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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Escolas rurais de Artur Nogueira passam a receber o Jornal Pires Rural

Artur Nogueira mantém duas escolas rurais de ensino infantil e fundamental, a Bairrinho e Luiz de Mello e uma diretora responsável pelas duas unidades, Silvana Mara de Campos.Em 2007 a Secretária da Educação, Suely Aparecida Antônio, delegou a administração das escolas rurais para a diretora. “ Os professores precisavam de um apoio administrativo e pedagógico, faço as duas partes. Os pais sentem maior segurança porque ele sabe que tal dia a diretora estará na escola”, afirma a diretora.
A Escola Luiz de Mello está sofrendo uma evasão, uma estrutura que já comportou 90 alunos hoje atende 50 alunos, filhos de arrendatários das terras , cujos donos hoje residem na cidade. “Cada ano o nº de transferências aumenta. As famílias estão desestimuladas com a agricultura e, quando conseguem um emprego em Holambra ou Paulínia  vão embora. Muitas famílias são do Paraná, eles permanecem por aqui no corte da cana-de-açúcar e colheita da laranja e vão embora depois de 4 ou 5 meses”, revela Silvana.
Segundo a diretora, a Secretaria da Educação realizou uma reunião com os pais no ano passado para sugerir que conhecessem outras escolas para a possibilidade da transferência caso a escola feche. Mas os pais estão resistentes em aceitar a mudança dos filhos para escolas na área urbana.



A história da E.M.E.I.F.R. Luiz de Mello
Dona Benedita Alves, esposa do Sr. João Mandu, buscavam professoras de trole. A mesma  dava pensão em sua casa para as professoras. Dona Teresa Bueno também colaborou com as professoras indo busca-las no ponto de ônibus e oferecendo sua casa. Neste tempo não havia energia elétrica, banheiro, água encanada, nem merenda escolar, nem transporte tanto para o professor como para os alunos. Com o passar do tempo, Sr. João Mandu vendeu o sítio onde havia a construção da escola para o Sr. José Ambrosino e a escola continuou funcionando. Depois vendida ´para o Sr. Artur Pereira, então a escola foi desativada e acabou a transformada em uma residência que existe até hoje, isso aconteceu em 1957.
No ano seguinte, o Sr Benedito Franco de Moraes, Dico Gomes com ajuda de seus amigos vizinhos e sua filha Ana Conceição, que muito colaborou indo de casa em casa recolher as certidões de nascimento dos alunos e também a autorização dos pais para que os alunos pudessem estudar.
Houve também a colaboração da prefeitura para a abertura da escola que passou a funcionar na Capela do bairro dos Correias, Capela de Santa Cruz, distante, os alunos percorriam em média 10 km para chegar a escola.
A escola funcionou na Capela por (mais ou menos) oito anos. Os moradores do bairro Ponte de Tábua achavam que a escola do bairro dos Correias estava “fora de mão” e o número de alunos aumentando. Houve uma reunião com os moradores do bairro e em 1975 chegaram a conclusão que a escola era necessária, achando que caso um dia fechasse a escola dos Correias, a escola da Ponte de Tábua continuaria como está acontecendo hoje.
Na época de 1966, o Sr. Alcides doou o terreno para a nova escola e emprestou uma casa de meieiro do seu sítio para iniciar as aulas para 30 alunos. A professora Maria de Lourdes que vinha da cidade de Campinas para lecionar na Escola de Emergência Bairro Ponte. Os moradores e prefeitura colaboraram então para a construção da escola. O Sr. Orílio Pires recolheu as certidões dos alunos.
Com o passar do tempo o Sr. Benedito Soares doou também um terreno para a construção de uma nova escola no bairro dos Correias que funcionou por alguns anos (hoje desativadas). Outras escolas foram construídas em bairros vizinhos.
Depoimento de Benedita Napoleão de Moraes e Ana Conceição de Moraes Martins.

Escrito por Mara Ivana de Mello Martins. 



Matéria publicada originalmente na edição 44 Jornal Pires Rural, 15/07/2007-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

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