Jornal Pires Rural - 10 anos de fatos

domingo, 5 de junho de 2016

Visitando a Ong Viva Pires:




Visitando a Ong Viva Pires:
Alunos do Sesi 149 estiveram visitando a Ong Viva Pires, na seman em que se comemora o meio ambiente. Lá eles puderam participar do projeto de educação ambiental, da oficina de compostagem, com foco na  importância do reaproveitamento dos resíduos além, de uma visita a mata ciliar do ribeirão dos Pires para entendimento da importância das interações ecológicas. Saíram de lá todos alegre por mais essa experiência eco-prática.

Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

A EDUCAÇÃO NA ZONA RURAL E A AGRICULTURA:




No Brasil, as Constituições até 1891 não contemplavam a educação da zona rural. Este tema só foi tratado a partir de 1934, isto porque o Brasil foi considerado um país de origem eminentemente agrária. Evidencia-se aí o descaso dos dirigentes com a educação do campo.
A taxa de escolaridade da juventude urbana ainda é 50% maior do que a da rural. Hoje, no Brasil, dos jovens que vivem no campo, a taxa de analfabetismo entre 15 e 29 anos chega a 9%. A maioria deles é homem e possui renda per capta abaixo de meio salário mínimo. Na cidade, o índice de analfabetos nessa faixa etária é bem menor: 2%. A diferença também está no tempo que esses jovens passam na escola. Enquanto na cidade homens e mulheres estudam, em média, 8,7 anos, no campo esse tempo cai para 6 anos.
Se a situação do ensino da zona rural melhorou nos últimos dez anos, mesmo assim, ainda não é a mais adequada. Muitos estudantes do ensino médio ainda precisam se deslocar até a cidade para assistir às aulas, fator que não só tem desestimulado os jovens como contribuído para o êxodo rural. A escola no meio urbano certamente não está preparada para este aluno; vai ter conteúdo voltado para a situação da cidade e não do campo.
Mas não são apenas as poucas escolas na zona rural que limitam o acesso dos jovens do campo à educação. Transportes precários e falta de infra-estrutura também dificultam a vida de quem quer aprender.
É preciso que se preserve os saberes do campo, que são fundamentais para que a própria família entenda e veja naquilo, naquela estrutura escolar, uma coisa poderosa para ajudar na sua vida.
Temos enormes potencialidades produtivas, tanto na agricultura como na pecuária; se soubéssemos explorá-las racionalmente, elas nos permitiriam gerar as riquezas que tanto necessitamos para reduzir a  pobreza  rural e também para solucionar  vários dos  nossos grandes problemas nacionais.
Dispomos de tecnologias e experiências bem-sucedidas que são necessários para fazer uma muito eficiente produção, transformação e comercialização de produtos agropecuários. Infelizmente tais conhecimentos estão sendo adotados apenas por uma minoria de produtores rurais mais eficientes. Tal exclusão é solucionável porque muitas das mencionadas tecnologias e experiências são de baixo custo e fácil adoção; e graças a essas características, poderiam e deveriam estar beneficiando todos os produtores rurais do país. Temos à nossa disposição quase todos os requisitos necessários para fazer uma agricultura que, ao ser muito mais eficiente e mais produtiva, poderia gerar as riquezas que tanto necessitamos. Mas a maioria dos nossos agricultores não possui as competências necessárias para corrigir as suas próprias ineficiências produtivas, gerenciais e comerciais, pois lhes faltam conhecimentos, habilidades, atitudes e até valores orientados ao empreendedorismo e ao autodesenvolvimento. E é principalmente por esta razão que muitos deles são tão dependentes do paternalismo estatal porque os conhecimentos que os seus pais lhes transmitiram já estão desatualizados e são insuficientes para que eles possam sobreviver economicamente na agricultura moderna e globalizada; porque as escolas fundamentais rurais, que normalmente são a única oportunidade de aprender algo útil para a vida e o trabalho no campo, ensinam às crianças muitos conteúdos irrelevantes que em pouco ou nada contribuem a que eles se tornem produtores, administradores das suas propriedades e comercializadores das suas colheitas; porque os serviços estatais de extensão rural estão contaminados pelas interferências político-partidárias, burocratizados e excessivamente centralizados; porque, com poucas exceções de louváveis iniciativas inovadoras, as faculdades de ciências agrárias estão excessivamente urbanizadas e desconectadas da realidade concreta dos produtores rurais e dos potenciais empregadores dos seus egressos, com uma formação divorciada das necessidades dos agricultores e dos empregadores. O desemprego nesta área existe não necessariamente porque a demanda é insuficiente e sim porque a oferta das faculdades é inadequada às reais necessidades dos demandantes do mundo moderno.
Corrigir as distorções e ineficiências deve ser a grande prioridade. Enquanto não introduzirmos as modificações necessárias no nosso sistema de educação rural, todos os grandes projetos de combate à pobreza rural continuarão fracassando e os gigantescos recursos neles aplicados continuarão sendo desperdiçados, pela razão de que os afetados pela pobreza rural não podem solucionar os seus problemas muitíssimo mais devido à inadequação e insuficiência de seus conhecimentos que à suposta insuficiência dos seus recursos materiais e financeiros.


Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

Citricultura Paulista:

Marcos Souto Urso

O engenheiro agrônomo Marcos Souto Urso inicia a coluna mensal “Citricultura Paulista”, que pretende traçar um panorama do atual cenário da atividade. Valendo-se da história e de experiência do cultivo de citros está coluna pretende ser mais uma ferramenta na mão do produtor rural. Dicas sobre temas, críticas ou sugestões podem ser enviadas para a redação do jornal Pires Rural, através do e-mail: jornal@dospires.com.br. Boa leitura! 



Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
Em comemoração aos 10 anos do início do Jornal dos Pires, logo acrescentado o Rural, tonando-se Jornal Pires Rural, estaremos revendo algumas das matérias que marcaram essa década de publicações, onde conquistamos a credibilidade, respeito e sinergia com nossos leitores e amigos. Quase sem querer iniciamos um trabalho pioneiro para a área rural de Limeira e região, fortalecendo e valorizando a vida no campo, que não é mais a mesma desde então…

5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável:

Foi realizado no dia 26 de junho, na cidade de Artur Nogueira, o 5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável. Apoiado pela CATI – EDR Mogi-Mirim – com parceria do Grupo Gestor de Integração e Planejamento ligado à  prefeitura do município. Foram convidados mais de 700 produtores rurais que, ao longo do dia,  puderam conferir técnicas de subsolagem, curvas de níveis, amostras de solo, além da realização de debates entre os presentes, sobre temas que envolvem a agricultura. Para José Antônio Bertaglia Sobrinho que esteve presente no 3° Encontro de 2007 e que agora retorna para adquirir maior conhecimento. Ele conta “Daquela vez, foi explicado como fazer um bom terraceamento; nesse aqui, teve explicação de como retirar amostras de solo para análises. Falaram também como devemos agregar valores aos nossos produtos”. José ainda disse que participa de eventos como esse “para aprender mais e buscar uma solução” para melhorar o sustento com o trabalho do sítio.
No final do evento, divididos em grupos, os agricultores explanaram suas discussões sobre os temas abordados e apresentaram também as soluções que enxergaram para cada item (veja texto ao lado).
Também estava participando do 5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável, o prefeito de Artur Nogueira, Marcelo Capelini, que ouviu com atenção a explanação de cada produtor rural e logo em seguida dirigiu a palavra aos presentes, dizendo como o poder publico vai trabalhar para ver a união dos produtores rurais.

 Marcelo Capelini


O prefeito Marcelo Capelini concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Pires Rural, onde falou que quer transformar a cidade de Artur Nogueira em celeiro para abastecer a região metropolitana de Campinas; leia a seguir trechos dessa entrevista;

JORNAL PIRES RURAL: Sendo o atual prefeito de uma cidade essencialmente agrícola, como o Sr. enxerga os temas discutidos aqui pelos produtores rurais?
MARCELO CAPELINI: Procuro analisar Artur Nogueira pelo contexto em que ela se encontra. Estamos localizados em um ponto onde  as cidades a nossa volta estão no mínimo a 10 km. Isso é viver numa região metropolitana, facilita a busca por peças e serviços e, também gera demanda por produtos agrícolas. Se  não fizermos a opção por ter um crescimento controlado, Artur Nogueira vai perder a parcela rural e virar tudo zona urbana. Acho que é o momento, não só em relação à Artur Nogueira, de se perguntar: o que queremos para a nossa cidade?

JORNAL PIRES RURAL: Como o Sr. trata esse tema?
MARCELO CAPELINI: Estou tentando não descaracterizar a condição rural do município. As duas vertentes, rural e urbano, existem e se completam. Quero buscar um investimento industrial de maneira estruturada, não adianta trazer uma indústria e criar uma demanda de 100 ou mil moradias sem estruturas, para depois ter que arcar com saneamento básico e qualidade de vida para as pessoas. Sai muito mais em conta, pela nossa característica agrícola, investir em mão-de-obra para esse setor do que capacitar trabalhadores para o setor industrial. O Brasil não diz querer ser o celeiro do mundo? Então, eu quero que Artur Nogueira, seja o celeiro da região metropolitana de Campinas (RMC).

JORNAL PIRES RURAL: De que forma o Sr. pretende alcançar esse objetivo?
MARCELO CAPELINI: Como eu disse agora há pouco, faço um governo pensando em 2020. E pra isso, é preciso tomar atitudes agora pensando nesse futuro. A região metropolitana de Campinas “importa” comida de outros estados. Por que não produzir alimentos de qualidade aqui em Artur Nogueira?. Temos que cuidar de nossas terras porque elas são boas para a produção de alimentos. Para isso nós precisamos que os produtores rurais percam o medo de investir, achando que irão perder a terra. Isso só acontece se for sozinho. Se for um movimento ordenado, conjunto, um protege o outro.

JORNAL PIRES RURAL: Seu governo pretende apoiar o produtor rural? De que maneira?
MARCELO CAPELINI: Vamos buscar investimentos conjuntos. Vamos buscar carteira de produção com qualidade e gestão de produção e através do governo fazer a inserção desses produtos no mercado. Se eu juntar os nogueirenses, organizações da sociedade civil, organismos públicos e elaborarmos um plano para as soluções de problemas, podemos ter um município transformado na indústria da agricultura.

JORNAL PIRES RURAL: Qual é o norte a seguir para a sustentabilidade dos produtores rurais?
MARCELO CAPELINI: É implantar em Artur Nogueira o cooperativismo da produção agrícola. Tenho certeza que se investirmos na produção agrícola vamos melhorar a geração de emprego no município. Então, a nossa condição de investir em produção de qualidade, busca de tecnologia para produção o ano todo, é  investir na união do produtor,  para a montagem de uma cooperativa para buscar grandes mercados. O importante é a união para iniciar a parceria com a prefeitura. Mas, a barreira está  no produtor, não no governo. Por enquanto, eu vejo que eles não querem se unir, querem ficar sozinhos.

JORNAL PIRES RURAL: Mas isso é viável?

MARCELO CAPELINI: Sim, é viável. Existem  muitas informações que comprovam que o associativismo, cooperativismo, ou seja, a luta conjunta é a saída para se produzir com qualidade, ganhando mais e vendendo tudo. A pessoa sozinha vai apresentar problemas e reclamar do governo. É preciso parar de reclamar do governo e participar do governo. O evento de hoje (5° Encontro para o Desenvolvimento Rural Sustentável) é uma ação do meu governo, que abre espaço para as pessoas manifestarem suas críticas. No momento que a pessoa traz a fúria do protesto, também traz a discussão do problema. Porque a solução não está  no governo, ele apenas faz a integração da sociedade. É quem gira a manivela do motor, representado pela sociedade. É o que estamos tentando fazer.


Matéria publicada originalmente na edição 76 Jornal Pires Rural, 15/07/2009-www.dospires.com.br]
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