Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Como está a bacia do ribeirão Tatu, Cordeirópolis




O coordenador da Coordenadoria para Assuntos de Ecologia da prefeitura de Cordeirópolis, Marcos R. Souza Barbosa nos recebeu no dia 31/07 mesmo tendo entregue o cargo à disposição do município. Conversamos sobre a bacia do ribeirão Tatu e a possível “despoluição”. Marcos concorda em deixar de despejar esgoto e efluentes no rio para haver uma depuração e conseqüente revitalização. Cordeirópolis tem 100% do esgoto coletado e lançado nos córregos que são afluentes do ribeirão in natura, não passa por nenhum tipo de tratamento. O projeto de saneamento foi elaborado, apresentado para a CETESB e está no SAAE, o objetivo é captar o esgoto para tratamento e lançamento pós-tratamento.
“A coordenadoria trabalhou no diagnóstico geral do município, avaliou todas as interferências, apresentou os problemas e soluções para as questões ambientais. Há um ano e meio a pós-graduanda Fernanda Peruchi realizou um estudo da bacia do Tatu em parceria com a coordenadoria (colaborou com a logística) para avaliar a degradação das nascentes. “Propomos um diagnóstico com ênfase na qualidade das águas superficiais subterrâneas.O resultado é de que grande parte das nascentes da bacia estão degradadas, esse diagnóstico pode favorecer o plano diretor, mas a exploração de argila e do cultivo de cana-de-açúcar tem que ser levado em consideração”, afirma Marcos.
Cordeirópolis tem um divisor de águas que corresponde somente ao município, todas as bacias estão localizadas territorialmente no município. Portanto, a gestão pública acaba se “responsabilizando” por todas as nascentes dos ribeirões os quais lhe pertencem.
Os resíduos sólidos
“Os resíduos sólidos interferem diretamente na microbacia do Tatu. A coordenadoria diagnosticou todos os personagens como quem gera, enterra, descarta os resíduos nos rios e apresentamos a proposta de resíduos sólidos urbanos de uma usina de processamento de reciclagem para transformar o entulho em matéria para construção civil, pavimentação de área rural”, conta Marcos.
Trabalho conjunto entre a coordenadoria de Cordeirópolis e Secretaria do meio ambiente de Limeira
Segundo Marcos, não existe um trabalho efetivo em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente de Limeira para a bacia do Tatu. “Limeira realiza seus trabalhos e nós os nossos, isolados. Houve tentativa de aproximação para estreitar a relação entre departamentos na preservação do rio, mas oficialmente não existe nada. Hoje, um trabalho na área de degradação de nascentes, recomposição de mata ciliar, seria interessante se realizado em conjunto, porque o município de Limeira tem uma estrutura maior, e qualquer ajuda seria bem vinda”, afirma .
Captação de recursos junto ao Consórcio das Microbacias Hidrográficas
“A coordenadoria passou obrigatoriamente por um processo de estruturação, com uma única pessoa, eu. Agora temos estagiários e conseguimos fazer alguns diagnósticos, estamos atrasados. Esse trabalho de captação de recursos demanda envolvimento maior com estrutura e participação no processo do Comitê. Uma só pessoa não poderia dar conta de administrar todos os problemas pontuais de arborização do município, reciclagem e recursos hídricos, mais a estruturação da coordenadoria”, afirma.
Realizações

“Fizemos o diagnóstico preliminar da nascente (Tatu) do bairro Barro Preto, com investimento do município. O objetivo é abrir discussões com empresários do setor rural e cerâmica, mas ainda não aconteceu por entraves políticos, burocráticos e interesses”, afirma.  



Matéria publicada originalmente na edição 46 Jornal Pires Rural, 15/08/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Caminho da Fé

O caminho da Fé, idealizado por Almiro Grings é de aproximadamente 400 km, saindo de Tambaú, SP até o Santuário de Aparecida, SP, atravessando a serra da Mantiqueira no sul de Minas Gerais por estradas vicinais de terra, trilhas, bosques, pastagens e asfalto. O objetivo é proporcionar às pessoas momentos de reflexão e fé, saúde física e psicológica através do exercício da caminhada, integração do homem com a natureza.
O caminho envolve 19 municípios e 4 distritos com pontos de apoio. São necessários aproximadamente 16 dias, fazendo uma média de 25 km/dia para percorrer todo o Caminho. Durante todo o trajeto, o peregrino se hospeda em pousadas credenciadas pela Associação de Amigos da Fé, que oferece a credencial do peregrino cadastrado (carimbado pelos pontos de apoio para na Basílica receber o certificado de participação como Peregrino no Caminho da Fé). Aos municípios por onde passa à rota, a meta é propiciar maior integração regional, desenvolvimento sustentável com geração de novos empregos e oportunidades.
Adilson Ruy sempre foi devoto de Nossa Senhora Aparecida, sua mãe Ignez Campos Ruy, devota fervorosa, mãe de três filhos suplicava em nome dos filhos para que a Santa rogasse pela saúde dos mesmos e que os livrasse da Paralisia Infantil. Seus filhos foram abençoados e Adilson aprendeu com a graça recebida agradecer todos os dias de sua vida.
Já havia participado duas vezes de romaria até Aparecida com a Comunidade do Divino Espírito Santo. O hábito de caminhar sozinho nos finais de semana o levou a lançar um desafio para si próprio, percorrer o caminho da Fé com o objetivo de assistir a missa do Santo Papa Bento XVI na Basílica de Nossa Senhora Aparecida no dia 13 de maio/07.
“Para percorrer o Caminho da Fé, é preciso ter resistência física, eu caminhava 15 km por dia nos finais de semana. A fé não é o suficiente, tampouco o entusiasmo. As paisagens arejam a mente, acalma, mas é repetitivo. Você dorme e acorda pensando em caminhar, a chegada só depende de você, mais ninguém. Sozinho, o desafio é não saber o que encontraremos pela frente, é preciso determinação e coragem”, conta Adilson.
Com uma bagagem pesando 7k, a camiseta identificando: de Tambaú à Aparecida ao encontro de Bento XVI (cuidado da esposa Elide Poletti Ruy), Adilson percorreu um dos caminhos mais importantes de sua vida, reavaliou, superou limites e desafios, conheceu pessoas, foi acolhido, encontrou paz espiritual, sofreu mudanças de valores, rezou por si e pelos outros, sentiu dores, ajudou o próximo e passou a acreditar muito mais nos homens perante Deus.
A própria companhia
“Caminhar 24 km sem encontrar alguém. Ouvindo o canto dos pássaros, o vento, os animais na estrada. É a hora do questionamento. Foi um dos trajetos onde encontrei maior fortalecimento, é você com você mesmo, essa é a diferença do Caminho da Fé sozinho”, afirma.


Acolhimento
Por onde passou Adilson foi acolhido, nas residências como ponto de apoio as famílias simples oferecem o que têm de melhor e dispensam toda atenção para o peregrino como convidado de honra. Na estrada os agricultores gritam seus nomes para que os peregrinos rezem pelos mesmos. “Fui bem recebido em todos os pontos de apoio por onde passei, recebido como um membro da família. Na casa de Dona Ditinha, a família estava de luto, a filha acabara de dar à luz (solteira), a família mesmo passando por uma série de problemas me recebeu com muito carinho. Cheguei à noite noutra residência (ponto de apoio) e a dona da casa não estava esperando peregrinos e não tinha comida suficiente para todos, então a dona da casa nos deu a chave do carro para irmos até a cidade comprar comida”, conta.  
Encontros marcados pela Fé
Adilson encontrou vários peregrinos pelo caminho como três casais e um Senhor de 62 anos de idade, todos com a experiência do Caminho de Santiago de Compostela, Espanha, os quais revelaram que o caminho de Santiago “é um museu a céu aberto, com suas arquiteturas milenares”, já no caminho da Fé a natureza tem um papel muito mais importante. Mas o jovem Eduardo foi o companheiro que percorreu grande parte do percurso. “Uma pessoa que está acostumada a praticar esportes, a correr, e passou por muitas dificuldades físicas, dor mesmo. Deus me protegeu, eu não tive dor. Desde o início ficou claro que o meu sofrimento era suportável e eu tinha dificuldades que podiam ser superadas e foi. Muitas vezes eles queriam desistir por estarem muito machucados, e o meu papel era de ajudá-los a superar a dor e ter fé, mas muitas vezes a ansiedade de atingir o objetivo (chegada) pode nos atrapalhar”, conta.
Súplica


Em Topos do Mogi (início do Rio Mogi), uma região marcada por subidas e descidas íngremes (a 22 km do próximo município, 4 km de caminhada), o Eduardo estava precisando se apoiar muito para poder caminhar e muito comprometido pelos ferimentos, toda aquela situação estava me envolvendo muito porque eu queria fazer algo que pudesse ajudá-lo a superar e seguir, era importante para mim que ele também conseguisse atingir o seu objetivo. Foi naquele momento que eu entrei na igreja e foi muito forte, pedi para que Nossa Senhora “carregasse” o Eduardo porque aquele trecho seria um dos lugares mais bonitos do Caminho. Quando eu saí da igreja eu não o encontrei. Ele havia conseguido andar novamente mesmo machucado. Quando eu o encontrei ele me falou: “Alguma coisa aconteceu quando você estava na igreja”, conta emocionado.
A chegada

“Eu não sabia se chorava, agradecia. A sensação de ter atingido o objetivo depois de meses de planejamento e poder assistir a celebração de Sua Santidade o Papa e estar no mesmo local é uma sensação inexplicável. Cada vez mais eu tenho certeza de que os desafios que ocorrem na minha vida seja no trabalho, na família, na vida pessoal, eu vou enfrentar, porque viver é um desafio e temos que estar preparados pra isso. As imagens do Caminho da Fé se fazem presentes todos os dias, porque todos os dias um peregrino está acordando para andar. Todo o trajeto do Caminho teve um forte significado de conceitos na minha vida. Hoje eu enfrento as dificuldades diárias com muito mais coragem, menos ansiedade, e muita ponderação do que realmente vale a pena pra mim.” conclui. 


Matéria publicada originalmente na edição 46 Jornal Pires Rural, 15/06/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

LIBERTADORES DO RISO



Jornal Pires rural: É difícil fazer rir?
Celso Ruy: Nem tanto, todos falam que o hospital é um lugar frio, as pessoas estão doentes e ficam sujeitas a não rir. Mas o Libertadores do Riso consegue fazer com que os pacientes hospitalizados sorriam. Tem clown que prefere atuar com idosos e ou crianças, mas como nada é premeditado na apresentação, o riso acontece naturalmente.

Jornal Pires Rural: Todos que se inscrevem para o curso de Clown chegam até a atuação?
Celso Ruy: O curso existe para que o voluntário possa constatar se ele realmente quer ser um clown. A turma que se formou hoje começou com 30 candidatos inscritos e apenas 14 se formaram e iniciarão suas atuações.

Jornal Pires Rural: Qual é a maior dificuldade?
Celso Ruy: A pessoa tem dificuldades de se expor. O curso explora o “ridículo” da pessoa, funciona como uma seleção natural. Por isso abrimos no máximo 30 vagas, porque temos a estimativa de que apenas 15 (em média) permanecerão com o grupo.

Jornal Pires Rural: Qual é a meta de trabalho depois de 10 anos de atuação na Santa Casa de Misericórdia em Limeira?

Celso Ruy: Com a formação desse novo grupo, queremos aumentar o número de dias de atendimento na Santa Casa. Hoje os atendimentos são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras. Vamos realizar o trabalho todos os dias da semana.  


Matéria publicada originalmente na edição 45 Jornal Pires Rural, 31/07/2007-www.dospires.com.br]
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Escassez de água na área rural de Cordeirópolis




Abundância de água é fator determinante para a agricultura, principalmente se a propriedade deseja tornar-se auto-sustentável. Novas técnicas para o aproveitamento da água pela planta e a racionalização de seu uso estão sendo estudadas, como a técnica de gotejamento. Bem vindas são as alternativas para driblar a escassez de água nas propriedades, colaborar com o meio ambiente e economizar no bolso. Talvez se optar por um sistema de irrigação vale, o melhor investimento seria encontrar soluções como o uso de gel que segura a umidade na planta por dias, dispensando o uso diário de água.
A ciência e os institutos de pesquisa (EMBRAPA, IAC, etc.) estão aí para facilitar a vida no campo. Basta que o agricultor entre em contato com a realidade desses institutos e que eles possam se tornar cada vez mais parceiros do produtor rural, tanto na assistência técnica quanto no desenvolvimento das propriedades para gerar o lucro, possibilitando assim trabalho e vida digna aos proprietários.
Hoje, infelizmente, água em abundância não é realidade no bairro de Cascalho. O Jornal Pires Rural na edição n° 44, mostrou o exemplo do produtor Miguel Bertanha, do sítio São Miguel, que com sua produção de orgânicos certificada há pouco tempo, reclama da falta de água em sua região. Isso dificulta a ampliação e diversificação de culturas cultivadas. Vizinho do sitio São Miguel está Eliane Bertanha, agricultora que cultiva mudas de abacate. Consciente de sua situação, morar em uma região geologicamente “ruim” de água, ela diz “utilizamos pouca água, por isso dá para suprir a produção de mudas e abastecer a casa. Mas se tivesse água à vontade, trabalharíamos melhor. Para mudar isso é complicado. Água da cidade, tratada, é cara e não chega até aqui. Para fazer um poço artesiano os geólogos falam que tem que ser profundo e o investimento é muito alto pelo retorno”.

Para entender um pouco mais como funciona o sistema de abastecimento de água para a população de Cordeirópolis entrevistamos o presidente do SAAE – Cordeirópolis, o Sr. Luiz Carlos da Silva, que discorreu sobre a ação judicial da promotoria pública para o cancelamento no abastecimento de água no bairro rural de Cascalho e a solução encontrada para servir o bairro com água potável e sobre a futura represa a ser construída para motivar novos investimentos empresariais na cidade.

Entrevista com o presidente do SAAE – Cordeirópolis
Alguns produtores rurais de Cascalho não têm água suficiente para o cultivo de suas lavouras, o SAAE pode mudar esse quadro?
Luiz Carlos da Silva - Nós fornecemos água sem tratamento para algumas partes do bairro, e isso causou problemas com a justiça, pois não podemos fornecer água dessa maneira. Foi pensado sobre a construção de 3 poços artesianos para suprir a falta de água. A finalidade desses poços não é para atender a agricultura, é para o uso doméstico. Vamos instalar o poço, fazer a distribuição, hidrometrar, fazendo o tratamento, e o custo vai ser praticamente igual ao da cidade. Talvez seja inviável para usar na agricultura. Sabemos da realidade de cada um, e que usam sua fonte própria de água como poço e represa. O SAAE não tem condição de atender essa demanda para a agricultura.

Como o produtor pode solucionar isso?
Estamos trabalhando para levar até ele água tratada. Inclusive o fornecimento de água para Cascalho no momento é péssimo para a saúde. Temos um processo do promotor por conta disso, ele queria que parássemos o fornecimento.

É um castigo a represa estar lá e eles não usufruírem dela?
É uma cultura que se criou. Na verdade a represa é um recurso natural para o município de Cordeirópolis. Antigamente ela abastecia Limeira. Qualquer ponto que formos captar água vai ser para uso do município. Estamos elaborando o projeto para uma nova captação. Na região da fazenda Santa Maria é a mesma bacia da represa de Cascalho. Qualquer lugar em que for captar água vai ser para uso da cidade. Veja só Limeira, que capta água do ribeirão do Pinhal cuja bacia fica na cidade de Cordeirópolis. Isso é uma visão equivocada, pois é fonte de recurso natural para o município. E mesmo que for de um município a outro, vejo a água como uma reserva para a humanidade. Existe uma preocupação com Cascalho, mas uma preocupação como Cordeirópolis.

Como funcionarão os poços?
Serão três regiões. Um próximo à represa de Cascalho, outro perto da rodovia Anhanguera e outro próximo do cruzamento da rodovia Bandeirantes com a estrada de Cascalho. Cada poço terá uma central de distribuição com uma casa de química para controle e coleta de água. Daremos toda a condição de potabilidade para a água que vai ser distribuída para as casas. Adotaremos hidrômetros e será desativada a bomba da represa que abastece Cascalho hoje. Será beneficiado todo o núcleo urbanizado de Cascalho. Mas não beneficiará para o uso na agricultura, vamos limitar o uso.


Qual é o prazo para a instalação desses poços?

Estamos com os processos autorizados pelo DAEE já com outorga. Também estamos tentando recursos junto ao governo federal. Um dos poços está prestes a ser licitado para a construção numa área do município próximo à represa. 



Matéria publicada originalmente na edição 45 Jornal Pires Rural, 31/07/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
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Assim começa uma Festa Regional...




Sônia Gazoto queria fazer uma festa junina na Rua Pedro Hereman, para amigos e vizinhos, e, há quinze anos realiza as festas anualmente. Há cinco anos atrás com a chegada de um novo vizinho, José Jorge dos Santos, o Arraiá da Pedro Hereman tomou fôlego e maior organização. No ano passado perceberam que o público aumentou muito e neste ano a festa atraiu 5000 pessoas com a organização de um grupo maior, incluindo Amós Nogueira, Simone Gazoto, Dolores dos Santos, Osmar Cardoso e  esposa, e Adauri da Silva.



Os pratos típicos doados pelos moradores deram lugar a barracas terceirizadas e o investimento da estrutura para a festa continua acontecendo nos próximos anos, sem perder a tradição.

“Hoje o Arraiá da Pedro Hereman atende todos aqueles que valorizam a festa junina de rua. A festa é referência porque Engenheiro Coelho não tem mais a festa de São Pedro na rua. Hoje, a festa tomou uma proporção que nós perdemos o domínio, o domínio já é do público, não podemos mais parar de organizar essa festa”, afirma José Jorge.

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Matéria publicada originalmente na edição 45 Jornal Pires Rural, 31/07/2007-www.dospires.com.br]
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Produtores de laranja renovam pomares



Objetivo é aumentar produtividade, com mais 40 milhões de mudas
ELIZABETH OLIVEIRA
DO JORNAL DO COMMERCIO



Em busca de aumento da produtividade por hectare, uma alternativa de enfrentamento à alta dos custos para manter as lavouras diante da contínua desvalorização do dólar frente ao real, produtores de laranja estão renovando os seus pomares e plantando 40 milhões de novas mudas, até o fim do ano, quando o Brasil, maior produtor mundial de suco de laranja, terá 300 milhões de árvores plantadas.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, a renovação dos pomares também é necessária em função do abate de árvores mais velhas afetadas por doenças, embora considere que "a pior praga do campo é o dólar em baixa". "Todos os custos produtivos subiram e para superar as dificuldades dos produtores com essa situação cambial é preciso aumentar a produtividade por hectare", ressaltou.

Garcia enfatizou que as mudanças nas lavouras de laranja no Brasil não estão sendo verificadas somente em São Paulo, maior produtor nacional, onde anualmente são renovados 18 milhões de pés, mas em outros Estados da Federação, para onde a produção tem-se estendido. Bahia, Sergipe, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, já estão plantando em larga escala e se beneficiando de transferência de tecnologia em suas fábricas locais, a partir de acordo com indústrias paulistas. Esse esforço, segundo o presidente da Abecitrus, é para a manutenção de um padrão de qualidade internacional. "O plantio cresce fora de São Paulo e a indústria segue essa tendência", acrescentou.

Com a safra 2006/2007, encerrada em junho último, a receita de exportações de suco de laranja atingiu US$ 2,017 bilhões, número nunca alcançado pelo setor. O crescimento em relação ao período 2005/2006 foi de 64,78%. Em tempos de real forte, o fenômeno foi explicado por Garcia, como decorrente dos efeitos de furacões que atingiram a Flórida, segundo produtor mundial. Com a redução da oferta do produto, o aumento dos preços em dólar favoreceu os exportadores brasileiros.

O presidente da Abecitrus ressaltou que ainda é muito cedo para prever se essa tendência de alta nos preços do suco de laranja no mercado internacional será mantida. "Temos que observar como o mercado irá se comportar", comentou.

Garcia também afirma que os exportadores de laranja querem ter acesso a novos mercados e precisam discutir as questões tarifárias que incidem sobre os produtos do setor. No entanto, diz Garcia, falta diálogo com o poder público, além de apoio governamental às demandas da cadeia produtiva. "O suco de laranja produzido no Brasil paga US$ 295 milhões por ano em tarifas, cerca de US$ 1 por caixa. Somando esse nível de tarifa, com as dificuldades cambiais e as pragas que atingem os plantios, fica difícil manter a competitividade do nosso produto. Fazemos isso sem apoio do Governo", queixa-se o presidente da Abecitrus.



 Matéria publicada originalmente na edição 45 Jornal Pires Rural, 31/07/2007-www.dospires.com.br]
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O dia do agricultor

O papel do agricultor é um só, permanecer e produzir na terra. Saímos à procura de alguém que demonstrasse o real papel de agricultor brasileiro, respeitando algumas gerações e preocupado com a formação de filhos e netos. Alguém que tenha orgulho da profissão e que apresente mais motivação do que lamentos para o setor,e que, realmente pudesse comemorar mais um ano de trabalho.
A família dos Turato está caminhando para a quinta geração de agricultores em Artur Nogueira: o tataravô Vicente Turato,  bisavô José Turato, avô José Carlos Turato, a mãe Edinéia Turato Schwarz e o filho Rafael Schwarz (1 ano). Chegaram até à terceira geração de agricultores cultivando arroz, feijão, milho e mandioca; a partir do Sr. José Carlos, a inovação das máquinas trouxe a citricultura mantida pela família até hoje, ocupando 14 alqueires. A citricultura trouxe a modernidade para a propriedade dos Turato, mas ele revela que nunca participou de cursos ou capacitações, e vêm conseguindo produzir com sucesso durante todos esses anos.
Nascido e criado na lavoura, começou a trabalhar com o pai desde os 8 anos de idade, aprendendo com o pai os ofícios da agricultura. Lembra que chegava em casa ao meio dia e já sabia que teria que ir pra roça, as obrigações teriam que ser cumpridas e não discutidas, porque naquele tempo não se discutia com um pai, e sim obedecia. “A disciplina era forte, o pai era enérgico, mas não judiava. Trazia a gente sempre junto com ele, mesmo que não trabalhássemos como ele. Naquele tempo os jovens de 16 anos já estavam cansados de trabalhar, tinha emprego. Hoje não tem mais emprego para os jovens na agricultura”, afirma José Carlos.



Para Sr. José Carlos, o fato dos filhos acompanharem os pais durante o trabalho influenciava muito para que pudessem ter disciplina, conhecimento e amor pela profissão. Os filhos aprendiam com os pais a primeira profissão, agricultor. Revela que tem observado a falta de jovens na agricultura, e a presença dos mais velhos.

Quando questionado se o agricultor tem o que comemorar, afirma que sim, “ter emprego já é motivo para comemorar”, afirma. O neto Rafael já acompanha o pai Rodrigo Schwarz e o avô, já demonstra interesse pelas máquinas e na opinião da mãe Edinéia ele vai realizar o seu desejo e continuar a tradição da família que mantém a tradição de agricultores com muito orgulho. Parabéns para os agricultores.



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LUCRO É META SEMPRE

São poucos os criadores que têm, na ponta do lápis, um controle claro dos custos na formação de animais médios. Maioria em qualquer plantel de eqüinos, eles deveriam contar com um rigor maior nos cálculos entre os valores de criação e de comercialização. Afinal, não é todo dia que se ganha na "loteria" e se consegue um exemplar top para equilibrar as despesas e receitas da fazenda. Vendidos entre R$ 2.000 e R$ 3.000, é preciso computar item por item, reduzindo gastos excessivos para, no mínimo, empatar os custos de produção com o valor de comercialização. Uma artimanha que tem deixado muitos criadores em estado de alerta, apesar desse trabalho não, necessariamente, representar uma fonte de renda que interfira na saúde orçamentária de seus negócios. Ligados a outras atividades, têm a criação de cavalos mais como um hobby, um passatempo.
No entanto, nem em todos os lugares é assim. Na Bahia, estado que possui o terceiro maior rebanho de eqüinos, com 700 mil cabeças, o foco dos investidores são as raças nacionais tradicionais que tiveram mudanças nas linhagens, como os cavalos JB e Logos, oriundos do Sul de Minas Gerais. O aumento da demanda interna e externa por cavalos brasileiros para a prática de esportes está aumentando a rentabilidade e atraindo cada vez mais investidores para a criação e o treinamento de eqüinos no País. Cerca de 800 novos investidores entraram no negócio desde 2005 só na raça Mangalarga Marchador, foram atraídos pelos baixos custos de criação do País em relação aos altos preços praticados no mundo dos esportes eqüestres. Segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os 5,9 milhões de cavalos do País geram um faturamento anual de US$ 3,6 bilhões. Estes cavalos podem variar entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, segundo bolsa de investimentos do setor.
Na administração de um haras os fatores mais importantes a serem observados são mão-de-obra e nutrição. O primeiro, porque a criação de cavalos envolve diversos tipos de profissionais, desde o pessoal da limpeza das baias até o tratador. O segundo, porque a dieta absorve grande parte do trabalho no haras, além de representar um elemento caro. Entretanto a redução de custos não pode afetar a qualidade alimentar do animal a ponto de causar fraquezas no futuro. Imagine um caso de tratar uma égua prenha com uma dieta reduzida. Ela pode estar carregando um futuro campeão nacional.
Quem trata sem diferença um cavalo top de um médio, o que, somando os gastos com vermifugação, vacinação, mineralização, alimentação, entre outros itens, gera em média um custo de R$ 80,00/animal/mês.
Numa forma de equalizar os gastos na propriedade, domar apenas os animais que apresentam alguma aptidão, seja para enduro, apartação, provas de tambor, corrida ou hipismo também é uma saída. Mesmo sem acabamento, os cavalos para usuários finais, aquele público voltado para o lazer, saem com uma boa liquidez e a doma fica fora do preço de comercialização.





Matéria publicada originalmente na edição 44 Jornal Pires Rural, 15/07/2007-www.dospires.com.br]
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Pesqueiros de Limeira se unem para capacitação SEBRAE/Sai



Pesca esportiva;
para muitos ação e
adrenalina.

Uma iniciativa do Sai (Sistema de Agronegócio Integrado), um programa do SEBRAE em parceria com a Prefeitura de Limeira através da Secretaria da Agricultura, Cati e Uniata (cooperativa de agrônomos), estão oferecendo capacitações para os produtores rurais (iniciante, pequeno e médio) iniciarem ou inovarem seus negócios. A intenção é aumentar a lucratividade do produtor rural que apresenta dificuldades numa determinada área de sua atividade.
Denise Cavalcanti, engenheira agrônoma responsável pelo atendimento aos produtores em Limeira, já coordena um trabalho com pesqueiros em 17 municípios na região de Piracicaba e está visitando os pesqueiros dos municípios de Limeira e Iracemápolis para integrar um só grupo de oficinas na área de piscicultura. “Todos os pesqueiros podem aderir ao programa, desde aquele que pretende iniciar o trabalho de piscicultura até o empresário rural que já está estruturado e apresenta algumas dúvidas sobre o negócio”, afirma Denise.
Rafael Hatziefstratiou iniciou há 10anos com engorda espécie matrinxã, hoje mantém a criação de alevinos. A intenção do produtor era a reprodução, mas quando o peixe atingiu o peso pra venda surgiu à dificuldade para comercialização. “Abri o tanque pra pesca porque eu não conseguia vender para os pesque-pague, parti para a pesca esportiva como saída. E deu certo. Eu engordei uma só espécie, porque sabia que era uma excelente espécie para pesca esportiva, mas os pesqueiros não tinham essa visão. A maior dificuldade era o transporte, os peixes morriam, pois o manuseio é diferenciado, isso dificultou a comercialização”, conta Rafael.
Rafael já participou do Septa (Associação de piscicultores), laboratório, alevinagem, parceria com o IBAMA, e agora vai incluir seu trabalho no grupo de piscicultores porque quer inovar com restaurante e lazer no pesqueiro. “o pesqueiro produz bem no verão. No inverno, cai à temperatura, cai o metabolismo do peixe, ficando mais difícil a pesca. É necessário algo paralelo coincidindo com o frio.   
Segundo Thiago Mercuri Campos, engenheiro agrônomo da Cati, o produtor que busca incorporar tecnologia na produção tem lucro. “é preciso buscar capacitações para adequar a tecnologia na propriedade e então conferir os lucros no balancete”, afirma Thiago.

Os interessados por atendimento Sai/SEBRAE devem procurar o balcão do SEBRAE na Prefeitura de Limeira, fazer um cadastro, abrir a porteira para um diagnóstico da engenheira agrônoma Denise e participar das sugestões apresentadas como soluções para o seu negócio dar certo.



Matéria publicada originalmente na edição 44 Jornal Pires Rural, 15/07/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
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CUIDADO, o veneno pode estar em sua mesa!

Até que ponto podemos confiar que um alimento esteticamente perfeito seja saudável e próprio para o consumo? Ou ainda que a saúde de um produtor rural seja melhor que a de um operário exposto á substâncias tóxicas? Será que a agricultura convencional preocupa-se com isso?
A agricultura convencional preocupa-se acima de tudo com a produção, não levando em consideração a saúde do ecossistema e dos seres humanos. Há constantemente o uso de fertilizantes sintéticos, que promovem uma nutrição artificial ás plantas, deixando-as susceptíveis ao ataque de pragas, que são neste caso, combatidas com o uso de agrotóxicos. Esses agroquímicos prejudicam a saúde dos consumidores, dos produtores e a do meio ambiente, e os alimentos assim obtidos têm pior qualidade nutricional e biológica, além de apresentar substâncias tóxicas e cancerígenas.

Em resposta a tudo isso, surgiu as correntes de agricultura sustentável, entre elas a agroecologia, a agricultura orgânica, a natural, a biodinâmica e a permacultura. Todas partem do princípio de estabelecer uma relação mais harmoniosa entre homem e natureza, buscando o equilíbrio ambiental, sem a utilização de produtos sintéticos e nem de sementes geneticamente modificadas. Produzem alimentos com maior qualidade nutricional e não oferecem riscos aos consumidores, produtores e tão pouco a integridade do planeta. Em nossa região já existem alguns produtores com tais filosofias como, por exemplo, a Chácara Aroeira em Limeira, que iniciou suas atividades no ano passado e atualmente se dedica à organização de um grupo com interesse em trabalhar de acordo com tais princípios. O grupo já realizou sua primeira reunião, mas continua aberto a novos interessados, e já contam com apoio técnico do Sebrae e da Secretaria de Agricultura do município.



Matéria publicada originalmente na edição 44 Jornal Pires Rural, 15/07/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Escolas rurais de Artur Nogueira passam a receber o Jornal Pires Rural

Artur Nogueira mantém duas escolas rurais de ensino infantil e fundamental, a Bairrinho e Luiz de Mello e uma diretora responsável pelas duas unidades, Silvana Mara de Campos.Em 2007 a Secretária da Educação, Suely Aparecida Antônio, delegou a administração das escolas rurais para a diretora. “ Os professores precisavam de um apoio administrativo e pedagógico, faço as duas partes. Os pais sentem maior segurança porque ele sabe que tal dia a diretora estará na escola”, afirma a diretora.
A Escola Luiz de Mello está sofrendo uma evasão, uma estrutura que já comportou 90 alunos hoje atende 50 alunos, filhos de arrendatários das terras , cujos donos hoje residem na cidade. “Cada ano o nº de transferências aumenta. As famílias estão desestimuladas com a agricultura e, quando conseguem um emprego em Holambra ou Paulínia  vão embora. Muitas famílias são do Paraná, eles permanecem por aqui no corte da cana-de-açúcar e colheita da laranja e vão embora depois de 4 ou 5 meses”, revela Silvana.
Segundo a diretora, a Secretaria da Educação realizou uma reunião com os pais no ano passado para sugerir que conhecessem outras escolas para a possibilidade da transferência caso a escola feche. Mas os pais estão resistentes em aceitar a mudança dos filhos para escolas na área urbana.



A história da E.M.E.I.F.R. Luiz de Mello
Dona Benedita Alves, esposa do Sr. João Mandu, buscavam professoras de trole. A mesma  dava pensão em sua casa para as professoras. Dona Teresa Bueno também colaborou com as professoras indo busca-las no ponto de ônibus e oferecendo sua casa. Neste tempo não havia energia elétrica, banheiro, água encanada, nem merenda escolar, nem transporte tanto para o professor como para os alunos. Com o passar do tempo, Sr. João Mandu vendeu o sítio onde havia a construção da escola para o Sr. José Ambrosino e a escola continuou funcionando. Depois vendida ´para o Sr. Artur Pereira, então a escola foi desativada e acabou a transformada em uma residência que existe até hoje, isso aconteceu em 1957.
No ano seguinte, o Sr Benedito Franco de Moraes, Dico Gomes com ajuda de seus amigos vizinhos e sua filha Ana Conceição, que muito colaborou indo de casa em casa recolher as certidões de nascimento dos alunos e também a autorização dos pais para que os alunos pudessem estudar.
Houve também a colaboração da prefeitura para a abertura da escola que passou a funcionar na Capela do bairro dos Correias, Capela de Santa Cruz, distante, os alunos percorriam em média 10 km para chegar a escola.
A escola funcionou na Capela por (mais ou menos) oito anos. Os moradores do bairro Ponte de Tábua achavam que a escola do bairro dos Correias estava “fora de mão” e o número de alunos aumentando. Houve uma reunião com os moradores do bairro e em 1975 chegaram a conclusão que a escola era necessária, achando que caso um dia fechasse a escola dos Correias, a escola da Ponte de Tábua continuaria como está acontecendo hoje.
Na época de 1966, o Sr. Alcides doou o terreno para a nova escola e emprestou uma casa de meieiro do seu sítio para iniciar as aulas para 30 alunos. A professora Maria de Lourdes que vinha da cidade de Campinas para lecionar na Escola de Emergência Bairro Ponte. Os moradores e prefeitura colaboraram então para a construção da escola. O Sr. Orílio Pires recolheu as certidões dos alunos.
Com o passar do tempo o Sr. Benedito Soares doou também um terreno para a construção de uma nova escola no bairro dos Correias que funcionou por alguns anos (hoje desativadas). Outras escolas foram construídas em bairros vizinhos.
Depoimento de Benedita Napoleão de Moraes e Ana Conceição de Moraes Martins.

Escrito por Mara Ivana de Mello Martins. 



Matéria publicada originalmente na edição 44 Jornal Pires Rural, 15/07/2007-www.dospires.com.br]
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Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Convidados, seis jovens visitam a Alemanha



Grupo durante evento "Dia da Igreja".

Seis jovens limeirenses foram convidados para participar de um intercambio realizado pela Igreja Lutera na cidade de Köhl (Colônia). Os jovens são ligados a Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Limeira. Entre os dias 31 de maio e 15 de junho eles fizeram o caminho contrario de seus descendentes que colonizaram Limeira e o bairro dos Pires. O convite partiu da cidade de W, onde a Igreja Luterana mantém a Orquestra de Sopros que esteve se apresentando por aqui em abril. Segundo o Pr. Germânio Bender, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Limeira com templos no bairro Boa Vista e Pires, esse convite veio em novembro de 2006 e a Igreja na Alemanha se encarregaria de todos os custos com transporte e hospedagem e de lá até a data do embarque foi um longo período de intermediações. “A principio, foi exigido que os jovens escolhidos tivessem idade entre 16 e 25 anos e o conhecimento da língua alemã. Nossa realidade é de apenas um jovem falar alemão e ter 29 anos”, cita Pr. Germânio. “Quem mais trabalhou para eles conseguirem ir, fui eu. Foram em torno de 35 e-mails que tive que responder, todos em alemão. Coube a mim também aplicar um questionário passados por eles e fazer a seleção”, conta. Foram 11 inscritos. Desses 11, foram cinco escolhidos, um deles desistiu e o Vilmar Wasen, foi convidado, pois é o único que tem fluência em alemão. Os outros são: Marcos Behrens, Karen Cristina Schulz Correa, Luis Fernando Gerber, Tamar Georg Bender e Fernanda Dibbern dos Santos. Vilmar e Tamar fazem parte da comunidade do bairro dos Pires.
Sobre essa viagem, conversamos com três desse jovens. Foi um período de 15 dias, dividido em três etapas: Intercambio mundial de jovens de 01/06 à 05/06, com cerca de 200 jovens de 18 paises. Dia da Igreja, de 06/06 a 10/06, evento que acontece a cada 2 anos, este ano a cidade escolhida foi Colônia. Contou com um público presente superior a 100 mil pessoas, é um evento que envolve toda a cidade com palestras, workshops, apresentações musicais, cultos, seminários entre outros. Para acompanhar tudo é lançado um guia de bolso com mais de 100 páginas com todas as atrações, locais e datas. É de grandes proporções, na abertura esteve presente a 1º Ministra da Alemanha Ângela Merkel e outros políticos de alto escalão. Segundo o convidado Vilmar “foi um evento voltado para o servir dentro da Igreja Luterana. O tema desse ano foi “Hebreus 4:12” (“Porque a palavra de DEUS é viva e eficaz, e mais cortante que do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alam e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”).
Segundo os jovens a Igreja Luterana tem um papel muito forte na Alemanha, tanto que a remuneração dos pastores é feita pelo Estado. A influência dos pastores e da Igreja tem grande significado para toda a comunidade.
Para Vilmar o “intercambio, foi mais voltado para a questão cultural, mas despertou em mim ter uma vida de fé cristã ligada à sociedade como um todo e não somente dentro da Igreja ou família. Percebi que aqui no Brasil, se vive uma fé mais convicta de Palavra de Deus. Lá me pareceu meio superficial. Freqüentar igreja é como ira um clube, um ato mais social do que espiritual”, conclui.
Tamar Bender diz que o que mais chamou a atenção dela foram os eventos durante o Dia da igreja, voltados para a questão social “muitos pedidos de oferta para projetos em paises como África, projetos tratando de casos de doenças epidêmicas, perfuração de poços e meio ambiente. No Dia da Igreja toda Alemanha vem participar, de norte a sul. Encontramos mais dois grupos de brasileiros um de São Paulo e outro do Rio Grande do Sul”.
Outra a participar da viagem foi Fernanda Dibbern dos Santos disse que “entre nós, tínhamos outra expectativa que pendia para o lado espiritual do encontro. O que destacou foi a parte cultural. Conviver com pessoas de diferentes lugares, como palestinos com aquele véu sobre o rosto e as apresentações de grupos africanos. Não era uma coisa que estava acostumada. Foi muito diferente”.
A terceira etapa da viagem, de 11/06 a 14/06, foi a integração com a comunidade que os convidou.

No dia 28 de julho, os jovens estarão na Igreja Evangélica de Confissão Luterana, no bairro dos Pires, contando através de uma palestra como foi essa viagem para a comunidade que fazem parte, será um sábado a partir das 19:30.



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Eco-atividade comemora o dia do meio ambiente



Público presente ao evento.

O prefeito Silvio Félix prestigiou no último sábado, dia 9 de junho, o IV Ecoatividade. O evento ocorreu na Praça dos Amigos, no Jardim Aeroporto e reuniu cerca de duas mil pessoas. A região receberá um parque, que está sendo construído pela prefeitura.

A atividade foi voltada a alunos do ensino médio e fundamental, além de seus familiares. Associações de moradores estiveram presentes, bem como representantes de secretarias municipais. Escolas da região integraram as atividades. Segundo Milton Fernandes de Oliveira, Associação de Moradores do jardim Santina, a Rede Social Limeira está sensibilizando as Associações de Bairro sobre o meio ambiente. “Porque antes da 1ª Ecoatividade acontecer não existiam ações voltadas para o meio ambiente e agora temos até projetos. As Associações querem ver reflorestadas todas as áreas verdes de Limeira”, afirma

O objetivo dos organizadores foi atingir todas as idades com ações da Rede Social Limeira, organizada pelo Senac. A Ecoatividade teve o tema principal voltado à preservação do meio ambiente. Houve atividades como: exposições de trabalhos manuais; apresentações musicais; teatro; capoeira; e barracas informativas sobre dengue e reciclagem, entre outros temas.”Algumas ações que vêm acontecendo em relação ao meio ambiente em Limeira, ocorreram a partir do momento que a Ecoatividade foi realizada. A 3ª Ecoatividade/2006 reuniu 2600 pessoas. A revitalização do local onde localizavam as lagoas (jardim do Lago) era uma luta das Associações que “aflorou” com a Ecoatividade. Estamos aqui hoje, para lembrarmos que ainda tem uma luta, porque o processo de revitalização da área está só no início. O objetivo da Rede Social-Senac é de implementação dos projetos e organização da sociedade”, afirma Alexandra Nicolau Zorzini. 

Na conversa com os moradores, Silvio apresentou o parque que está em construção na região. O parque ficará no Jardim do Lago, próximo da divisa com o bairro Aeroporto. Quadras de futebol e de vôlei de areia; playground; alambrado; pista de caminhada; pista de skate; aparelhos de ginástica; dois lagos, um para pesca e outro com pedalinhos; e área de alimentação constam ro projeto.


A primeira fase da construção termina em novembro. A obra teve início em janeiro de 2007 e está orçada em R$ 1 milhão. Cerca de 30 mil moradores dessa região serão beneficiados. 




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Escola do bairro Tatu recebe o Jornal dos Pires

A E.M.E.I.F.Rural Tenente Aviador Ary Gomes Castro, bairro do Tatu, zona rural de Limeira, tem recebido o Jornal Pires Rural pelo segundo ano consecutivo para todos os alunos. O Jornal Pires Rural tem como meta levar informação para a área rural para que as localidades possam comunicar-se entre si, através de valores culturais, educacionais, com informações que atendam às necessidades daqueles que estão distantes geograficamente do centro das cidades. Fomos recebidos pela vice-diretora Marilza Pretti e a coordenadora pedagógica Alessandra de Cássia da Silva Gomes Almeida para uma conversa sobre a utilidade do conteúdo publicado pelo Jornal Pires Rural dentro das salas de aula.Quando nos apresentaram a Escola descobrimos uma equipe dinâmica que leva muito a sério o que faz, buscando resultados através da Gestão da Qualidade na Educação, e, receber prêmios é uma constante na realidade daquela Escola.
Os prêmios:
Todos os professores já receberam do Colégio Tatuibi, “Resgatando a Memória do Educador”, Troféu Fumagalli/2000 para a profa. Simone Silva Salviatti, Prêmio Referência Nacional em Gestão/1998, Prêmio Excelência na Educação/1998/2000 – Fundação Limeira, Selo de Prata/2002, Selo de Ouro/2003.
As conquistas da equipe envolvem a opção por trabalhar arduamente pela qualidade no ensino público, um desafio, quando levamos em consideração a falta de investimento no setor. Mas estão provando que é possível, envolveram funcionários, alunos, comunidade num “espaço de todos” com responsabilidade e administração.E, se propuseram a avaliações pelo Comitê através de auditorias e dados comprobatórios. È o modelo de gestão que tem mudado as expectativas em relação à qualidade do ensino no Brasil. “A comunidade participa e usufrui do espaço e estrutura que a Escola oferece. Eles usam a quadra, fazem cursos de informática, usufruem da biblioteca. Acreditamos que o papel da Escola tem que ser referência para a comunidade local”, afirma a vice-diretora Marilza.
As matérias publicadas no Jornal Pires Rural são elaboradas com o cuidado de ser acessível para todos os leitores interessados, e para chegarem até onde os demais veículos de mídia impressa não chegam. A Escola Tenente Aviador não conseguia trabalhar jornal dentro da sala porque os pais não têm acesso a jornais. “O único acesso à leitura que eles têm são os livros infanto-juvenis que a nossa biblioteca oferece para os alunos levarem para casa. “Quando as professoras precisavam trabalhar com o jornal em sala de aula era um caos, porque nós tínhamos apenas dois exemplares disponíveis para 200 alunos, não era funcional. Quando começamos a receber o Jornal Pires Rural ficamos felizes porque o Jornal apresenta uma estrutura, então trabalhamos com o material semanalmente e com a participação dos pais em casa. Aqui não chega outro jornal a não ser o Jornal Pires Rural”, revela Alessandra.




A profa. Rafaela Apólito Rissi, ciências/matemática, está conseguindo transformar as matérias referentes a agricultura, conservação de solo, mata ciliar, cultivo de flores em aula de ciências. Já a profa. Luciana Bento Antunes, português, explora a estrutura das Receitas dos Pires através do bloco lógico com as crianças da 1ª série. Ela trabalha em conjunto com a profa. de matemática Ariane Gatti Cavina, e a mesma usa blocos geométricos associando cores com os ingredientes sugeridos na receita. Os alunos fazem a receita imaginária como por exemplo a cor vermelha corresponde ao açúcar, o círculo corresponde ao ovo. È um trabalho muito criativo por parte do educador, como ela não pode  produzir a receita dentro da escola, a criança usa a imaginação para aprender. Os alunos montam a estrutura do texto com a quantidade, a cor e a forma geométrica. Tudo isso ocorre com as receitas do Jornal Pires Rural.



 Matéria publicada originalmente na edição 42 Jornal Pires Rural, 15/06/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

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