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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Com audiência pública Polícia Militar quer se aproximar da população

Participantes da audiência pública fazem perguntas aos soldados da PM

Foi realizado no dia 15/08, na sede do SICOMERCIO, em Limeira, a audiência pública da Polícia Militar do Estado de São Paulo através do 36º Batalhão de Polícia Militar do Interior, comandado pelo tenente coronel PM Humberto Gouvêa Figueiredo.
Na oportunidade, o comando da PM informou que seus objetivos permanentes são exercer as atividades de Polícia ostensiva, preservação da ordem pública e da defesa civil. Agir diuturnamente encarregada de prover a população de segurança dando as garantias necessárias para a sua tranquila convivência social. Ampliar e manter o crédito de confiabilidade que a população deposita tradicionalmente na Polícia Militar do Estado de São Paulo, integrar-se a comunidade para dela conhecer e torna-se conhecida diagnosticando seus anseios e necessidades reais.


Vereador Dr. Júlio César Pereira dos Santos (DEM)

A audiência pública foi dividida em 3 módulos; apresentação das estatísticas, medidas preventivas de segurança e abertura da palavra aos presentes. O objetivo da audiência é a prestação de contas dos trabalhos realizados e aproximar a PM da população, sendo que esta ação é parte integrante da Política de Doutrinas da Polícia Comunitária, utilizada atualmente pela corporação no Estado de São Paulo.
Na exposição, teve a frente dos trabalhos o 1º tenente PM Porcídio da Silva Neto, comandante interino da 1ª Cia PM e o capitão PM Luiz Enrique de Souza Ikeda, comandante 5ª Cia PM. Segundo relatos os delitos são apurados diariamente para saber onde há maior incidência de crimes, quais são e horários que estão sendo praticado, com isso elaborar um “placar criminal” para mensurar o policiamento ostensivo fardado. Os gráficos mostrados tiveram parâmetros os anos de 2011, 2012 e 2013 na cidade de Limeira. “O crime de furto teve uma crescente, porém estamos trabalhando forte para esse número diminuir. É um crime de ocasião e difícil prevenção. Queixas de furtos de celulares e documentos contribuem para aumento nos números”, salientou tenente Porcídio. Capitão Ikeda fez um pedido a população dizendo que “não temos condições de estar em todos os lugares ou saber de todas as festas. Pedimos sempre que o cidadão faça uma denuncia consciente pelo 190, aí a PM vai agir pontualmente nesses locais para trazer sossego para a comunidade”.


Presidente da Câmara, vereador Ronei Costa Martins (PT)

Pelo Legislativo, participaram da audiência o Presidente da Câmara, Ronei Costa Martins (PT), vereador Aloízio Marinho de Andrade (PT) e vereador Dr. Júlio César Pereira dos Santos (DEM). Ronei questionou os comandantes quanto ao fato da transferência para a cidade de Piracicaba o atendimento da PM pelo telefone 190, relatando ainda que essa reclamação é comunicada pela população aos outros vereadores. Capitão Ikeda respondeu que o COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) onde é feito o atendimento da chamada 190 não irá voltar para Limeira. “Quando o atendimento foi transferido para Piracicaba foi justamente para poder utilizar todas as ferramentas de inteligência que a PM dispõe. Hoje é possível localizar uma patrulha da PM sem precisar que o soldado diga onde está. Nosso sistema de localização carrega em 10 segundos o posicionamento das viaturas, só para exemplificar os aparelhos comuns levam 3 minutos. A tecnologia digital que está sendo empregada é possível fazer a comunicação, via rádio, com toda a região sem a interferência de pessoas estranhas. O que nós precisamos e está sendo feito é que pessoas bem treinadas possam atender a população, porque o atendente não precisa saber onde fica a rua Boa Morte e Limeira, quem precisa saber isso é o policial que está na viatura e irá atender esse chamado. A mudança do 190 é uma estratégica da política de governo do Estado de São Paulo” enfatizou o capitão.



Placar Criminal

 Dr. Júlio César perguntou aos policiais qual é a estratégia que a PM tem no sentido de melhorar a imagem da instituição com a comunidade. A resposta veio pelo capitão Ikeda dizendo que “a audiência pública é uma das estratégias dessa aproximação com a comunidade para que possamos receber ideias, sugestões, problemas ou possíveis soluções para que possamos estar atuando mais pontualmente no município. Se analisarmos o conceito de polícia na cidade de janeiro pra agora, mudou completamente porque nosso serviço está sendo feito paulatinamente ao lado do cidadão. Afinal de contas a comunidade é fiscalizadora de nosso serviço”.




Capa da edição 136 do Jornal Pires Rural


[Matéria publicada originalmente na edição 136 do Jornal Pires Rural, 16/08/2013 - www.dospires.com.br]




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