Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

domingo, 29 de março de 2015

Empresas e o terceiro setor

No ramo corporativo, os grandes sempre influenciaram os pequenos. Há um bom tempo paira um consenso, das grandes empresas, de que é preciso ajudar aos mais carentes através  de uma maneira mais eficaz, do que a pratica assistencialista e filantrópica.
Produzir lucros, empregar pessoas e pagar impostos não são mais suficientes para as empresas serem bem aceitas no mercado. O aumento da competição e dos níveis de exigências dos funcionários, clientes e consumidores provocou no cenário corporativo um quadro mais desafiador.

Os bons negócios estão introduzindo a responsabilidade social corporativa para se tornarem sustentáveis. O coração da sustentabilidade nos negócios se apóia em três quesitos:desenvolvimento social, responsabilidade ambiental e viabilidade das empresas. Para alguns, todos esses temas podem parecer bixos-de-sete cabeças, mas que na realidade são termos aplicados para desenvolver ações em setores da sociedade de que o apenas governo federal, estadual e municipal não tem mais condições estruturais para tomar conta, ou seja, fugiu de seu controle.
Agora, está na mão da sociedade tomar conta dela própria. Nessas condições, surge o terceiro setor. Basicamente, o primeiro setor é o governo e repartições públicas o segundo setor compreende as empresas privadas e o terceiro setor, citado acima, são organizações criadas para prestar serviços ao público em áreas como: saúde, educação, cultura, direito civis, moradias, proteção ao meio ambiente e desenvolvimento de pessoal. Portanto essas organizações do terceiro setor, de natureza privada e finalidade pública, miram o ser humano e a sua dimensão sociocultural. É nesse popnto que as engrenagem dos setores tem que se encaixarem. Aquilo que deveria ser papel do primeiro setor fazer, por infinitos motivos, coube ao terceiro setor dar seqüência com recursos financeiros e voluntários do segundo setor.


Produzir lucros, empregar pessoas e pagar impostos não são mais suficientes para as empresas serem bem aceitas no mercado


Está responsabilidade social que estamos falando não é uma tarefa fácil, é preciso um certo dom, paciência, viver de fé e muito profissionalismo além de respeito ao próximo. Por isso o comprometimento de empresas do segundo setor é primordial para o desenvolvimento da sociedade através das organizações dar o suporte a proteção do meio ambiente ou o desenvolvimento de uma comunidade carente por exemplo. Alis, exemplos é o que não faltam, são projetos musicais como o Olodum na Bahia e o Afroreggae no Rio de Janeiro, ou um curso profissionalizante de confeiteiro para jovens recrutados da periferia de São Paulo. São projetos desenvolvidos pelas organizações em conjunto com empresas ou governo.
Já é um assunto divulgado mas vale lembrar que o caminho para a saída da pobreza passa pelo envolvimento das pequenas e medias empresas, reponsaveis por 41% dos empregos com carteiras assinadas gerados no Brasil, segundo dados do Sebrae. Se por um lado falta a esses pequenos poder de influenciar governos, obter condições mais vantajosas de produção por outro sobra entendimento da cultura local, onde estão instalados, e os torna mais aptos a medir riscos e avaliar assuntos pertinentes a região em que se inserem. É evidente que os pequenos negócios podem se tornar referência difundindo praticas sociais e obtendo um efeito dominó entre seus pares.
É um assunto muito amplo, não se esgota e esta sempre em evolução. Nossa missão aqui é trazer para o debate e conhecimento da sociedade como é abordado e desenvolvido esse assunto em nosso bairro, na nossa cidade e outras partes do planeta.
Mas é muito bom saber que envolver a sociedade e trazer melhoria essências para a vida de cada um não é bicho-de-sete-cabeças, mas pode ser sete cabeças tentando achar soluções para matar a fome, o desemprego, desmatamento, falta de moradia oferecendo oportunidades para uma vida digna e confortável que todo merecem.
As pequeans e médias empresas, assim como as grandes fazem, devem pensar estrategicamente como usar a responsabilidade social para beneficio próprio sendo uma empresa cidadã. Investir em projetos de organizações que cuidam do social é saber que no final das contas e no longo prazo, significa lucros maiores. Pense nisso e aguarde o próximo artigo.


Matéria publicada originalmente na edição 34 do Jornal Pires Rural, 29/01/2007 - www.dospires.com.br]

Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Logo

Logo
Um Jornal a serviço da comunidade