Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Como está a bacia do ribeirão Tatu, Cordeirópolis




O coordenador da Coordenadoria para Assuntos de Ecologia da prefeitura de Cordeirópolis, Marcos R. Souza Barbosa nos recebeu no dia 31/07 mesmo tendo entregue o cargo à disposição do município. Conversamos sobre a bacia do ribeirão Tatu e a possível “despoluição”. Marcos concorda em deixar de despejar esgoto e efluentes no rio para haver uma depuração e conseqüente revitalização. Cordeirópolis tem 100% do esgoto coletado e lançado nos córregos que são afluentes do ribeirão in natura, não passa por nenhum tipo de tratamento. O projeto de saneamento foi elaborado, apresentado para a CETESB e está no SAAE, o objetivo é captar o esgoto para tratamento e lançamento pós-tratamento.
“A coordenadoria trabalhou no diagnóstico geral do município, avaliou todas as interferências, apresentou os problemas e soluções para as questões ambientais. Há um ano e meio a pós-graduanda Fernanda Peruchi realizou um estudo da bacia do Tatu em parceria com a coordenadoria (colaborou com a logística) para avaliar a degradação das nascentes. “Propomos um diagnóstico com ênfase na qualidade das águas superficiais subterrâneas.O resultado é de que grande parte das nascentes da bacia estão degradadas, esse diagnóstico pode favorecer o plano diretor, mas a exploração de argila e do cultivo de cana-de-açúcar tem que ser levado em consideração”, afirma Marcos.
Cordeirópolis tem um divisor de águas que corresponde somente ao município, todas as bacias estão localizadas territorialmente no município. Portanto, a gestão pública acaba se “responsabilizando” por todas as nascentes dos ribeirões os quais lhe pertencem.
Os resíduos sólidos
“Os resíduos sólidos interferem diretamente na microbacia do Tatu. A coordenadoria diagnosticou todos os personagens como quem gera, enterra, descarta os resíduos nos rios e apresentamos a proposta de resíduos sólidos urbanos de uma usina de processamento de reciclagem para transformar o entulho em matéria para construção civil, pavimentação de área rural”, conta Marcos.
Trabalho conjunto entre a coordenadoria de Cordeirópolis e Secretaria do meio ambiente de Limeira
Segundo Marcos, não existe um trabalho efetivo em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente de Limeira para a bacia do Tatu. “Limeira realiza seus trabalhos e nós os nossos, isolados. Houve tentativa de aproximação para estreitar a relação entre departamentos na preservação do rio, mas oficialmente não existe nada. Hoje, um trabalho na área de degradação de nascentes, recomposição de mata ciliar, seria interessante se realizado em conjunto, porque o município de Limeira tem uma estrutura maior, e qualquer ajuda seria bem vinda”, afirma .
Captação de recursos junto ao Consórcio das Microbacias Hidrográficas
“A coordenadoria passou obrigatoriamente por um processo de estruturação, com uma única pessoa, eu. Agora temos estagiários e conseguimos fazer alguns diagnósticos, estamos atrasados. Esse trabalho de captação de recursos demanda envolvimento maior com estrutura e participação no processo do Comitê. Uma só pessoa não poderia dar conta de administrar todos os problemas pontuais de arborização do município, reciclagem e recursos hídricos, mais a estruturação da coordenadoria”, afirma.
Realizações

“Fizemos o diagnóstico preliminar da nascente (Tatu) do bairro Barro Preto, com investimento do município. O objetivo é abrir discussões com empresários do setor rural e cerâmica, mas ainda não aconteceu por entraves políticos, burocráticos e interesses”, afirma.  



Matéria publicada originalmente na edição 46 Jornal Pires Rural, 15/08/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

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