Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Histórico da Escola Rural Prof. Dorivaldo Damm




Dona Fosca Odette Rodrigues Ivers, professora aposentada, precursora da educação na área rural de Limeira, em 1956 prestou concurso municipal e foi lecionar na escola da Fazenda Pinhalzinho e se aposentou em 1983 na Escola Estadual Profº Dorivaldo Damm.  Participa das atividades do Centro Rural de Limeira, foi representante da área rural no Conselho Municipal da Educação (por dois mandatos), desde 1990 acompanha o marido, Waldomiro Jorge Ivers no árduo trabalho de recomposição da mata ciliar e produção de mudas de árvores.
O trabalho de educadora desenvolvido por Dona Fosca, trazia a proposta do professor que fazia uma triagem na matrícula do aluno para estabelecer vínculo com  sua família. “Eu consegui um conceito muito bom como educadora porque eu conhecia a família dos meus alunos, não se tratava de dar aula e ir embora pra casa. Na minha opinião, o vínculo é imprescindível para o sucesso da aprendizagem do aluno”, revela Fosca.

A história
A Escola Mista Estadual do Córrego Bonito, funcionava nos bairro dos Frades, junto à escola municipal do mesmo nome. Em 30 de maio de 1952, começou a lecionar a profa. efetiva daquela unidade escolar, Magdalena de Faria e Souza Tetzner.
“A classe funcionava numa sala grande, porém sem requisitos pedagógicos e higiênicos a  ma sala de aula. A classe estadual era composta de alunos de 2º e 3º anos e os de 1º ano estavam a cargo da professora municipal, ambas as classes funcionavam com número relativamente pequeno de alunos, pois o elemento ali existente mal ultrapassava ao número comum de uma unidade escolar”, conta Fosca.
Nessa ocasião, entra em cena o professor Júlio de Faria e Souza, inspetor aposentado, (pai da professora  Magdalena), conhecedor dos moradores do bairro do Pinhal e circunvizinhos, chegou a conclusão de que duas escolas no bairro dos Frades seria demasiado exagero e que por outro lado o Pinhal estava sendo “prejudicado”, pois havia muitas crianças e jovens analfabetos.
O profo. Júlio fez então um levantamento para saber o número de crianças e logo contabilizou 45, então em nome dos pais, apresentou um recensiamento com mapa  ao Delegado de ensino, profo. Armando dos Santos, por intermédio do inspetor escolar profo. João Costa; idealizando um novo local para a escola, a propriedade do senhor Arthur João Ivers na chácara Pinhal.
Nessa ocasião entra em cena, uma figura importante para o bairro, senhor Guido Tetzner (esposo da profa. Magdalena), o qual se responsabilizou pela reforma do prédio (onde funcionava uma tulhia) cedido pelo senhor Arthur.
O relatório comprovava claramente a necessidade e as vantagens da transferência da escola dos Frades, para a propriedade dos Ivers. O senhor inspetor acompanhado de seu auxiliar profo. Lázaro Duarte do Páteo foi designado para verificar a procedência do pedido. E assim constatada a veracidade dos documentos, então foi autorizada a transferência solicitada.
“Sem banda de música, tampouco rojões, dia 10 de agosto de 1952, modestamente começa a funcionar uma nova escola oferecendo 1º, 2º e 3º séries,  com mobiliário rústico, improvisado com mesas altas, bancos compridos sem conforto (substituídos 20 dias depois da inauguração), abrigou 45 novos alunos felizes por receber as primeiras aulas”, conta.
Entre os colaboradores Dona Fosca menciona o senhor Angelim Santarosa (já falecido), e faz questão de repetir suas  palavras : “Não posso ajudar muito, mas minha contribuição são meus filhos, os quais estou matriculando na nova escola”, são , Olindo,Valter, Ítalo, Everaldo, Hermes, e Maria.
A escola seguiu sua missão, entrava uma turma, saia outra, e aconteceu a mudança de endereço em 1967, para o Centro Rural do Pinhal, passou a chamar E. E.Bº.Santarosa, cujo terreno foi doado pelos irmãos Santarosa. O prefeito atual era o senhor Paulo D’Andrea, então passou a ser oferecido a 4ª série no Centro Rural com duas salas de aula. Lembrando que o Centro Rural já funcionava como uma proposta educacional esportiva e recreativo,  para a comunidade, um projeto audacioso para a área rural e Limeira. Trazia algumas finalidades como evitar o êxodo rural, com assistência do Sesi Cati e Promoção Social do município.

Em 1989 estava para acontecer o que marcaria para sempre a inovação em educação para o bairro do Pinhal. “Eu fui chamada na Secretaria da Educação para participar do projeto que instalaria  o “ginásio”(5[ a 8ª séries). À partir daí houve uma mudança cultural muito forte no bairro, tratava-se de um projeto arrojado para um bairro rural, e assim demos início a mais uma etapa no processo educacional. Ainda me lembro da primeira matrícula, Antônio da Rocha. Formamos duas 5ª séries, consideradas classes de ouro”, relembra. 



Matéria publicada originalmente na edição 60 Jornal Pires Rural, 31/03/2008-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. 
Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

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