Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mania de Viver

Hoje 10% da população brasileira é idosa. O comportamento do idoso mudou e o que foi nomeado como terceira idade. Para fazer juz ao título a pessoa que passou dos 65 anos de idade tem que produzir e acompanhar o que a vida moderna oferece para o “ idoso moderno” . Uma combinação considerada um tanto esquisita, como pode o idoso ser considerado moderno?
Até então a sociedade colocou o homem/mulher aposentado de lado, como se o tempo de vida útil estivesse condenado ao tempo de produção no mercado de trabalho e por outro lado os mesmos provaram para a sociedade jovem que é impossível produzir e continuar pertencendo ao mesmo ciclo de vida.
Para manter-se ativos, essa grande parcela da nossa população não perde a mania de viver-bem. Se manter ativo significa exercitar o corpo e a mente. Essas gerações que nos fizeram mudar o conceito de que o idoso conta histórias para as crianças e fica em casa assistindo tv na poltrona já caiu por terra.
Os idosos ainda sustentam muitas famílias, trabalham, estudam, priorizam o lazer e a cultura influenciando em muito as políticas públicas que cuidam doa direitos do idoso.
Com respeito a essa geração que muito tem nos ensinado ao longo dos tempos, estamos dando espaço para aqueles que tem MANIA DE VIVER.

Dona Luzia Delgado, 71, esposa, mãe, avó, nasceu na zona rural, estudou, fez supletivo, curso de enfermagem e hoje trabalha na banca de revistas da filha. Lê muito, conhece muitas  pessoas e mantém as amizades, nas horas vagas faz artesanato de crochê.
O fato dos filhos terem se casado e o marido trabalhar não convenceu D. Luzia ficar em casa, isolada. Foi trabalhar com a filha, acolhida pela família no negócio como alguém perfeitamente capaz de executar a função para a qual foi nomeada.

Dona Luzia Delgado, 71, esposa, mãe, avó, está diante de tantas atividades entre elas o mercado de trabalho

Suas atividades não param por ai, ela faz trabalhos de crochê, os mais diversos, desde que o médico recomendou que não costurasse mais. Desde então participou de feiras na região devido a alta produção.

Diante de tantas atividades D. Luzia acredita que se fosse organizada uma cooperativa no município daria oportunidade para outras pessoas que podem comercializar a sua produção de crochê e das demais pessoas que produzem artesanato.

Matéria publicada originalmente na edição 35 Jornal Pires Rural, 20/02/2007-www.dospires.com.br]

Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

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