Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

terça-feira, 21 de abril de 2015

Adega Forner

Descendentes de família de italianos produtores de cachaça Clayton Forner manteve a tradição desde que se instalou nas margens da rodovia Limeira-Mogi em 1983.
Clayton recorda-se do tempo em que seu pai “lambicava” de dia e seus tios à noite, isto é, destilavam a pinga. “A cana passava pelo picador, facilitando a extração do caldo. Extraia-se o caldo mandava direto para as dornas de fermentação, esse processo durava 24 horas. No dia seguinte o caldo ia ser destilado, onde deixavam em torneis de 80 mil litros” explica Forner. O nome da aguardente era Caninha Guaiqui-Cana, em referência ao nome das terras da redondeza ter o singelo apelido de “Guaiquica” (espécies de ratos que viviam no local).
Por volta de 1985, no engenho as margens da rodovia, o movimento de clientes começou a aumentar e dar segurança para um expansão do alambique, como explica Clayton “compramos três ternos de moenda hidráulica, uma caldeira de 90 m de altura e a produção aumento dos 150 litros/ hora para 900 litros/hora. Também compramos quatro tonéis de 25 e 30 mil litros”. Os tonéis são feitos por um tanoeiro com vigotas de 6 cm de espessura usando a madeira Jequitibá rosa. “É uma madeira dura, que não filtra, não dá vazamento e também não passa cor para a pinga, deixando ela “branquinha”. Para s pingas amarelinhas tenho cartolas de carvalho, que armazenavam malte de whisky na época de meus avós. Messes barris de 150 litros cada deixo a cachaça descansar por 5 anos, tenho uma perca de 30%, pela madeira absorver um pouco o liquido. Fica uma pinga macia, gostosa de beber, com leve sabor do malte e cor amarelada” descreve.


Fachada da empresa nas margens da rodovia Limeira-Mogi.

Durante 20 anos a adega Forner destilou o seu próprio aguardente, mas por alguns remanejo de investimentos, há 4 anos venderam a destilaria. “Procurei por vários engenhos aquela caninha que era mais próxima da produzida por nós, para não ter muita diferença no sabor. Hoje compro a pinga podendo exigir mais da qualidade do produto” declara o proprietário.


Clayton Forner Descendente de família de italianos produtores de cachaça mantem a tradição.


Com o passar do tempo à adega foi diversificando sua produção, acrescentando as pingas com sabores como canela, maçã, abacaxi, ao todo são 10 tipos. “Continuo a produzir as pingas com sabores, amarela, envelhecida. Também produzo “Campari”, Gim, “St Remy”, Whisky, Vodca, “Martini”. Temos 25 tipos de licores, 20 tipos de batidas como a “Amarula” que é a mais vendida, tem Açaí. São batidas cremosas feitas com leite condensado, produção caseiras sem conservantes e acidulantes do tipo. Também vendemos o vinho que compro direto do Sul, excelente produto, que só se encontra aqui porque vem a granel. Além de algumas guloseimas como rapadura, doces em compota, lingüiça caseira e queijos. Convido vocês para virem aqui provar nossos produtos, tudo o que tem aqui pode ser comprovado para sentir a qualidade e escolher pelo melhor produto”, finaliza Clayton Forner.




Matéria publicada originalmente na edição 35 Jornal Pires Rural, 20/02/2007-www.dospires.com.br]

Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

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