na produção de transgênicos. Outro trabalho acadêmico mostra o impacto do Roundup, da soja e do algodão transgênicos no desenvolvimento embrionário de humanos e de espécies vegetais. Além de um estudo publicado em 2012 mostrando a desgraça dos efeitos dos alimentos transgênicos em comunidades humanas. Temos que evitar esse tipo de alimento e orientar as pessoas para não consumi-los. Porque será que nas embalagens aparece um triangulo com um T maiúsculo bem pequenininho? Quem conhece os malefícios desses produtos precisa atuar nos momentos em que estamos em contato com a sociedade e explicar o significado das coisas, que os empresários omitem” incentivou o pesquisador.


A natureza é “burra”
Mohamed citou dois cientistas americanos (Hugh Lovel e Stefan Mager: GM Food) que relembram a fala do famoso estadista Henry Kissinger, em 1970, que diz: “quem controla as fontes de alimentos domina as pessoas”. E o estudo ainda afirma que o caminho para isso é a biotecnologia, a engenharia genética e o patenteamento das sementes. O professor alerta; “aqui todas as sementes transgênicas são patenteadas pelas multinacionais. Estamos falando de uma dominação oculta, não são mais exércitos que entram, é a economia, o endividamento, o controle do mercado”.
Mohamed explica: “Selecionam os indivíduos que interessam através de um processo difundido nas universidades chamado seleção e melhoramento. Porque a natureza é burra. As criaturas da natureza são ruins, então o homem veio com a genética para melhorar. Eu chamo sempre nas minha aulas de seleção e “pioramento”. Porque criamos criaturas doentes, malucas que não tem como enfrentar as adversidades ambientais e pra isso temos que cuidar deles com insumos e agrotóxicos produzidos pelas indústrias”.
O aparecimento da gripe aviária que está matando os frangos de granjas, é porque não têm defesas imunológicas, são espécies selecionadas para desenvolvimento acelerado, de alta produtividade diferente de aves caipiras de pequenas criações que levam 6 meses para chegar ao tamanho de abate, enquanto as aves de granjas apenas 38 dias. "Sucesso? Progresso? Foi melhorado porque a galinha caipira é ruim?"

Mohamed Habib é engenheiro agrônomo formado pela Universidade de Alexandria no Egito, onde também fez mestrado em 1968. Está no Brasil desde 1972, como professor e pesquisador universitário ligado ao Instituto de Biologia da UNICAMP. Publicou mais de 200 trabalhos científicos, escrevendo livros e capítulos de livros, além de apostilas didáticas na sua área de especialização; Entomologia, Ecologia Aplicada, Controle Biológico e Microbiano. Atualmente é pró-reitor de extensão e assuntos comunitários da UNICAMP.


Agrocombustíveis
Ao abordar o exemplo da produção de agrocombustíveis e o consumo de energia, Mohamed questionou que os países desenvolvidos trabalham com previsões da indústria automobilística em manter o automóvel e não em soluções de um transporte ecologicamente correto. “As estimativas dessa indústria é produzir 49% dos combustíveis na América do Sul e 35% na África, somos os quintais para ficar com a sujeira dessa produção e nível trabalho degradante. Ainda querem nos convencer de que é uma tecnologia limpa, econômica e eficiente, não falam que impactam o ambiente (queimadas), a saúde (trabalho no campo pesado e repetitivo), e a sociedade (emigrando trabalhadores de outros estados)”, disse.
A área está aumentando cada vez mais para o plantio, no ambiente natural da floresta amazônica, dos canaviais e no cerrado e cerradão para a soja. “A produção de etanol é 1 litro por metro quadrado, se um carro a álcool consome 200 litros por mês em um ano será necessário uma área de 2400 m² para plantio de cana-de-açúcar. Para produzir 1 litro de álcool são necessários de 600 a 1400 litros de água, entre lavoura e usina e dependendo da região. O governo ou os usineiros falam isso? É ecologicamente correto e sustentável? Porque é possível aceitar essa lógica?”, provoca o professor.

Mohamed finaliza dizendo, “hoje, percebemos que o mundo se salva ou iremos todos para o buraco. E para salvar o mundo precisamos de novas ciências que integram áreas de conhecimento no mesmo prato, para que possamos entender o que os efeitos colaterais de uma área da ciência podem causar na outra. Essa visão de profundo conhecimento é fundamental pra salvar o nosso planeta”.

Capa da edição 137 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 137 do Jornal Pires Rural, 05/09/2013 - www.dospires.com.br]






Geração "nem-nem" (nem trabalha, nem estuda)

A geração de jovens "nem-nem" é motivo de preocupação, pois se trata de 17% da população, são jovens de 18 a 24 anos. O Terceiro "nem" está entre a maior delas visto que os jovens não têm procurado trabalho, portanto, não estão dentro do mercado da população economicamente ativa. Este grupo é fortemente formado por mulheres, 3/4, (10% delas mães) é composto por jovens que ficam em casa. Ainda é muito difícil definir o que faz com que essas jovens permaneçam em casa, se trata de uma questão cultural, se o mercado de trabalho é mais difícil para elas, ou seja, as pesquisas existentes não fazem perguntas que permitem revelar esses dados mais específicos.
Mesmo havendo um declínio demográfico da população jovem no Brasil, pois estamos envelhecendo e as famílias diminuíram, o número de jovens que não entram para o mercado de trabalho triplicou nos últimos dez anos. A preocupação dos pesquisadores é o desinteresse por cursos profissionalizantes; 80% da população "nem- nem- nem" nunca frequentou um curso de capacitação profissional. Esse grupo não está à procura de emprego, respondendo muito pouco às exigências do mercado de trabalho. Esse dado se enquadra numa questão social, representado por pessoas de baixa escolaridade, e de famílias muito pobres com menos capacidade econômica de sustentar os jovens em casa. Conclui-se que esses jovens serão dependentes da transferência de renda do governo e estão mais disponíveis a criminalidade.Na contramão temos um mercado de trabalho capaz de absorver esses jovens, pois dos jovens ocupados 63% têm carteira assinada, contra 40% de dez anos atrás. Aquele que consegue estar no mercado de trabalho acompanha as mudanças que estão ocorrendo. A área de serviços tem sido a que mais absorve mão de obra jovem.O Censo Escolar de 2011 (Inep) mostrou que dois milhões de jovens brasileiros de 15 a 17 anos estão fora do ensino médio. Os jovens abandonam os estudos por muitos fatores como falta de estímulo, necessidade de obter uma renda; ambiente familiar com baixa escolaridade e com poucas oportunidades de ampliação do repertório cultural; aspectos comportamentais como baixa motivação para o autodesenvolvimento e falta de um projeto de vida; e reprovação. No caso das meninas, a gravidez precoce também é um fator de abandono escolar. Como resultado, no Brasil constatamos o crescimento dessa geração "nem-nem-nem". Por sua baixa qualificação, esses jovens acabam não se colocando bem no mercado de trabalho, com o passar dos anos, tem mais dificuldade para permanecer.


Capa da edição 135 do Jornal Pires Rural


[Editorial publicado originalmente na edição 135 do Jornal Pires Rural, 06/08/2013 - www.dospires.com.br]

Comunidade reforma ponte na “vaquinha”


Cartaz pede ajuda para reforma

Passagem de microônibus e vans escolares, fluxo de carros para uma congregação da Assembleia de Deus, caminho para moradores e produtores, a ponte que atravessa o pequeno córrego no bairro do Pinhal necessitava de reformas e foi com empenho da comunidade e a doação entre vizinhos que conseguiram juntar a verba para a reforma.

Madeiras comprometidas foram retiradas e novas foram instaladas na ponte.


Segundo moradores a Prefeitura sempre arrumava a estrada e a ponte, mas este ano não resolveram esperar mais pela ajuda do executivo.  A estrada é um caminho de servidão, portanto a Prefeitura não tem obrigação de executar obras no local, segundo nota enviada pela mesma sobre outros pontos da área rural.
Claudinei Botelho foi um dos que contribuiu para a reforma da ponte, disse que foi um pedido da família proprietária do sítio onde está a estrada de servidão. “Uso com freqüência essa ponte para trabalhar. As tábuas já estavam levantando quando o carro passava. E o transporte escolar aumentava seu trajeto em mais de 15 km, além de outros moradores poderem passar. Por tudo isso resolvi contribuir. Achei uma ação positiva’, afirmou Claudinei.

Esse é um exemplo de atitude da comunidade. Resolver ao invés de se lamentar. Que essa reforma possa durar e espalhar o exemplo a outros lugares ao invés de esperar o assistencialismo que pode custar caro.


Capa da edição 137 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 137 do Jornal Pires Rural, 05/09/2013 - www.dospires.com.br]


Comissão para estudar chácaras é aprovada com troca de farpas

Com troca de provocações entre vereadores da situação e oposição, a Câmara Municipal aprovou no início de setembro a criação de uma comissão para discutir a situação das chácaras irregulares.
O requerimento é do vereador Edivaldo Soares Antunes (PSB), o Dinho. O parlamentar alega que, em virtude de ações do Executivo em busca da regularização de loteamentos e condomínios irregulares, a comissão se torna necessária para fornecer esclarecimentos acerca dos projetos da Prefeitura para a solução do problema herdado.
Durante a votação do requerimento, o presidente da Câmara, Ronei Martins (PT), disse que a solução não será simples; dependerá do Judiciário e não virá por meio de um projeto de lei protocolado, dos vereadores Júlio César Pereira dos Santos (DEM) e José Roberto Bernardo (PSD), o Zé da Mix. "Estão vendendo ilusões. Essa propositura é inconstitucional. Cuidado com propostas carnavalescas e enganosas" disse aos moradores da zona rural, presentes no plenário.
Zé da Mix rebateu, alegou que nunca disse que a solução para as chácaras irregulares viria como passe de mágica, não fez promessas e propôs a criação de associações. "Não fomos nós que derrubamos as casas. Foi o prefeito Hadich, o governo que o senhor apoia".
Júlio afirmou que o projeto, inspirado em outra cidade, foi apresentado na ânsia de querer ajudar e alegou que, se os vereadores soubessem de todas as questões referentes à constitucionalidade, não seria necessário a existência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Acrescentou que o governo enterrou o sonho de muitas famílias. "É isso que vimos no local. Nós fomos ao local", declarou.
Luis Fernando Silveira (PSB), o Luisinho da Casa Kühl, acrescentou que ninguém foi fazer carnaval. Do lado da situação, o vereador José Eduardo Monteiro Júnior (PSB), o Ju Negão, se manifestou. "Eu e o Dinho também fomos ao local. Fomos até hostilizados. É uma inverdade achar que só o Luisinho, o Zé da Mix e o Júlio foram ao local", declarou.

Quando a sessão foi interrompida, uma representante dos moradores, Ligia Rodrigues, desabafou. " Estamos percebendo o que está acontecendo. Não nos interessa a politicagem. Queremos solução", pediu. Além de Dinho, que presisirá os trabalhos, Jorge de Freitas (PPL), Wilson Cerqueira (PT), Mayra Costa (PPS) e Luisinho da Casa Kühl integram a comissão. Os trabalhos têm duração de 90 dias, prorrogáveis por igual período. 

ESALQ organiza 4º Encontro de Produtores de Hortaliças em Piracicaba (SP)


Os transplantios de mudas de hortaliças, tanto manuais quanto mecanizados, e a colheita mecanizada de hortaliças, foi assunto abordado no 4º Encontro de Produtores de Hortaliças, que aconteceu no final do mês de julho, na IBS Mudas em Piracicaba com apoio da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ). O objetivo do evento foi comemorar o dia do agricultor e fornecer conhecimento sobre tecnologias de plantio e colheita.
O encontro contou com a presença de mais de 250 convidados e foi dividido em três módulos: no primeiro o tema abordado foi “transplantio manual de mudas de hortaliças”; no segundo, o “transplantio mecanizado de mudas de hortaliças”, e o último sobre “colheita mecanizada de hortaliças”.

Marco Bicudo Sampaio, da IBS Mudas, abordou, no campo, o transplantio manual, demonstrando ao produtor como obter maior eficiência no plantio. Muitos produtores locais, e da região, de acordo com ele, ainda utilizam o método convencional de plantio. "A maioria trabalha em família. Dependendo da quantidade e do espaço da área de plantio, têm de plantar manualmente. Desta forma as informações sobre novas técnicas de como melhorar o plantio, foi visto em detalhes", destacou Marco.

Antonia Vittoria Abalsamo, diretora e proprietária da Sathya Maquinarias, demonstrou a parte de transplantio mecanizado durante palestra, projetando vídeos e também no campo. De acordo com ela, os participantes conheceram o que há de inovação tecnológica na área de implantação de mudas. "Nossas máquinas estão sendo dimensionadas de acordo com o nível produtivo do cliente", explica. "Para esse evento montamos uma estrutura sobre máquinas personalizadas".
 

Alternativas de renda
A crise da citricultura tem motivado produtores a procurarem novas alternativas de renda. É o caso do produtor Nélio Caetano Silva, de Mogi Guaçu, presente ao evento. Nélio trocou as mudas de laranja pelo plantio de hortaliças. “Nós fomos obrigados a fazer isso em razão da crise de uns dois anos para cá. Se não tivéssemos feito isso, teríamos que sair do mercado e fechar as portas da empresa. Então, encontramos essa alternativa” explicou. Sua propriedade rende 23 toneladas de hortaliças por mês, mas a produção deve ser ampliada para 50 mil toneladas com as novas máquinas que serão adquiridas, de acordo com ele. As alfaces, as cebolinhas e as salsas ocuparão as partes que ainda estão vazias nas estufas. O momento é de transição, já que, antes, viveiros de citrus ocupavam o local. Nélio acredita que acertou na escolha. Com toda a produção de hortaliças vendida antecipadamente, os lucros aumentaram. “Notamos que precisamos ter um volume grande de produção para conseguirmos um retorno considerável. Mas está valendo à pena, porque o ciclo de produção é muito rápido e a gente acaba entregando e recebendo de forma imediata. Consequentemente, o lucro é maior em relação a muda de laranja”, ressalta o produtor.

Importância
O técnico agrícola Paulo Palma, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), de Piracicaba, disse que o evento é de extrema importância, inclusive para o micro e pequeno produtor. “Embora para eles a mecanização seja mais complicada é possível que tenham acesso à nova tecnologia, que vai dar oportunidade para que saibam que podem ter uma perspectiva de crescimento. Hoje são produtores manuais, mas poderão tornar-se produtores que vão fazer plantio utilizando e mecanização”, afirma. A Sema, de acordo com ele, acompanha atualmente de 10 a 15 produtores de hortaliças, que são os que atuam nos varejões municipais. “Todo produtor deve saber que ele pode crescer nesta atividade a partir da tecnologia”, completa.

A realização do evento ficou a cargo da Casa do Produtor Rural, localizada na ESALQ, com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (Se), Serviço de Cultura e Extensão Universitária (Sés), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), de Piracicaba, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), regional Piracicaba e Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Geagesp/Ceasa Piracicaba).



Capa da edição 135 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 135 do Jornal Pires Rural, 06/08/2013 - www.dospires.com.br]

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Em Limeira, semana Unimediana apresenta cantor Nasi e Orquestra Sinfônica no teatro Vitória

Emanuel da escola Villa Jazz, maestro Rodrigo Müller, vocalista Nasi e representante da Unimed


Em sua vigésima edição a “Semana Unimediana”, que começou dia 21, com ciclo de palestras, trás nesta quinta-feira (24) no teatro Vitória o evento inédito unindo a Orquestra Sinfônica de Limeira e o vocalista Nasi, ex-integrante da banda Ira!
Em coletiva de imprensa nessa tarde com Nasi, o maestro Rodrigo Müller, Emanuel da escola Villa Jazz e o representante de marketing da Unimed, explicaram detalhes do show que acontecerá logo mais às 20:30 no teatro Vitória.
O repertório a ser apresentado incluirá músicas da banda Ira!, Raul Seixas, músicas da carreira solo de Nasi e algumas surpresas. A Orquestra Sinfônica de Limeira terá ao palco 35 músicos que acompanharam o vocalista em performance inédita de sua carreira.
Segundo Nasi destacou “eu nunca toquei antes com uma orquestra. Conheço várias bandas de rock que já lançaram álbuns unindo banda e orquestra, com o Ira!, minha antiga banda, a única música que gravamos com arranjo orquestral foi “Flores em Você”, que foi tema de novela da Globo e isso nos deu oportunidade para viajarmos o Brasil todo tocando nossa música”.

Sobre esse evento e destaques da “Semana Unimediana” você verá na edição impressa do Jornal Pires Rural, dia 30 de outubro. Aguardem!!!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Em 30, 40 anos não teremos a vida como hoje"

Fórum discute Economia Verde e suas possibilidades

Prof. Dr. Edmundo Gallo, da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz – Rio de Janeiro)



Aconteceu no último dia 14, na Unicamp, o fórum para discutir as bases da Tecnologia Social, suas interações e conceitos de Economia Verde para o desenvolvimento sustentável na construção de uma sociedade mais democrática, inclusiva e igualitária.
A Conferência "Ecologia política, economia e desenvolvimento sustentável", realizada pelo Prof. Dr. Edmundo Gallo, da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz – Rio de Janeiro), trouxe a síntese da ameaça à vida no planeta. Pela primeira vez na história da humanidade, a ação do homem ameaça a vida. Trata-se de algo muito significativo porque é um acontecimento único na história do planeta, temos que estar atentos para essa possibilidade real, caso não tomemos medidas importantes e radicais, estamos fadados a ver um planeta sem a vida de hoje.
Essa conclusão se reflete em vários indicadores, como a "Pegada ecológica indica, estamos consumindo quase duas vezes a capacidade de recuperação de vida do planeta; se continuarmos nessa velocidade em 30 ou 40 anos não teremos a vida como nós entendemos hoje. Os dados do Brasil nos situam na média mundial, ainda que a nossa condição de recuperação seja significativamente maior que a maioria dos países, isso quer dizer que não temos a menor condição de manter esse modelo de consumo e produção, as formas de organização social, econômica e política sem condenar a vida no planeta como um todo", afirma prof. Gallo.

Ecologia, economia e ciência
Para enfrentar essa situação tanto do ponto de vista teórico como prático, é necessário tomar como referencial a ecologia política, a economia ecológica, e a ciência crítica. “O contexto que estamos vivendo hoje, envolvem discussões sobre a agenda pós 2015, quando encerra os objetivos do ciclo de desenvolvimento do milênio. Trata-se de uma agenda comum de ação para a transformação em um "mundo melhor". Como a agenda depende da gestão das Nações, envolvendo os governos, limita suas próprias possibilidades dentro de um determinado contexto. A agenda de interesses dos países já é distinto, e no caso do Brasil há uma série de contradições. Dentro dos limites institucionais de uma Nação como a nossa", expõe prof. Gallo. Os objetivos do milênio incluem a construção de uma série de aprendizados e a percepção de que realmente é possível transformar. Em paralelo foi construído o ciclo da sustentabilidade econômica; acabar com a pobreza no mundo; empoderamento de jovens e mulheres (equidade de gênero); educação de qualidade; garantia de vidas saudáveis; garantir segurança alimentar; acesso universal à água e saneamento; energia sustentável; gestão de recursos naturais; garantir as instituições e boa governança; sociedades estáveis e paz; ambiente global para catalisar os esforços globais. “Podemos pensar que, com essas propostas daqui três anos estaremos todos resolvidos e salvos! Triste engano! É necessário definir a agenda pós 2015”, avaliou o prof.
"Vivemos num mundo de disputas de projetos. Numa hegemonia do capitalismo, as propostas não sobrepõe o modelo de produção e consumo que aí está. A ameaça à vida que vivemos é muito maior que aquela que os trabalhadores viveram nos primórdio da Revolução Industrial. Hoje a ameaça está distribuída globalmente, para todos, desde um mega empresário até o morador de rua. Naquele momento a força de trabalho estava sendo sufocada ameaçando inviabilizar o capital e teve como resposta um conjunto de políticas sociais. Hoje, nós temos propostas. A pergunta é: como vamos viabilizar, nos organizar para enfrentarmos a ameaça à vida?", observou prof. Gallo.

O capitalismo foi planejado a longo prazo.
"As grande corporações planejam o estar no mundo para os próximos 30 anos. Conseguem retirar da matriz de risco oportunidades como o desenvolvimento sustentável, a matriz de oportunidade. A economia verde é produto de 15 anos de planejamento. A China não está na ponta da economia verde por acaso, sim por deliberação, ações intencionais. A grande vantagem da economia verde restringe a reconhecer que o modelo de produção e consumo proposto pelo capital é uma ameaça à vida. Só!”, destaca Gallo.
“Se quisermos contrapor ao poder de influência e planejamento, materialização do planejamento ao poder precisamos de capacidade idêntica ou maior. Nossa grande vantagem está na mobilização social, na utopia de saberes, porém enfraquecido por não ter uma unidade ideológica definida como antes na história: ou você era capitalista ou comunista, isso não existe mais. É preciso um único projeto contra-hegemônico, sistematizado, apresentado como diálogo, mostrar a viabilidade para ganhar ressonância social aprofundado em redes de articulação como o capital. Vamos tentar novas racionalidades de produção e organização de consumo? Se optarmos pela economia verde, estaremos contribuindo com o capital. È preciso apelar para a ecologia dos saberes, produzir o que seja legítimo, efetivo, transforme a vida das pessoas. Neste sentido, pode pensar a tecnologia social como apropriação radical da tecnologia convencional, porque as tecnologias propostas não são suficientes para devolver a estabilidade do homem no planeta terra", conclui. 




Capa da edição 136 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 136 do Jornal Pires Rural, 16/08/2013 - www.dospires.com.br]



Por oito horas e meia representantes de bairros visitam Limeira




Grupo de Conselheiros voluntários do Orçamento Participativo em frente à igreja Luterana nos Pires


Foi num clima descontraído que cerca de 50 pessoas, divididos em dois grupos, encarou a maratona, de oito horas e meia, dentro dos ônibus do transporte publico municipal. Os grupos eram formados por pessoas eleitas nos bairros para serem conselheiros e representantes no Orçamento Participativo (OP) e a participação na caravana pela cidade de Limeira, com o objetivo de conhecer de perto a realidade e necessidades de cada bairro, faz parte do compromisso firmado voluntariamente.

Conselheiros sugerem mudanças em áreas verdes de Limeira.

Oeste a Noroeste
O “city tour” saiu da Prefeitura por volta de 8:30 da manhã percorrendo a região Oeste, que compreende bairros como Jd. Nossa Senhora do Amparo, Jd. Alto da Graminha, Jd. Ouro Verde, Jd. das Paineiras emendado com a região Sul dos bairros Roseira, Jd. Do Lago, Jd. Lagoa Nova, Jd. Odecio Degan, Pq. Res. Ernesto Kuhl, CECAP e Jd. Pq. Novo Mundo. Circulando pelo Anel Viário chegamos à região Leste nos bairros Jd. Presidente Dutra, Jd. Alvorada, Pq Hipólito, Dom Oscar Romero, Jd. Boa Esperança e Vila Labaki. Seguindo em frente, veio a região Norte dos bairros Jd. Res. Granja Machado, Jd. Planalto, Pq. Res. Anavec que faz divisa com a região denominada Central 1 que teve uma rápida passagem pelos bairros Jd. Santo André e Pq. São Bento. De volta a região Norte passamos pleos bairros Jd. Das Laranjeiras e Jd. Vanessa tomando rumo a região Noroeste no Jd. Cidade Universitária, Jd. Morro Azul, Pq. Nossa Senhora das Dores, Pq. Res. Belinha Ometto e Bairro Geada onde o grupo parou para um almoço na Igreja Santa Ifigênia. Próximo a esse local, que fica quase aos pés do Morro Azul, está sendo construída 350 casas do projeto Minha Casa, minha vida e um Centro Esportivo também com verbas do PAC.

Prefeito Paulo Hadich acompanha trecho em ônibus com os conselheiros 

1, 2, 3 Rural
Por diversos bairros visitados há postos de saúde, centro comunitário, praças e locais de lazer para a comunidade. Durante as visitas pudemos acompanhar os representantes de cada bairro descrevendo as características, os problemas, as necessidades e as dificuldades que os moradores estão sofrendo ou foram superando ao longo dos anos.
Após o almoço, o prefeito Paulo Hadich juntou-se ao grupo para acompanhar um trecho da caravana que foi seguindo pelo bairro Pq. Nossa Senhora das Dores. Tomando nova direção fomos à região Rural 3, no bairro Parronchi. Lá foi mostrado um campo de futebol em uma área adquirida pela Prefeitura de Limeira que construiu um vestiário, cercou com alambrado o campo, mas a solicitação dos moradores ao Prefeito é que faça uma arquibancada e reforme o gramado que está todo esburacado e nunca foi usado. Do Parrochi seguimos para o bairro do Tatu que fica na região Rural 2. Nesse bairro os moradores pedem que na esquina do ponto final do ônibus seja feita uma melhoria transformando numa praça de lazer, no local tem um córrego que desemboca no ribeirão Tatu.

Grupo verifica erosão em cabeceira de ponte do Bairro dos Pires

Bairro dos Pires
Após uma breve parada no Horto Florestal a caravana se deslocou para a maior região de Limeira denominada região Rural 1, mais precisamente no Bairro dos Pires. Todos os conselheiros puderam perceber a precariedade do asfalto, assim como nas estradas de terra, a ocupação irregular do solo, a falta de equipamento publico, pois o bairro conta somente com a Escola Municipal, e se propuseram a descerem do ônibus para verificar a rotatória do bairro cuja ligação do Pires do Meio com os Pires de Cima é uma ponte que está em erosão nas suas extremidades, sendo uma questão de segurança publica para uma cidade resiliente como Limeira. 



Capa da edição 136 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 136 do Jornal Pires Rural, 16/08/2013 - www.dospires.com.br]


Com audiência pública Polícia Militar quer se aproximar da população

Participantes da audiência pública fazem perguntas aos soldados da PM

Foi realizado no dia 15/08, na sede do SICOMERCIO, em Limeira, a audiência pública da Polícia Militar do Estado de São Paulo através do 36º Batalhão de Polícia Militar do Interior, comandado pelo tenente coronel PM Humberto Gouvêa Figueiredo.
Na oportunidade, o comando da PM informou que seus objetivos permanentes são exercer as atividades de Polícia ostensiva, preservação da ordem pública e da defesa civil. Agir diuturnamente encarregada de prover a população de segurança dando as garantias necessárias para a sua tranquila convivência social. Ampliar e manter o crédito de confiabilidade que a população deposita tradicionalmente na Polícia Militar do Estado de São Paulo, integrar-se a comunidade para dela conhecer e torna-se conhecida diagnosticando seus anseios e necessidades reais.


Vereador Dr. Júlio César Pereira dos Santos (DEM)

A audiência pública foi dividida em 3 módulos; apresentação das estatísticas, medidas preventivas de segurança e abertura da palavra aos presentes. O objetivo da audiência é a prestação de contas dos trabalhos realizados e aproximar a PM da população, sendo que esta ação é parte integrante da Política de Doutrinas da Polícia Comunitária, utilizada atualmente pela corporação no Estado de São Paulo.
Na exposição, teve a frente dos trabalhos o 1º tenente PM Porcídio da Silva Neto, comandante interino da 1ª Cia PM e o capitão PM Luiz Enrique de Souza Ikeda, comandante 5ª Cia PM. Segundo relatos os delitos são apurados diariamente para saber onde há maior incidência de crimes, quais são e horários que estão sendo praticado, com isso elaborar um “placar criminal” para mensurar o policiamento ostensivo fardado. Os gráficos mostrados tiveram parâmetros os anos de 2011, 2012 e 2013 na cidade de Limeira. “O crime de furto teve uma crescente, porém estamos trabalhando forte para esse número diminuir. É um crime de ocasião e difícil prevenção. Queixas de furtos de celulares e documentos contribuem para aumento nos números”, salientou tenente Porcídio. Capitão Ikeda fez um pedido a população dizendo que “não temos condições de estar em todos os lugares ou saber de todas as festas. Pedimos sempre que o cidadão faça uma denuncia consciente pelo 190, aí a PM vai agir pontualmente nesses locais para trazer sossego para a comunidade”.


Presidente da Câmara, vereador Ronei Costa Martins (PT)

Pelo Legislativo, participaram da audiência o Presidente da Câmara, Ronei Costa Martins (PT), vereador Aloízio Marinho de Andrade (PT) e vereador Dr. Júlio César Pereira dos Santos (DEM). Ronei questionou os comandantes quanto ao fato da transferência para a cidade de Piracicaba o atendimento da PM pelo telefone 190, relatando ainda que essa reclamação é comunicada pela população aos outros vereadores. Capitão Ikeda respondeu que o COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) onde é feito o atendimento da chamada 190 não irá voltar para Limeira. “Quando o atendimento foi transferido para Piracicaba foi justamente para poder utilizar todas as ferramentas de inteligência que a PM dispõe. Hoje é possível localizar uma patrulha da PM sem precisar que o soldado diga onde está. Nosso sistema de localização carrega em 10 segundos o posicionamento das viaturas, só para exemplificar os aparelhos comuns levam 3 minutos. A tecnologia digital que está sendo empregada é possível fazer a comunicação, via rádio, com toda a região sem a interferência de pessoas estranhas. O que nós precisamos e está sendo feito é que pessoas bem treinadas possam atender a população, porque o atendente não precisa saber onde fica a rua Boa Morte e Limeira, quem precisa saber isso é o policial que está na viatura e irá atender esse chamado. A mudança do 190 é uma estratégica da política de governo do Estado de São Paulo” enfatizou o capitão.



Placar Criminal

 Dr. Júlio César perguntou aos policiais qual é a estratégia que a PM tem no sentido de melhorar a imagem da instituição com a comunidade. A resposta veio pelo capitão Ikeda dizendo que “a audiência pública é uma das estratégias dessa aproximação com a comunidade para que possamos receber ideias, sugestões, problemas ou possíveis soluções para que possamos estar atuando mais pontualmente no município. Se analisarmos o conceito de polícia na cidade de janeiro pra agora, mudou completamente porque nosso serviço está sendo feito paulatinamente ao lado do cidadão. Afinal de contas a comunidade é fiscalizadora de nosso serviço”.




Capa da edição 136 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 136 do Jornal Pires Rural, 16/08/2013 - www.dospires.com.br]




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

GTA Eletrônica: produtor paulista já aderiu ao Sistema Gedave.

51% do total das guias de trânsito animal emitidas em São Paulo são emitidas pelo produtor rural.

Relatório emitido pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento mostra que a emissão da guia de trânsito animal eletrônica (e-GTA) já faz parte da rotina dos produtores rurais do estado de São Paulo.
No primeiro mês de emissão pelo sistema (janeiro), o produtor paulista respondeu por apenas 14% (5.289) do total das guias de trânsito animal emitidas, um número bem diferente do último mês analisado pelo sistema (agosto) em que 51% (22.156) foram emitidas pelo produtor.
Na totalização, o relatório mostra que de janeiro a agosto deste ano, foram emitidas 318.813 guias de trânsito animal pelo Sistema Gedave. Desse total, 54% (172.189) foram emitidas pelo serviço veterinário oficial; 36% (115.176) pelo usuário externo vinculados nas atividades produtivas das propriedades rurais (o produtor); e 10% (31.448) pelos médicos veterinários da iniciativa privada habilitados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a emitir GTA de animais egressos de eventos de concentração de animais.
Das guias emitidas no período 96.829 tiveram destino para abate; 170.838 para engorda; e 51.146 para outras finalidades.
O Sistema informatizado GEDAVE – Gestão de Defesa Animal e Vegetal, desenvolvido pela Secretaria em parceria com a Prodesp e lançado pelo governador Geraldo Alckmin, em evento realizado na sede da Defesa Agropecuária em 11 de dezembro passado. É acessado através do site www.defesaagropecuaria.sp.gov.br

Borboletas fora de série

Xenophanes_trixus

Gerrie Schrik desde os seis anos de idade foi motivada pela mãe fotógrafa a ter similaridade com o olhar fotográfico e a curiosidade pela natureza. Gerrie é natural da Holanda e atualmente reside no bairro dos Pires, sendo professora de idiomas. Recentemente em sua residência começou a fotografar as borboletas que viviam a sua volta, com isso foi aumentando sua curiosidade nas centenas de características que diferem umas espécies das outras. Com essa curiosidade aguçada, Gerrie foi à busca de informações, pois as borboletas fotografadas já passavam de 5.000 fotos, foi aí que conheceu o biólogo e pesquisador da UNICAMP, André Freitas.
“Em minhas cavalgadas comecei a reparar nas borboletas e teve uma hora que percebi que elas estavam morando em minha casa. Aqui é um lugar bem úmido, tem uma vegetação bastante diversificada e nunca usei nenhum veneno, sempre tento fazer um combate natural. Agora que sei que é um abrigo bom para elas eu faço a limpeza do jardim por etapas deixando espaços para as lagartas, borboletas e outros insetos se refugiarem. Já tenho umas 100 espécies registradas”, disse Gerrie.

A borboleta transparente Maclungia_cyno

Não encontrando nenhum livro sobre o assunto, a professora foi em busca de informações pela internet, visualizando informações de borboletas tropicais em alguns sites americanos e ingleses até que descobriu no Brasil o pesquisador André Victor Lucci Freitas, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). André tem atuado na área de Ecologia, Sistemática e Evolução de Lepidóptera (borboleta e mariposa), trabalhando principalmente com os temas borboletas, conservação, taxonomia, imaturos e sistemática filogenética. “Teve um tipo de borboleta que encontrei na cor marrom escura e outra no marrom claro, pensei; é outra espécie, será que desbotou, talvez, não sabia. Fui descobrir que era fêmea e macho”, comentou Gerrie que se considera uma curiosa que gosta de observar, fuçar e inventar.
Ela enviou um email para o pesquisador e agendou um encontro na UNICAMP onde levou suas fotos para saber quais espécies de borboletas havia clicado. “Para minha surpresa o email foi respondido no mesmo dia. Aí peguei meu computador cheio de borboletas e levei para ele analisar”, continuando, “o André achou muito legal pelo fato que tem muitas espécies que os biólogos não têm quase nenhuma informação. Aqui pode ser uma área de interesse, é provável que venha alguns alunos até o final do ano e quem sabe encontrar algo diferente e essa informação ser compartilhada”. 

Morpho_helenos

Para Gerrie a informação chegar até outras pessoas, passando pela comunidade local, é o que a deixa mais entusiasmada em continuar suas fotos e a pesquisar, sua pretensão é lançar um livro em forma de catálogo, que tenha um conteúdo didático para servir de aprendizado para a preservação da fauna e flora na região do bairro dos Pires.

Reprodução das borboletas
Na maturidade sexual os machos procuram as fêmeas para se acasalarem. A fecundação do ovo ocorre segundo antes da oviposição, quando a fêmea comprime a bolsa com o esperma. Na natureza a fêmea chega a botar cerca de 100 ovos, quando esses ovos eclodem pequenas lagartas vão se desenvolvendo até chegarem novamente à fase de pupa. As lagartas de Lepidópteros (borboleta e mariposa) apresentam cabeça e patas visíveis. Apresentam no tórax os 3 pares de patas verdadeiras e no abdome 1,2 ou 4 pares de falsas patas, ou pseudopatas.



Capa da edição 135 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 135 do Jornal Pires Rural, 06/08/2013 - www.dospires.com.br]


Prefeitura emite cobrança de IPTU de chácaras de recreio


A prefeitura Municipal de Limeira emitiu cobrança de Imposto Predial Territorial Urbano IPTU, de imóvel rural, parcelamento irregular do solo, com associação formada, processo de regularização registrado na prefeitura. Trata-se do imóvel de inscrição 1717.001.000, bairro dos Pires, com dívida que atinge o valor de R$ 178.995,78. O pedido da associação para cancelamento do IPTU do exercício de 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012 do imóvel citado foi indeferido no mês de junho de 2013.
Pedimos esclarecimento da Secretaria de Planejamento sobre a justificativa da Prefeitura Municipal de Limeira na cobrança de IPTU de parcelamento irregular do solo na área rural de Limeira. Em específico, o imóvel em questão. A Secretaria de Planejamento não se manifestou sobre o assunto. 
Já o Departamento Tributário enviou a seguinte notificação como resposta: " A questão envolvendo o Parcelamento, uso e ocupação do solo no município, disciplinado pela L.C. 212/1999 e suas alterações posteriores, sendo a última a L.C. 442/2009, não é de competência da Secretaria da Fazenda responder; quanto ao parcelamento do IPTU (Tributo), o mesmo encontra respaldo legal no artigo 15 da Lei 1890/83 (Chácara de Recreio) e Artigo 219 (Parcelamento de Tributos), da Lei 1890/93".  



Capa da edição 135 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 135 do Jornal Pires Rural, 06/08/2013 - www.dospires.com.br]

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